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	<title>Alice News &#187; ecosistema</title>
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		<title>Desafio urgente: a responsabilidade socio-ambiental das empresas</title>
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		<pubDate>Wed, 28 Aug 2013 14:54:22 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
				<category><![CDATA[International]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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		<description><![CDATA[A questão que se coloca para as empresas é esta: em que medida elas concorrem para despoluir o planeta, introduzir um novo paradigma de produção, de consumo e de elaboração dos dejetos, em...
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>A questão que se coloca para as empresas é esta: em que medida elas  concorrem para despoluir o planeta, introduzir um novo paradigma de  produção, de consumo e de elaboração dos dejetos, em consonância com os  ritmos da natureza e a teia da vida e não mais sacrificando os bens e  serviços naturais&#8221;.</p></blockquote>
<p>Autor: <a href="http://leonardoboff.wordpress.com/sobre-o-autor/" target="_blank">Leonardo Boff</a>.</p>
<p>Fonte: <a href="http://leonardoboff.wordpress.com/2013/08/23/desafio-urgente-a-responsabilidade-socio-ambiental-das-empresas/" target="_blank">leonardoBOFF.com</a> / 23 de Agosto, 2013.</p>
<div id="attachment_2513" class="wp-caption aligncenter" style="width: 350px"><a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2013/08/Temperatures_across_the_world_in_the_1880s_and_the_1980s.jpg"><img class="size-full wp-image-2513 " title="Temperatures_across_the_world_in_the_1880s_and_the_1980s" src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2013/08/Temperatures_across_the_world_in_the_1880s_and_the_1980s.jpg" alt="" width="350" height="385" /></a>
<p class="wp-caption-text">Temperaturas globais na década de 1880 e 1980, comparadas à média no período entre 1951 e 1980. Imagem: Wikipédia.</p>
</div>
<p>Já se deixou para trás o economicismo do Nobel Milton Fridman que no  Time de setembro de 1970 dizia:” a responsabilidade social da empresa  consiste em maximalizar os ganhos do acionistas”. Mais realista é Noam  Chomsky: “As empresas é o que há de mas próximo das instituições  totalitárias. Elas não têm que prestar esclarecimento ao público ou à  sociedade. Agem como predadoras, tendo como presas as outras empresas.  Para se defender, as populações dispõem  apenas de um instrumento: o  Estado. Mas há no entanto uma diferença que não se pode negligenciar:  enquanto, por exemplo, a General Electric, não deve satisfação a  ninguém, o Estado deve regularmente se explicar à população”(em Le Monde  Diplomatique Brasil, n. 1,  agosto 2007, p. 6).</p>
<p>Já há décadas que as empresas se deram conta de que são parte da  sociedade e que carregam a responsabilidade social no sentido de  colaborarem para termos uma sociedade melhor.</p>
<p>Ela pode ser assim definida: <em>A responsabilidade social é a  obrigação que a empresa assume de buscar metas que, a meio e longo  prazo, sejam boas para ela e também  para o conjunto da sociedade na  qual está inserida.</em></p>
<p>Essa definição não deve ser confundida com a<strong> obrigação social</strong> que significa o cumprimento das obrigações legais e o pagamento dos  impostos e dos encargos sociais dos trabalhadores. Isso é simplesmente  exigido por lei. Nem  significa a <strong>resposta social</strong>: a  capacidade de uma empresa de responder às mudanças ocorridas na economia  globalizada e na sociedade, como por exemplo, a mudança da politica  económica do governo, uma nova legislação e as transformações do perfil  dos consumidores. A resposta social é aquilo que uma empresa tem que  fazer para adequar-se e poder se reproduzir.</p>
<p>Responsabilidade social vai além disso tudo: o que a empresa faz, depois  de cumprir com todos os preceitos legais, para melhorar a sociedade da  qual ela é parte e garantir a qualidade de vida e  o meio ambiente? Não  só que ela faz<strong> para</strong> a comunidade, o que seria filantropia, mas o que ela faz <strong>com</strong> a comunidade, envolvendo seus membros com projetos elaborados e supervisionados em comum. Isso é libertador.</p>
<p>Nos últimos anos, no entanto, graças à consciência ecológica  despertada pelo desarranjo do sistema-Terra e do sistema-vida surgiu o  tema da responsabilidade socio-ambiental. O fato maior ocorreu no dia 2  de fevereiro do ano de 2007 quando o organismo da ONU que congrega 2.500  cientistas de mais de 135 países o Painel Intergovernamental das  Mudanças Climáticas (IPCC), após seis anos de pesquisa, deu a público  seus dados. Não estamos indo ao encontro do aquecimento global e de  profundas mudanças climáticas. Já estamos dentro delas. O estado da  Terra mudou. O clima vai variar muito, podendo, se pouco fizermos,  chegar  até a 4-6 graus Celsius. Esta mudança, com 90% de certeza, é  androgênica, quer dizer, é provocada pelo ser humano, melhor, pelo tipo  de produção e de consumo que já tem cerca de três séculos de existência e  que hoje foi globalizado. Os gases de efeito estufa, especialmente o  dióxido de carbono e o metano são os principais causadores do  aquecimento global.</p>
<p>A questão que se coloca para as empresas é esta: em que medida elas  concorrem para despoluir o planeta, introduzir um novo paradigma de  produção, de consumo e de elaboração dos dejetos, em consonância com os  ritmos da natureza e a teia da vida e não mais sacrificando os bens e  serviços naturais.</p>
<p>Esse é um tema que está sendo discutido em todas as grandes  corporações mundiais, especialmente depois do relatório de Nicholas  Stern (ex-economista-senior do Banco Mundial), do relatório do ex-vice  presidente dos USA Al Gore, “Uma verdade incómoda”, e das várias  Convenções da ONU sobre o aquecimento global. Se a partir de agora não  se investirem cerca de 450 bilhões de dólares anuais para estabilizar o  clima do planeta, nos anos 2030-2040 será tarde demais e a Terra entrará  numa era das grandes dizimações, atingindo pesadamente a espécie  humana. Uma reunião de julho de 2013 da Agência Internacional de Energia  (AIE) enfatizava que as decisões tem que ser tomadas agora e não em  2020. O ano 2015 é nossa última chance. Depois será tarde demais e  iríamos ao encontro do indizível.</p>
<p>Estas questões ambientais são de tal importância que se antepõem à  questão da simples responsabilidade social. Se não garantirmos  primeiramente o planeta Terra com seus ecosistemas, não há como salvar a  sociedade e o complexo empresarial. Portanto: é urgente a  responsabilidade socio-ambiental das empresas e dos Estados</p>
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