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	<title>Alice News &#187; Indignados</title>
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		<title>Boaventura: &#8220;Não haverá sociedade democrática enquanto houver capitalismo&#8221;</title>
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		<pubDate>Mon, 04 Nov 2013 12:31:46 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Estamos entrando numa guerra civil de baixa intensidade, num período que eu chamo de pós-institucional. Estamos no momento da bifurcação, que pode tanto ir para  um lado, quanto ir para o outro. E os cidadãos devem pressionar o  governo para que tenham seus direitos respeitados. E para isso temos que  ir para a rua&#8221;, diz Boaventura à <strong>Caros Amigos</strong>.</p></blockquote>
<div id="attachment_2773" class="wp-caption aligncenter" style="width: 960px"><a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2013/11/Indignados-Brasil.jpg"><img class="size-full wp-image-2773" title="Indignados Brasil" src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2013/11/Indignados-Brasil.jpg" alt="" width="960" height="593" /></a>
<p class="wp-caption-text">Protestos na rua. Fonte da imagen: Indignados Brasil (Facebook).</p>
</div>
<p>Autor: Rafael Zanvettor.</p>
<p>Fonte: <a href="http://www.carosamigos.com.br/index/index.php/politica/3674-booaventura-nao-havera-sociedade-democratica-enquanto-houver-capitalismo" target="_blank">Caros amigos</a> / 1 Novembro, 2013.</p>
<p><strong>Caros Amigos &#8211; Como o senhor avalia as manifestações de junho e o processo que elas abriram no Brasil?</strong></p>
<p>Boaventura de Sousa Santos &#8211;  Para mim os protestos não foram propriamente uma surpresa, assistimos  desde 2011 protestos caracterizados pela ocupação de ruas e praças de  forma pacífica como a Primavera Árabe, os Indignados na Espanha e o  movimento Occupy nos Estados Unidos. Para quem acompanha a situação  brasileira como eu, era possível ver um certo mal-estar na sociedade  civil brasileira, o que eu não podia prever e ninguém poderia prover, é  que iria começar desta forma.</p>
<p>O mal-estar tem a ver com dois fatores, o primeiro é que a a  presidenta Dilma ter se afastado de uma maneira forte do estilo do  governo do presidente Lula, que era muito mais próximo dos movimentos  sociais. Não que isso oferecesse uma resposta aos anseios desses  movimento. A presidente Dilma demonstrou uma atitude de hostilidade em  relação aos movimentos sociais e aos povos indígenas, uma mudança  drástica em relação ao seu antecessor.<br />
Mas Dilma, por outro lado,  manteve uma política de distribuição de riqueza baseada em uma política  econômica neoliberal. Portanto este mal-estar, resulta do fato de que  essas políticas de inclusão social, compensatórias, não permitiram uma  inclusão política, que fizesse com que as pessoas pudessem se sentir  cidadãos ativos parar propor uma segunda geração de reivindicações, no  sentido dos direitos universais, como na educação, na saúde, na  previdência e no transportes público. Havia uma expectativa de uma  sociedade mais inclusiva. O que houve foi uma inclusão social sem  inclusão política. Eu tenho notado o envelhecimento dos participantes de  políticas participativas, os jovens não entraram nessa democracia  participativa.</p>
<p>Estas duas razões foram as que estiveram na origem desse mal-estar,  que foi como uma centelha que se incendiou no caso o aumento dos  transportes. Como na Tunísia, que tudo começou com auto-imolação de um  trabalhador que lutava pelo direito do comércio de rua e acabou se  transformando em uma manifestação contra a ditadura de Ben Ali. Os  movimentos hoje se distinguem pela sua negatividade, sabem bem o que não  querem, mas não sabem o que querem, e são movimentos que eu não  considero movimentos sociais; eu chamo-lhes de presenças coletivas. O  que há no mundo atualmente é uma guerra civil de baixa intensidade.</p>
<p><strong>No  que se distinguem as manifestações que aconteceram na Primavera Árabe,  que não viviam sob regimes democráticos e os que aconteceram no Brasil,  uma das maiores democracias do mundo?</strong></p>
<p>A Primavera Árabe tem uma genealogia diferente. Ela nasce na  degeneração dos governos nacionais populares. O Occupy foi nos países  mais neoliberais do mundo, onde já há poucos direitos políticos e  econômicos, pouca democracia. O caso do Brasil é o caso das jovens  democracias, que saíram recentemente da ditadura, como Portugal, Espanha  e Grécia, e que tiveram incrementos recentes nos direitos ao trabalho,  ao transporte, à educação. No Brasil tudo isso aconteceu depois da  ascenção do governo Lula. Esses jovens ainda têm uma esperança que uma  democracia real possa ceder a suas reivindicações. Mas acham que a  democracia atual não é real, porque a democracia atual está sendo  derrotada pelo capitalismo. O dinheiro tomou conta das câmaras. E cada  vez mais parace que a democracia, ao invés de limitar o capitalismo,  está sendo limitada pelo capitalismo. No meu trabalho eu vejo que o que  eles querem é que a democracia representativa seja apenas uma parte da  democracia. Mas que além disso haja mais níveis de democracia  participativa.</p>
<p><strong>É possível viver em uma sociedade onde o capitalismo e a democracia possam coexistir de forma equilibrada?</strong></p>
<p>Não acredito que haja equilíbrio entre democracia e capitalismo. Não  haverá sociedade democrática enquanto houver capitalismo. O que se pode  tentar é limitar o poder do capitalismo, com uma democracia mais  robusta, que possa segurar o avanço do capitalismo até que o socialismo  volte à agenda política, pois foi colocado pra fora da agenda desde  1989, e os partidos de esquerda foram isolados. No Rio Grande do Sul , o  governo de Tarso Genro está a tentar uma democracia participatica no  governo, que funcione a nível estadual, não só nos níveis municipais e  federais, como acontece hoje. Temos de tentar criar uma democracia mais  robusta.</p>
<p><strong>As novas configurações  politicas, como por exemplo o surgimento de uma esquerda forte na Grécia  marcam um período fértil para a esquerda?</strong></p>
<p>Sim, mas os partidos que crescem mais na Europa nesse momento são os  de extrema-direita, portanto há aqui uma dinâmica nova, por isso digo  que estamos entrando em uma guerra civil de baixa intensidade. Estamos  entrando em um período que eu chamo de pós-institucional, as  instituições estão aí, mas não funcionam direito. Como podemos ver ao  que temos em relação às políticas dos direitos dos povos indígenas e  camponeses.<br />
Estamos no momento da bifurcação, que pode tanto ir para  um lado, quanto ir para o outro. E os cidadãos devem pressionar o  governo para que tenham seus direitos respeitados. E para isso temos que  ir para a rua. Daqui pra frente acredito que vamos ter democracias mais  instáveis. E acho que cabe à classe política encontrar as soluções.  Obviamente as populações nas ruas não fazem formulação política, mas a  classe política, que o faz, tem o dever de escutar as revindicações das  ruas e fazer formulações política sobre elas.</p>
<p>A presidente Dilma viu isso e anunciou uma reforma política para a  população, mas obviamente isso não aconteceu. Os setores conservadores  da classe política barraram esse projeto. E, como estamos em um momento  pré-eleitoral e os partidos voltaram a fazer a velha política, a  distribuir recursos para obras pelo País, e assim continuam a não atender  às necessidades de inclusão política da população.</p>
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		<title>Conferencia en La Paz: Las revueltas mundiales de indignación</title>
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		<pubDate>Wed, 16 Oct 2013 10:40:32 +0000</pubDate>
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<p class="wp-caption-text">Boaventura de Sousa Santos junto con los comentaristas María Teresa Zegada y Salvador Schavelzon, y la moderadora Ivonne Farah. Foto: ALICE News.</p>
</div>
<blockquote><p>El 15 de octubre, en el auditorio del Palacio de Comunicaciones (La Paz, Bolivia), el profesor Boaventura de Sousa Santos brindó una conferencia magistral sobre &#8220;Las revueltas mundiales de indignación: su significado para la teoría y para la práctica&#8221;. El evento fue organizado por el Proyecto ALICE con apoyo del CIDES-UMSA, el Ministerio de Autonomías y Oxfam.</p></blockquote>
<p>Autor: Pablo Rivero.</p>
<p>Fuente: <a href="http://pabloarivero.blogspot.com/2013/10/boaventura-sousa-santos-conferencia-La-Paz.html" target="_blank">Blog Pablo Andrés Rivero</a>.</p>
<p>El portugués <a href="http://www.boaventuradesousasantos.pt/pages/en/homepage.php">Boaventura de Sousa Santos</a> dio una conferencia en Bolivia bajo el título <em>“Las revueltas mundiales de indignación: su significado para la teoría y para la práctica” </em>el pasado 15 de octubre de 2013.</p>
<div>De Sousa Santos analizó y puso en perspectiva las revueltas sociales  mundiales frente a un modelo político y económico en crisis partiendo de  un elemento convergente: la <strong>dignidad </strong>como motivador de protesta, como  argumento colectivo para interpelar, en contextos particulares, las  relaciones de poder o al Estado.</div>
<div>
<div>Hizo particular énfasis en la &#8220;primavera árabe&#8221;, los indignados y el  movimiento &#8220;occupy&#8221; de Estados Unidos, aunque también mencionó las  movilizaciones latinoamericanas como #YoSoy132 en México, el movimiento  estudiantil en Chile y las protestas sociales en Brasil.</div>
<div>
<div>Entre los puntos más relevantes, el teórico y activista portugués plantea que <strong>no hay un modelo único</strong> de protesta y cada ejercicio, en cada país y región, tiene sus  particularidades que no se deben comparar de manera automática. También  plantea <strong>la necesidad de adoptar la internacionalización</strong> de estas movilizaciones, dado que la fortaleza está en la representación y adhesión de miles y millones en el planeta.</div>
<div>
<div>
<div id="attachment_2707" class="wp-caption aligncenter" style="width: 480px"><a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2013/10/Soñar.jpg"><img class="size-full wp-image-2707" title="Soñar" src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2013/10/Soñar.jpg" alt="" width="480" height="394" /></a>
<p class="wp-caption-text">Lema de las y los indignados en España. Foto: Alberto Girón.</p>
</div>
<p>Pienso importante además subrayar que Sousa Santos relativiza el rol de medios sociales en internet en las revueltas mundiales con precisión: sostiene que se les ha  atribuido más relevancia de la que en efecto han tenido y que son más un  recurso mediático que de acción, así como una fuente de control  político global desde las potencias.</p>
</div>
<p><em>A continuación compartimos el audio completo de la Conferencia:</em><a href="http://www.4shared.com/mp3/yikqE-YR/Conferencia_Boaventura.html"> Las revueltas de indignación según Boaventura.</a></p>
<p>Nota informativa sobre la Conferencia: <a href="http://www.la-razon.com/nacional/Sociologo-Sousa-aboga-proceso-boliviano_0_1925807438.html" target="_blank">Boaventura y el cambio en Bolivia</a>.</p>
<p>Subeditorial del diario La Razón a propósito de la Conferencia: <a href="http://www.la-razon.com/opinion/editorial/Cuidar-proceso_0_1927007324.html" target="_blank">Cuidar el proceso</a>.</p>
</div>
</div>
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		<title>¿Democracia? &#8220;Sólo cuando el capitalismo tenga miedo&#8221;</title>
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		<pubDate>Sun, 16 Jun 2013 16:32:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>admin</dc:creator>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>En ocasión del taller de la Universidad Popular de los Movimientos Sociales (UPMS) en Madrid, el profesor portugués Boaventura de Sousa Santos (director del Proyecto ALICE) dialogó con Público. Una entrevista fundamental sobre la crisis de la UE, el capitalismo, la democracia suspendida, las indignaciones&#8230;</p></blockquote>
<div id="attachment_2181" class="wp-caption aligncenter" style="width: 816px"><a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2013/06/Futuro.jpg"><img class="size-full wp-image-2181" title="Futuro" src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2013/06/Futuro.jpg" alt="" width="816" height="612" /></a>
<p class="wp-caption-text">Marcha contra las políticas de austeridad en España. Foto: Los Derechos Sociales.</p>
</div>
<p>Autora de la entrevista: Ana Pardo de Vera.</p>
<p>Fuente: <a href="http://www.publico.es/internacional/457290/el-euro-fue-una-de-las-formas-por-las-que-el-neoliberalismo-entro-en-europa" target="_blank">Público.es</a> / 16 de junio, 2013</p>
<p>&nbsp;</p>
<p><strong>¿Se puede decir ya que el proyecto de la UE es un fracaso?</strong></p>
<p>Sí.  La UE era un proyecto de cohesión social para crear un bloque nuevo y  fuerte; un bloque económico, político y social, con políticas de  cohesión muy importantes. La UE se concibió con dos ideas muy potentes:  la de no volver a las guerras mundiales, provocadas ambas por el mismo  país, y la de eliminar las periferias que existían desde el siglo XV:  los países nórdicos, el sur de Europa (Portugal, España e Italia), el  sureste (Balcanes y Grecia) y el este europeo.</p>
<p>El proyecto  europeo iba a poner fin a esas periferias, con políticas muy importantes  de fondos estructurales que pretendían uniformar la riqueza en Europa.  En este sentido, el proyecto fracasó, pero es que muchos de nosotros ya  sospechábamos que esto podía pasar, porque la existencia de las  periferias era demasiado larga. Sin embargo, en los primeros años de la  integración europea parecía que la UE resultaba: por ejemplo, en  Portugal, la renta media alcanzó el 75% de la europea en 2000; sin duda  nos aproximábamos y, de pronto, todo el proceso quebró y los países ex  periféricos vuelven a ser tratados como tales. Desde entonces, la lógica  colectiva de construcción social, económica y política ha pasado a ser  una dinámica de centro-periferia que dominó sobre todas las otra  lógicas. Una lógica, además, en la que el centro ni siquiera es la  Comisión Europea, sino Alemania.</p>
<p>La UE debe reinventarse, hay que reinventarla. De lo contrario, el futuro en Europa se presenta muy negro.</p>
<p><strong>¿Y el proyecto del euro? ¿En qué punto está?</strong></p>
<p>La  pregunta sobre el proyecto del euro no es si fracasó o no, sino qué es  lo que se pretendía con él. Y en este caso, existió la trampa desde el  inicio, porque el euro fue una de las formas en que el neoliberalismo  internacional penetró en Europa, que hasta entonces, era el bastión de  defensa del Estado social; el único donde el neoliberalismo no había  entrado gracias a que los países tenían partidos socialistas y -también a  veces en la oposición- partidos comunistas, ambos muy fuertes. Los  partidos venían de una tradición socialdemócrata muy arraigada que  exigía educación pública, sanidad pública o sistema de pensiones  públicos, por lo que la resistencia a que el neoliberalismo entrase país  a país era muy grande. Por eso no penetró así, sino que lo hizo por  encima: a través de la Comisión primero, por el Banco Central Europeo  (BCE) después y por el euro finalmente.</p>
<p>Mediante  la construcción neoliberal del euro y el BCE, el país dominante desde  entonces -Alemania- ha puesto sus reglas y la moneda es definida en su  valor internacional de acuerdo a los intereses económicos de Alemania, y  no a los intereses de Portugal o España, por ejemplo. A los países del  sur, increíblemente, nunca se les ocurrió la idea de que pudiera ocurrir  esto, porque se creyeron lo de que estaban en un bloque político y  económico, en donde no había deuda griega o española o portuguesa, sino  que existía la cohesión y nunca habría especulación. Sin embargo, debido  a los intereses de sus bancos, Alemania decidió que sí habría deuda  griega, irlandesa, portuguesa o española, con lo que hizo a estos países  muy débiles, sin que Europa les diese garantías y promoviendo la  especulación financiera al transmitir la idea de que estos países sólo  encontrarían la solución después de una intervención brutal.</p>
<p><strong>Una  intervención que no ha servido para nada y que ahora, parece que  empiezan a reconocerlo así quienes la impusieron. ¿Estamos ante una  improvisación o el juego está totalmente calculado?</strong></p>
<p>Es  más trágico todavía, porque no es nada nuevo. El problema de Europa es  que ni tiene nada que enseñar al mundo ni puede aprender con el mundo.  Nada que enseñar porque la sequía de ideas, novedades o alternativas  aquí es total y nada que aprender porque la arrogancia colonial de este  continente es absoluta también y no le permite aprender. Por ejemplo,  cuando decimos: &#8220;En Brasil, Argentina o Ecuador se hizo así&#8221;, y  enseguida nos respondemos: &#8220;Ésos son países menos desarrollados&#8221;.</p>
<p><strong>¿Seguimos con ese sentimiento de superioridad?</strong></p>
<p>Seguimos  con esa arrogancia colonial, sí. Y no lo tomamos en serio, pero es que  eso que ha dicho el FMI hoy, lo dijo en Tanzania, Mozambique e Indonesia  antes, lo conozco bien. Lo de aplicar las medidas y después decidir  que fueron excesivas es recurrente. Y una agencia  que ha aplicado unas  medidas que han generado tanta pobreza, tanto sufrimiento en los países,  debería ser demandada ante los tribunales; y ya no digo por un delito  criminal, pero al menos por negligencia. Tiene que haber una  reparación civil para los países afectados porque, además, dicen que  cometieron un error con sus políticas y las siguen aplicando.</p>
<p><strong>No hay propósito de la enmienda&#8230;</strong></p>
<p>Ninguno.  Pero es que, además, a la UE no le gusta que el FMI se retracte, porque  está comprometida con las políticas de austeridad y si en Alemania se  percibe que son negativas, Angela Merkel puede perder las elecciones.  Todo está organizado para que nada cambie hasta las elecciones alemanas,  por lo que Italia, Grecia, Portugal o España deben esperar y lo hacen,  digo siempre, con una democracia suspendida.</p>
<p><strong>Y los  ciudadanos que sufrimos los recortes, ¿qué podemos hacer? ¿También hemos  de esperar a que transcurran las elecciones alemanas para presionar a  nuestros gobiernos y que hagan algo, en su caso?</strong></p>
<p>Los  gobiernos no van a hacer nada, porque como digo, son completamente  dependientes del mandato alemán. Y aunque la gente rechaza esto, no lo  hace de una manera fuerte y articulada. Este fin de semana, con el  proyecto de la Universidad Popular de los Movimientos Sociales (UPMS),  precisamente, estamos intentando ver cómo se puede resistir, conociendo  las diferencias de los distintos grupos, averiguando por qué unos están  interesados en una medida y otros en otra o por qué algunos creen que se  debería crear un partido y otros no. La semana pasada, en Portugal,  estuve trabajando en una iniciativa con el ex presidente de la  República, Mario Soares, a través de la cual juntamos a 600 personas en  una sala para pedir la caída del Gobierno actual, elecciones anticipadas  y un Ejecutivo de izquierdas. Fue la primera vez, después del 25 de  abril, que conseguimos juntar a representantes del Partido Comunista,  del Socialista y del Bloque de Izquierda para formar una alternativa de  izquierdas. Aunque sabíamos que por razones históricas es muy difícil  lograrlo.</p>
<p><strong>Como en España&#8230;</strong></p>
<p>Aquí  también, aquí también&#8230; Y en Portugal, al final, nos dimos cuenta de  que era imposible, que jamás habría una alternativa de izquierdas. ¿Por  qué? Porque, por un lado, Bloque de Izquierda y Partido Comunista  quieren renegociar la deuda y, además, han concluido que parte de esta  deuda no se puede pagar -es el 130% del PIB-, o abocaremos al  empobrecimiento a las generaciones siguientes. Todo el dinero que entra  de la <em>troika </em>va a pagar la deuda, ni un céntimo va para la salud o el hogar de las personas.</p>
<p>Por  otro lado, el Partido Socialista, que está dominado por la lógica del  neoliberalismo desde hace tiempo, quiere ser Gobierno, además, en el  marco europeo dominado asimismo por el neoliberalismo. Por tanto,  propugna que de negociar la deuda, nada: hay que pagarla toda, aunque se  negocie sobre las tasas y los periodos de pago, por ejemplo.</p>
<p><strong>Y ahí se acaba el objetivo de la reunión, unir a la izquierda.</strong></p>
<p>Ahí se acabó.</p>
<p><strong>¿Cómo ve en España a los partidos de izquierdas?</strong></p>
<p>La  misma división, aunque en Portugal es más grave, porque&#8230; ¿Quiénes  fueron los invitados españoles a la reunión de Club Bilderberg en  Hertfordshire (Reino Unido)?</p>
<p><strong>El ministro de Economía,  Luis de Guindos; el consejero delegado del Grupo Prisa, Juan Luis  Cebrián; el de Inditex, Pablo Isla,&#8230; ¿Por qué?</strong></p>
<p>Porque  la asistencia desde Portugal fue muy interesante, muy ilustrativa sobre  el futuro: acudieron al Bilderberg el secretario del Partido Socialista  y el secretario del partido de derechas que está en el Gobierno, o sea,  que la elite internacional ya ha decidido las elecciones. Los  portugueses van a trabajar hasta las próximas elecciones, luchando para  que haya un Gobierno de izquierdas -idiotas ellos-, las elecciones ya  están decididas y los socialistas comulgan con eso. Por eso, yo creo que  en Europa vamos a entrar en un periodo cada vez más duro y con más  recortes; yo le llamo un periodo post institucional (‘Después de las  instituciones&#8217;), porque las instituciones del Estado no responden y la  gente no se siente representada por estas instituciones.</p>
<p><strong>¿Qué podemos esperar de un periodo así?</strong></p>
<p>Será  un periodo turbulento y largo, a mi juicio, y será una lucha por la  redefinición de la democracia. No es casualidad que los jóvenes aquí en  España o en Portugal hablen de <em>Democracia Real</em> o apelen a la <em>Democracia Ya</em>,  porque la democracia en Europa está suspendida y derrotada. Ha habido  un conflicto entre democracia representativa y capitalismo y ha ganado  el capital.</p>
<p><strong>¿Y hay alguna posibilidad de que se levante de nuevo la democracia?</strong></p>
<p>Sólo  cuando el capitalismo tenga miedo. Hasta ahora, los bancos han sido  rescatados con dinero público, pero no habrá posibilidad de rescatarlos  de la misma manera otra vez, a menos que los ciudadanos sean reducidos a  la condición de esclavos. Puede haber una catástrofe y tenemos que  luchar antes de que llegue, buscando todos los errores que se cometieron  en las políticas progresistas de Europa. Por ejemplo, creer que sólo un  pequeño grupo en cada país era politizado: los miembros de partidos,  ONGs o de movimientos sociales. El resto de ciudadanos era una masa  informe, despolitizados que no tenían ninguna relevancia política, pero  que son los que están ahora en la calle.</p>
<div>
<p>De  ellos va a venir el futuro; la transformación democrática va a llegar  de la mano de todos los indignados: pensionistas, jóvenes, médicos,  profesionales,&#8230; que implican, además, una unión intergeneracional que  antes no existía y que tienen que llevar a cabo una revolución  democrática; la necesitamos para no llegar a la catástrofe.</p>
</div>
<p><strong>¿Cómo se aborda una revolución democrática en la situación actual? ¿Qué significado tiene más allá de los términos?</strong></p>
<p>Significa  democratizar la democracia a través de un movimiento popular muy  fuerte, que a veces resultará violento, aunque nunca contra las  personas, y a veces resultará ilegal, porque una de las características  de los Estados neoliberales es ser cada vez más represivos.</p>
<p><strong>¿Con ser violentos se refiere, por ejemplo, a los <em>escraches </em>y con ser ilegales, a iniciativas como <em>Rodea el Congreso</em>?</strong></p>
<p>Sí, hay que fortalecer todos esos movimientos.</p>
<p><strong>¿También  el 15M en su conjunto? Hay quien tiene la percepción de que es un  movimiento que nació con mucho ímpetu y se ha ido desinflando, perdiendo  fuerza. ¿Tal vez porque ya es España un país resignado?</strong></p>
<p>No  creo que seamos -e incluyo a mi país, Portugal- países resignados, sino  que hemos sufrido más de 40 años de dictadura; 48 años en mi país, más  que en España. Mientras tanto, pasaban por nuestro lado los movimientos  europeos de participación política (movimiento estudiantil, el de 1968,  por la liberación de las colonias,&#8230;) Estábamos muy aislados, por eso  nuestros países no tienen ahora la cultura democrática de resistencia.  Por otro lado, hay elementos coyunturales que influyen en los  movimientos y, por ejemplo, no podemos creer que las plazas se van a  llenar igual en invierno que en primavera o verano.</p>
<p>Además,  los movimientos al mismo tiempo que maduran, se dividen: hay gente  centrada en los desahucios, otra en la sanidad; gente que cree que se  debería crear un partido, otros que no; personas que hablan de consejos  populares, formas de control ciudadano,&#8230;</p>
<p><strong>¿Y cómo se organiza todo eso? ¿Con qué nos quedamos?</strong></p>
<p>La  revolución democrática va a tener dos pies: cambiar la democracia  representativa neoliberal a través de un cambio del sistema político que  conlleva, a su vez, un cambio del sistema partidos. Es decir, que  conlleva la participación de independientes en el sistema político, en  la regulación y financiación de los partidos, en el sistema  electoral,&#8230; Hay mucho que hacer, pero sobre todo, sabiendo que la  reforma nunca va a venir de los partidos, que saben que saldrán  perdiendo con esto, sino que va a venir de los ciudadanos. La democracia  participativa resultante -de la que ya tenemos experiencia fuera de  Europa- traerá nuevas formas de actuación: referéndums, consejos  populares, consejos sectoriales, presupuestos participativos a nivel  local o regional, por ejemplo;&#8230; O sea, democracia directa que controle  a los elegidos, que vaya más allá de la autorización a gobernar; que  vaya hasta la rendición de cuentas, ésta que debe llegar de fuera, de  ciudadanos organizados. El problema es que ahora no están organizados.</p>
<p><strong>¿Se refiere al movimiento de los indignados? ¿Qué crítica(s) tiene que hacerles?</strong></p>
<p>Tengo  varias. Primero, a las asambleas en donde se toman decisiones por  consenso que pueden ser totalmente paralizantes, pues una pequeña  minoría puede impedir cualquier decisión. Con fórmulas dominantes de  decisión no va a haber formulación política; y sin formulación política  no hay alternativas. Segundo, al sistema de gran autonomía individual  que manejan (cada uno decide cuándo entra y cuándo se va, por ejemplo) y  que es más semejante al neoliberalismo de lo que piensan. Un movimiento  no se construye con autonomía individual, sino con autonomía colectiva.  Y no la tienen. Tercero, un rasgo que estamos viendo, sobre todo, en  los acampados de EEUU y en algunos de aquí: tiene más legitimidad quien  se queda más tiempo acampado en la plaza. No tienen en cuenta que hay  que gente que es muy buena, pero que tiene que ir a trabajar o ir a casa  a atender a los niños. ¿Son menos legítimos por eso? No, porque  permanecer más tiempo en una plaza no es un criterio de legitimidad  democrática.</p>
<p><strong>¿Todo esto no ha impedido avanzar más al movimiento de los indignados?</strong></p>
<p>Yo  trabajo con ellos como intelectual de retaguardia, que es lo que me  considero, y creo que en estos momentos, no son un movimiento; son  presencias que no tienen propuestas muy concretas y los entiendo, porque  es todo el sistema el que está podrido y quieren reconstruirlo desde  abajo. Para ello, piden una nueva Constitución y eso sí es positivo;  piden un impulso constituyente, algo que yo vengo defendiendo: una nueva  Constitución que retire el monopolio de la representación política a  los partidos; que establezca diferentes formas de propiedad, más allá de  la estatal y la privada -se han perdido las formas de propiedad comunal  o de cooperativa, por ejemplo-; que asiente una nueva forma de control  social más articulada; una reorganización total del sistema de justicia,  y una fórmula para proteger nuestras constituciones de la especulación  financiera y de deudas que no se pueden pagar.</p>
<p><strong>Esa deuda es precisamente la coartada para imponer las políticas de austeridad&#8230;</strong></p>
<p>Pues  mire lo que pasa en Portugal con ellas: una deuda del 130% del PIB, el  desempleo creciendo y una recesión cada vez mayor. Quienes gobiernan lo  saben y, por eso, yo estoy cada vez más convencido de que esto no es una  crisis. Tenemos que luchar también por los términos del debate, porque  esto no es una crisis: es una gran maniobra del capitalismo  internacional financiero para destruir la última fortaleza que existía  en el mundo de protección social y trabajo con derechos. El remedio de  la crisis está empeorando la crisis o, lo que es lo mismo, el médico  está matando al enfermo. Y lo peor es que no necesariamente cuanta más  crisis hay, hay más resistencia. Porque hay niveles de crisis tan grande  y en los que la gente está tan empobrecida, tan deprimida, que no sale a  la calle; gente que se suicida, que toma ansiolíticos; gente que  interioriza la crisis y se vuelve contra sí misma. Estamos entrando en  ese proceso. Por eso, creo que este año va a ser decisivo para saber si  tenemos energías y damos la vuelta a esto. Eso es lo que vamos a hacer  este fin de semana en la UPMS, ver si podemos articular algo para  generar turbulencias políticas que no permitan a estos gobiernos -estos  sistemas de protectorado, en realidad- seguir gobernando.</p>
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