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Artigo
Discurso, epistemologias do Sul e pedagogias decoloniais
Luciana Maria Almeida de Freitas, Maria Paula Meneses
Gragoatá, v. 26 n. 56
2021-09-29

Setembro de 2021. Uma tragédia sanitária, com inúmeras consequências em outros campos, afeta o mundo há dezoito meses. Já tão desigual, o globo está ainda mais marcado pelo desequilíbrio, com um Norte Global, em geral, dando mostras de uma possível recuperação e um Sul Global, especialmente o Brasil, ainda enfrentando muitos problemas. Entretanto, não só a desigualdade geopolítica foi reforçada pela Covid-19. Por um lado, segundo uma famosa lista de bilionários organizada por um veículo da imprensa internacional, a pandemia  enriqueceu mais ainda os representantes do grande capital. Somente na América Latina e no Caribe, houve um aumento de 40% no número de bilionários. Por outro lado, a crise da Covid-19 fez crescer significativamente a fome no mundo, conforme indica a FAO – Organização para a Alimentação e Agricultura (FAO; IFAD; UNICEF; WFP; WHO, 2020)

A educação, em todos os seus níveis, modalidades e etapas, não poderia deixar de ser afetada – e muito – pela situação mundial, em seus aspectos sanitários, econômicos e sociais. Embora este número 56 da Revista Gragoatá não paute os efeitos da pandemia na educação e na formação docente, os seus ecos estão presentes, explícita ou implicitamente, na publicação. Como práticas de linguagem  que  são, os  textos  deste dossiê são signos ideológicos que, por um lado, integram o mundo social e, por outro, refletem e refratam a existência, como já alertava, em 1929, Volóchinov (2017).

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