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	<title>Alice News &#187; FSM2015</title>
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		<title>Boaventura de Sousa Santos sobre o papel do Fórum Social Mundial</title>
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		<pubDate>Sun, 26 Apr 2015 18:48:11 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O papel do Fórum Social Mundial contra as diversas formas de opressão. Depoimento de Boaventura de Sousa Santos durante o FSM 2015 em Tunis, na Tunísia, em 26 de março de 2015
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O papel do Fórum Social Mundial contra as diversas formas de opressão. Depoimento de Boaventura de Sousa Santos durante o FSM 2015 em Tunis, na Tunísia, em 26 de março de 2015</p></blockquote>
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		<title>Boaventura de Sousa Santos: “Nós vamos entrar em um período de turbulência política”</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Apr 2015 17:54:32 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Em entrevista durante o Fórum Social Mundial (FSM) 2015, Boaventura de Sousa Santos fez uma análise dos novos partidos na Europa, falou sobre a ofensiva do imperialismo estadunidense na América Latina e sobre a conjuntura política brasileira; “O governo tem que saber de que lado está e não pode estar do lado de Kátia Abreu”, disse.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.brasildefato.com.br/node/31719">Brasil de Fato</a><br />
Simone Freire e Luiz Carvalho, de Túnis (Tunísia)<br />
01 Apr 2015</p>
<p>É necessário romper com as lógicas do neoliberalismo para tentar superar a atual crise política, econômica e social internacional. Alternativas são possíveis e, embora estejam emergindo lentamente, já causam impactos. Esta é a avaliação do sociólogo Boaventura de Sousa Santos, professor do Centro de Estudos Sociais, na Universidade de Coimbra (Portugal).</p>
<p>Nesta entrevista, realizada durante o Fórum Social Mundial (FSM) deste ano, em Túnis (Tunísia), ele falou sobre alternativas de poder que surgiram recentemente como o partido Syriza, na Grécia; e o <a href="http://alice.ces.uc.pt/news/?p=4259">Podemos, na Espanha</a>. Para ele, as alternativas “não podem vir dos partidos tradicionais”, pois perderam suas ligações com suas bases.</p>
<p>A nova ofensiva do capitalismo na América Latina, o interesse em desestabilizar o Brics, bem como a necessidade de uma articulação internacional mais efetiva de movimentos sociais e uma reforma política no Brasil também foram avaliados pelo sociólogo na entrevista abaixo.</p>
<p><strong>Começando pela Europa, o que podemos avaliar na atual conjuntura?</strong><br />
As políticas que dominam neste momento são típicas do neoliberalismo. O que estamos a assistir são cortes nas despesas públicas dos Estados, nas despesas sociais, educação, saúde, privatização da previdência social, redução dos salários, precarização do trabalho. Muito das características do mundo do trabalho que nós conhecíamos na América Latina, o trabalho sem carteira assinada, nós, neste momento, também encontramos na Europa.</p>
<p>No caso da Grécia, mais de 50% dos jovens até os 29 anos estão desempregados. Na Espanha, não será muito diferente dessa porcentagem. Portugal é menos, mas mesmo assim, o nível de desemprego é alto. Sobretudo a Europa do sul está mergulhada em uma profunda crise e não se vê qualquer alternativa neste momento, embora ela comece a surgir, mas muito lentamente, fundamentalmente na Grécia, com o partido Syriza, que ao ganhar as eleições ousou fazer algo que até agora era considerado impossível, que era por nas negociações a possibilidade de uma alternativa à austeridade e às políticas de contração das despesas públicas.</p>
<p>Os partidos, sejam da esquerda ou da direita, adotaram medidas do neoliberalismo. Os partidos socialistas estão totalmente desacreditados na Grécia e na Espanha, em Portugal nem tanto. E surgiram outras forças políticas que são um fenômeno novo que é um tipo novo de partido com uma articulação forte entre movimentos sociais e partidos. Isso é muito forte no Syriza e no Podemos, da Espanha, partido que acho que ganha as próximas eleições em dezembro deste ano.</p>
<p>No caso do Podemos, a formulação política é feita pelos movimentos sociais e por cidadãos que apoiam o Podemos, chamados ‘círculos de cidadãos’. Depois os círculos elegem as assembleias de cidadãos, que definem a agenda política do partido. É uma combinação entre democracia participativa e democracia representativa dentro do partido. O melhor remédio contra a corrupção das lideranças partidárias.</p>
<p>Penso que no final de 2015 nós teremos uma paisagem política diferente na Europa. Tudo é uma incógnita e, como digo, os sociólogos são bons para prever o passado, prever o futuro é sempre mais complicado.</p>
<p><strong>O senhor citou novas formas de organização, mas ainda dentro de partidos. O que senhor acredita que seja possível alguma forma de organização que não seja da maneira tradicional, ou seja, com bandeiras e partidos?<br />
</strong><br />
Os partidos de maneira nenhuma vão, nas próximas décadas, ter um monopólio de representação política. A maioria das pessoas, sobretudo os jovens, não são membros de movimento sociais, de ongs, nem de partidos. Os partidos não souberam integrar esta juventude, burocratizaram-se demais e perderam suas ligações com suas bases. Portanto, o que estamos a ver, que vai haver uma intervenção política daquilo que eu chamo de “presenças coletivas”. Não são movimentos, não são partidos, são presenças coletivas nas ruas, são ações não institucionais.</p>
<p>Nós vamos entrar em um período de turbulência política em que vai haver muita ação dessas presenças coletivas, cuja orientação política é muito difícil de definir. A polarização social em termos de esquerda e direita é muito difícil de definir nestas presenças. Muitas delas são, obviamente, de esquerda, outras são, obviamente, de direita, e outras se recusam completamente a ser etiquetadas de direita ou de esquerda.</p>
<p>Isso implica em saber se estamos diante de manifestações espontâneas ou de espontaneidade manipulada. Acho que há das duas coisas e é muito difícil distinguir. Há espontaneidade em muitos protestos de pessoas que não foram integradas na cidadania e que acham que têm direito a melhor educação, serviços de saúde, a melhor transporte público, e genuinamente têm uma agenda que poderia continuar a identificar como de esquerda mesmo que se recusem a ser definidos assim.</p>
<p>Por outro lado, nós temos também, como na Venezuela, manifestações espontâneas que tem exatamente por objetivo derrubar os governos progressistas e tem um conteúdo de classe diferente, a classe alta. É muito claro perceber até pela cor de pele das pessoas que estão nas manifestações. Neste momento estas espontaneidades podem estar sendo manipuladas.</p>
<p>Eu tenho defendido, e temos prova disso, que estamos entrando em um período em que o imperialismo norte americano voltou ao continente. Isso não quer dizer que há uma teoria da conspiração e que é tudo produzido pelos Estados Unidos. Está interessado em desestabilizar e se infiltrar.</p>
<p><strong>Quais os resultados da Primavera Árabe? Como enxerga a transição aqui na Tunísia?</strong><br />
Nós estamos no país [Tunísia] onde a primavera árabe talvez tenha tido mais êxito. Onde é que estão as continuidades? As continuidades são as que a gente vê hoje na democracia. A democracia esta esvaziada de politicas sociais. E o neoliberalismo esta conduzindo o desemprego e o declínio. Este é um país, onde mais de 50% dos jovens também estão desempregados. É um país onde a única indústria basicamente é o turismo. E com um atentado, como o que aconteceu recentemente, pode destruir durante um tempo o turismo.</p>
<p>É uma situação complicada porque a democracia traz liberdade, mas não traz emprego. Então eles dizem e dizem muito bem porque se cria uma frustração. O que aconteceu na Tunísia é muito importante para o mundo, portanto é muito importante que estejamos aqui.</p>
<p><strong>Sobre o Fórum Social Mundial, você acredita que ele é hoje um instrumento efetivo, que trás ações e pode trazer resultados futuros? </strong><br />
O Fórum tomou a opção muito cedo de ser um ponto de reunião dos movimentos sociais que poderiam viajar a Porto Alegre. Tem uma limitação que foi não conseguir reunir aqueles que mais precisavam dele, que são as organizações e os movimentos menores que não tem o apoio das maiores organizações não-governamentais que financiam viagens. O que ele permitiu foi que os diferentes movimentos e organizações fossem se conhecendo e isso é uma vantagem que é inestimável.</p>
<p>Em segundo lugar, o FSM tomou desde o início a opção, polêmica, de não intervir diretamente com posições, com medidas e propostas concretas. Muitos de nós criticamos isso e eu fui dos que criticaram. O que se viu é que a certa altura o Fórum foi de desacreditando como uma fonte de alternativas para um mundo que está pior do que estava antes.</p>
<p>A grande oportunidade que o Fórum deu e que não se realizou é que é muito importante os camponeses não falem só com os camponeses, as mulheres não fazem só com o movimento de mulheres, os indígenas só com os indígenas, os direitos humanos só com os direitos humanos e os trabalhadores só com os trabalhadores. E [a participação mais ampla] foi uma conquista.</p>
<p>O que nós não conseguimos, e isso é o maior fracasso do Fórum, foram articulações sustentadas de movimentos entre diferentes tópicos. Conseguimos já articulações grandes como a Via Campesina, mas é questão dos camponeses.</p>
<p>O que nós temos que fazer cada vez mais é que as lutas de um movimento tem que ser partilhada por outros movimentos. Isso é que é o grande desafio.</p>
<p><strong>Falando das alianças dos movimentos, quando se forma os Brics, por exemplo, você acredita que é necessário a construção de um bloco de movimentos que consiga acompanhar estas questões? E qual o papel que você acha que os Brics vai exercer efetivamente o mundo?</strong><br />
São duas questões diferentes, mas relacionadas. No que diz respeito a segunda, os Brics são uma proposta de governos. Não é dos movimentos sociais. É uma proposta de governos que são de desenvolvimento intermediário e com grande populações e que devido a estas características e, devido ao carácter excludente do neoliberalismo, procuraram criar uma alternativa dentro do capitalismo, aproveitando a dinâmica da China.</p>
<p>Os Brics são uma ameaça para o capitalismo central nos EUA. Eles não são uma alternativa socialista, mas são um deslocamento do eixo dinâmico do capitalismo que tem duas ameaças fundamentais para o capitalismo norte-americano. Primeiro que eles estão tentando se libertar da dominância do dólar como moeda internacional. São uma ameaça em termos financeiros sobretudo porque propõem a criação do banco dos Brics, alternativo ao banco mundial.</p>
<p>A segunda grande ameaça é que tem modelos de desenvolvimento que tem algumas características nacionalistas e que são completamente hostis ao neoliberalismo. O esforço deles [EUA] é de desestabilizar e impedir que estes países vão pra frente.</p>
<p>A outra pergunta, e que eu acho mais importante, é que se isso também não deveria corresponder aos movimentos sociais. E aqui é a grande dificuldade, porque nós nem sequer a nível de América Latina conseguimos isso. Eu penso que muito da força dos Brics deveria haver em uma articulação regional na América Latina a partir do Brasil com outros países. A tentativa da Alba, na Unasul, do Banco Sul, foram desestimulados. Essas eram lógicas onde os movimentos sociais estavam envolvidos. Situações de solidariedade que não se medem apenas pelos interesses das multinacionais ou mercado.</p>
<p>Nos movimentos sociais não temos tido uma dinâmica que permitisse dar um enfoque mais anticapitalista aos Brics. Acho que o mais provável é que o Brics comecem a perder força e cada um vá para o seu lado e não consigam essa união porque vão ser objeto de muita desestabilização por parte dos EUA.</p>
<p><strong>No caso brasileiro, acredita os meios de comunicação são fundamentais para orquestrar esta desestabilização ou, pelo menos, para expandir esta insatisfação da população?</strong><br />
Não podemos colocar tudo na questão da mídia. Acho que temos uma acumulação de erros nestes últimos quinze anos. Em primeiro lugar eu penso que o PT não soube manter e preservar uma relação forte com os movimentos sociais.</p>
<p>Em segundo lugar não se fez uma reforma política. Acho que um partido que tem a maioria do voto popular e que depois tem que entrar em alianças com partidos que são completamente hostis ao programa do próprio partido cria uma confusão e paralisia que é chocante.</p>
<p>Em terceiro lugar, foi a questão da corrupção. O financiamento dos partidos estando nas mãos das grandes empresas. Você olha para os candidatos e elas financiaram praticamente todos. Isso cria um distanciamento em relação ao movimento popular, porque os partidos que são financiados por grandes empresas tem que pagar de alguma maneira, as empresas estão pelo negócio não por convicção política.</p>
<p>Por último acho que tem razão, a mídia foi uma das grandes fraquezas. Não se toca na mídia e na sua articulação com o capital financeiro. A ideia é que não se hostiliza a mídia porque não vão nos hostilizar. Portanto a Globo ganhou muito com a publicidade institucional do governo enquanto mídias alternativas, que precisavam de muito mais apoio, não tiveram. Neste momento negociar e regular vai ser muito necessário, mas vai ser muito mais difícil porque vai se partir de um momento de fraqueza dos governos.</p>
<p>Quanto mais urgente a necessidade de regulação mais difícil dela ganhar. É o mesmo com a reforma política. A situação brasileira é complicada e se misturarmos a dimensão externa com o imperialismo norte-americano as coisas vão ser turbulentas. Espero que haja uma solução progressista que tenha apoio dos movimentos sociais. Mas tem que ter contrapartidas. O governo tem que saber de que lado está e não pode estar do lado de Kátia Abreu se quer ter os movimentos ao seu lado. Os movimentos no Brasil são sofisticados e têm grandes líderes.</p>
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		<title>FSM ruma para o Norte: Edição 2016 em Montreal (Quebec, Canadá)</title>
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		<pubDate>Thu, 02 Apr 2015 14:23:33 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Proposta de realizar um Fórum Social Mundial (FSM) no Canada, em agosto de 2016, foi aprovada pelo Conselho Internacional. Porto Alegre fará edição temática FSM 15 Anos, em janeiro. Fórum Mundial de Mídia...
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Proposta de realizar um Fórum Social Mundial (FSM) no Canada, em agosto de 2016, foi aprovada pelo Conselho Internacional. Porto Alegre fará edição temática FSM 15 Anos, em janeiro. Fórum Mundial de Mídia Livre fará edição temática sobre internet</p></blockquote>
<p><a href="http://www.ciranda.net/FSM-ruma-para-o-Norte-Edicao-2016?lang=pt_br">Ciranda.net</a><br />
Rita Freire<br />
31 Mar 2015</p>
<p>Após dois anos tentando convencer o Conselho Internacional de que os jovens do Quebec tem condições de organizar um Fórum Social Mundial, a delegação canadense, presente em peso à última reunião em Túnis, obteve uma vitória que nem mesmo os mais obstinados defensores da proposta esperavam: <a href="http://www.fsm2016.org/">a aprovação entusiasmada, e por unanimidade, de uma próxima edição centralizada, em 2016, em Montreal.</a></p>
<p>Responsáveis por tornar a proposta palatável às organizações do CI, os jovens Carminda Mac Lorin e Rafael precisaram enfrentar vários fatores fortes que pesaram contra as chances de sucesso dessa empreitada. O primeiro deles, e o mais importante, era a resistência de algumas organizações do Canadá à decisão de fazer um evento de tamanha envergadura sem a necessária articulação entre sociedade civil, incluído o movimento sindical, o governo, agências financiadoras e os provedores de infraestrutura, para assegurar a acolhida das milhares de pessoas que acorrem ao FSM.</p>
<p>A principal preocupação, que ainda está posta na mesa, é a garantia de vistos para visitantes provenientes dos países do Sul, especialmente da África e América Latina. As organizações jovens asseguraram que essas negociações estão avançando e que o respeito à diversidade da participação e à universalidade do acesso será uma prioridade. Além disso, desde 2013, quando a proposta foi apresentada na reunião do CI em Casablanca, o grupo organizador local tem voltado suas energias ao trabalho de articulação entre instituições e movimentos e conseguiu chegar a Tunis sem qualquer oposição declarada. No máximo, as organizações impuseram condições, aceitas pelos organizadores.</p>
<p>Com isso, o FSM em Montreal torna-se o primeiro evento centralizado a ocorrer em um país do Hemisfério Norte e, além disso, o primeiro a ser organizado sob o protagonismo da juventude. A renovação do processo FSM tem sido uma preocupação constante nas reuniões do CI e a garra com que os representantes canadenses conseguiram inserir sua agenda improvável ao conjunto de representantes históricos foi saudada como uma demonstração do vigor do próprio processo FSM.</p>
<p><strong>Fórum Temático em Porto Alegre</strong><br />
O FSM do Canadá traz outra novidade: uma edição centralizada que ocorrerá no meio do ano, em agosto de 2016, época de clima mais ameno para visitantes e com um pouco mais de tempo para o processo de organização. Isso porque, na reunião de Casablanca, a decisão de fazer um fórum a cada dois anos foi flexibilizada, para acomodar a proposta do Quebec de fazer um fórum mundial ainda em 2016. Mas o início de cada ano, e particularmente a ocasião em que ocorre a reunião do Fórum Econômico Mundial em Davos, continua sendo um período de mobilização do FSM no Brasil.</p>
<p>Em 2016, o FSM completa 15 anos como espaço de encontro de movimentos e articulação das lutas sociais e a proposta de Porto Alegre, que sempre realiza fóruns temáticos nos intervalos das edições mundiais, é fazer uma comemoração de peso. O FSM 2016, em janeiro, terá características de evento global e será também uma etapa preparatória para a edição no Quebec.</p>
<p>Além disso, o Conselho Internacional deu encaminhamento a duas outras propostas. A primeira é a mais importante agenda política do FSM em relação ao seu futuro: a realização de um seminário sobre seu funcionamento, representatividade, dinâmica e eficácia no fortalecimento nas lutas globais anti-capitalistas. A segunda foi a candidatura da Grécia para sediar um evento do FSM, após a vitória da Syriza e das posições contra o ajuste econômico nas últimas eleições nacionais no país. Ficou definido que o próprio seminário sobre o FSM será realizado na Grécia e, com isso, até o processo FSM na Europa, hoje totalmente desarticulado, pode ganhar um novo alento.</p>
<p><strong>Fórum de Mídia Livre terá temático sobre a internet</strong><br />
O <a href="http://www.fmml.net">Fórum Mundial de Mídia Livre</a> conseguiu concluir em Túnis um processo de dois anos de trabalho para a construção de uma carta contendo os princípios e as lutas fundamentais pelo direito à comunicação acordadas pelas mídias livres nos diversos países já envolvidos no processo. Só em 2014 foram realizados quatro seminários internacionais e lançada uma consulta pública pela internet, em quarto idiomas, para a elaboração do documento.</p>
<p>Para finalizar a carta, participantes do FMML iniciaram as atividades em Tunis dois dias antes do FSM, com grupos de trabalho e plenária que debateu, revisou e aprovou o texto. A <a href="http://www.fmml.net/spip.php?article139">carta da mídia livre</a> foi lançada na Assembleia de Convergência pelo Direito à Comunicação, no último dia do FSM (28).</p>
<p>Outra marca da IV edição do FMML foi o debate sobre o futuro da internet e a participação da sociedade civil na sua governança. Uma mesa temática foi organizada em conjunto pelo FMML e o Coletivo Brasil-Túnis, já vislumbrando que o período da próxima conferência do Fórum de Governança da Internet (IGF), agendado para novembro de 2015, em João Pessoa – Brasil, exigirá grande mobilização em defesa da democracia na rede.</p>
<p>Várias atividades sobre internet, segurança digital e soberania computacional foram realizadas no Hacklab do FMML, resultando em uma proposta de trabalho hacker de organização das próximas edições do FSM, com a criação de redes e infraestrutura independente para uma internet fora da internet (Rede Mesh). Além disso, organizações que propõem a realização de um Fórum Social Temático sobre internet realizaram uma reunião, buscando convergências para a promoção de um evento que mobilize e a sociedade civil.</p>
<p>O resultado foi a aprovação, na Assembleia de Convergência pelo Direito à Comunicação, das propostas em torno do tema da Internet, e de um seminário em que as convergências sejam aprofundadas. A data será definida conjuntamente.</p>
<p>Entre as várias propostas aprovadas na Assembleia, estão as que foram apresentadas por representantes palestinos, curdos e sarauis, de trabalharem estratégias conjuntas entre o FMML e os povos que lutam por libertação, para fazer frente às distorções propagadas pela mídia de mercado.</p>
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		<title>FSM 2015 &#8211; Marcha Final &#8211; Solidariedade à Palestina</title>
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		<pubDate>Tue, 31 Mar 2015 15:00:17 +0000</pubDate>
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<p>Álbum de fotos da marcha final do <a href="http://www.fsm2015.org">Fórum Social Mundial (FSM) 2015</a>, realizado de 24 a 28 de março na cidade de Tunis, na Tunisia. (Fotos: Fábio Diniz Merladet, Lucas Cravo de Oliveira, Pedro Vayssiere Brandão e Sara Araújo)</p>
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		<title>World Social Forum TV Tunis 2015: Boaventura da Sousa Santos</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2015 19:52:50 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Boaventura de Sousa Santos, sociologist and director of ALICE Project, talks about the World Social Forum and the Popular University of Social Movements (UPMS)
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			<content:encoded><![CDATA[<p><iframe src='http://www.wsftv.net/Members/bfocuspuller/videos/boaventura-da-sousa/embed_view' frameborder='0' width='460' height='260'></iframe></p>
<p>Boaventura de Sousa Santos, sociologist and director of <a href="http://alice.ces.uc.pt">ALICE Project</a>, talks about the World Social Forum and the <a href="http://www.universidadepopular.org">Popular University of Social Movements (UPMS)</a></p>
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		<title>Sob segurança reforçada, Fórum na Tunísia termina sábado (28)</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2015 11:07:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Na entrada da Universidade Al Manar, em Túnis, onde acontece até este sábado (28) o Fórum Social Mundial, o policiamento armado é constante. Detectores de metal foram instalados em todas as entradas e...
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Na entrada da Universidade Al Manar, em Túnis, onde acontece até este sábado (28) o Fórum Social Mundial, o policiamento armado é constante. Detectores de metal foram instalados em todas as entradas e a polícia local revista bolsas e pessoas.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.ebc.com.br/cidadania/2015/03/participantes-veem-baixo-alcance-social-e-muita-seguranca-no-forum-da-tunisia">Portal EBC</a><br />
Eliane Gonçalves e Leandro Melito<br />
27 Mar 2015</p>
<p>Mohamed Sayeh, 30 anos, faz doutorado em biologia na Universidade. Tunisiano, participou do primeiro Fórum Social Mundial realizado em seu país em 2013, com objetivo de discutir os efeitos da Primavera Árabe e não lembra de ter visto este tipo de equipamento na entrada do evento.</p>
<p>&#8220;Havia apenas alguns policiais espalhados pelo campus&#8221;, lembra. Para ele, o reforço é justificado pelo atentado da última semana no Museu do Bardo, que deixou 23 mortos, principalmente turistas europeus.<br />
Ele concorda com a segurança reforçada, mas reclama de alguns transtornos. &#8220;As filas para entrar estão longas, a revista é lenta e acabamos chegando atrasados para a universidade e isso acaba nos atrasando para as atividades&#8221;. Além disso ele nota um esvaziamento do Fórum. &#8220;Tenho a impressão que muitas pessoas deixaram de vir por medo dos atentados”.</p>
<p><strong>Participantes</strong><br />
Para Hamouda Soiubhi, que integra o Comitê de Organização do Fórum, a percepção do estudante é correta em relação à dimensão e à segurança do evento. Enquanto em 2013, o evento contou com 60 mil participantes, a estimativa para esse ano é de que chegue a cerca de 40 mil pessoas. No entanto, ele não acredita que isso tenha se dado pelo atentado. Sobre o número de países participantes por meio de delegações, o número continua o mesmo. Foram 121 países participantes com cerca de 5 mil organizações parceiras e movimentos sociais. Já o número de atividades aumentou de 900 para 1060.</p>
<p><strong>Segurança</strong><br />
“Poucas pessoas cancelaram a vinda após o ataque ao Museu do Bardo. Apenas duas pessoas da Espanha e uma pequena delegação da França com cerca de 10 pessoas&#8221;. Com relação à segurança, o evento contou em 2013 com 450 pessoas fazendo a segurança interna, realizada com a estrutura da universidade e sem porte de armas. Esse número subiu para 600 pessoas esse ano. Quanto à segurança armada feita na área externa da universidade e na entrada do evento pela polícia do governo, não havia em 2013.</p>
<p><strong>Novas formas de mobilização</strong><br />
Para o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, o Fórum perdeu sua força e ímpeto iniciais após 15 anos de atividades. “Eu penso que é bom manter o Fórum, mas obviamente não vai ter a força, o ímpeto e a novidade porque ninguém tem depois de tantos anos. O Fórum tornou-se um bocado institucional, as ONGs tem ainda muito poder sobre ele e eu penso que o ele é apenas um parceiro para o futuro”. Boaventura acredita que devem surgir outras formas de mobilização social inspiradas no que acontece hoje na Espanha com o partido Podemos e na Grécia com o Syriza. “Vão haver outras formas de mobilização a nível nacional ou a nível regional e outras iniciativas vão surgir para fazer esta articulação entre partidos e movimentos, assim como entre o conhecimento universitário e o popular&#8221;.</p>
<p><strong>Juventude</strong><br />
Estudantes universitários e de ensino médio são presença constante no Fórum Social Mundial. Alguns como participantes, outros como voluntários. Mouelhi Maha tem 19 anos e é estudante da escola técnica de ciências de Túnis. Trabalha como voluntária no Fórum Social Mundial e a motivação é simples: &#8220;Quero contribuir para que a Tunísia seja um país melhor. Amo meu país&#8221;. Apesar da apreensão, o clima do Fórum é tranquilo e em alguns momentos festivo. É fácil encontrar grupos de jovens artistas,tocando, cantando e dançando músicas típicas. Como o grupo de teatro de rua Foulen. Omar Titi, um dos artistas do grupo, toca o mecwed, instrumento típico do país, de som agudo e que funciona como uma espécie de gaita de fole, feito de couro de boi. Para ele o Fórum Social Mundial, é o lugar ideal para fazer o que gosta e divulgar seu trabalho.</p>
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		<title>Feminismo no FSM 2015: um relato das brasileiras da MMM, direto da Tunísia</title>
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		<pubDate>Sat, 28 Mar 2015 05:31:31 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Desde o dia 24 de março até o dia 29, acontece o Fórum Social Mundial (FSM) em Túnis, capital da Tunísia. Como tem ocorrido desde a primeira edição do FSM, a Marcha Mundial das Mulheres participa ativamente da sua programação.</p></blockquote>
<p><a href="https://marchamulheres.wordpress.com/2015/03/27/feminismo-no-forum-social-mundial-um-relato-das-brasileiras-da-mmm-direto-da-tunisia/">Marcha Mundial das Mulheres</a><br />
Cláudia Prates, Letícia Vieira e Maria Júlia Montero*<br />
27 Mar 2015  </p>
<p><a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2015/03/20150324-marcha_fsm.jpg"><img src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2015/03/20150324-marcha_fsm.jpg" alt="" title="20150324-marcha_fsm" width="552" height="310" class="aligncenter size-full wp-image-4358" /></a></p>
<p>A delegação brasileira da marcha é composta pelas participantes Cláudia Prates (RS), Maria Júlia Montero (SP), Letícia Vieira (RJ), Francilene Guedes (AM). Nossa primeira atividade foi a Assembleia de Mulheres, da qual participaram representações de todos os continentes, com ênfase na participação do mundo árabe. Não foi tirado nenhum encaminhamento ou documento ao fim do encontro.</p>
<p>Após a plenária, as mulheres se dirigiram para o local da concentração do ato de abertura, cujo mote foi “Os povos unidos pela liberdade, igualdade, justiça social e pela paz. Em solidariedade aos tunisianos e todas as vítimas de terrorismo, contra todas as formas de opressão”. A manifestação contou com inúmeras pautas, como o tema da solidariedade ao povo tunisiano, combate à violência e autodeterminação dos povos.</p>
<p>Na quarta-feira, dia 25, participamos de cinco atividades. Pela manhã, estivemos em dois seminários: “Mulheres em situação de conflito e pós-conflito” e “Desmantelar o poder corporativo e pôr fim à sua impunidade: reivindicar a soberania dos povos”, esta última tendo dois momentos, um pela manhã e outro pela tarde. A última atividade do dia foi uma oficina com nossa parceira de cooperação internacional E-Changer, denominada “A cooperação solidária Norte-Sul para fortalecer os movimentos sociais do Sul”, onde reforçamos a importância da cooperação, sobretudo como um espaço de socialização e articulação da nossa estratégia feminista Sul-Sul e Sul-Norte.</p>
<p>No dia 26 pela manhã, a Marcha participou da atividade “Fora, microcrédito, fora! As mulheres unem suas lutas, resistências e alternativas” onde Cláudia Prates integrou a mesa apresentando a crítica feminista ao microcrédito e ao sistema econômico como um todo.</p>
<p><strong>Feminismo é revolução!</strong><br />
A partir das 15h ocorreu nossa atividade principal: “A Quarta Ação Internacional da Marcha Mundial das Mulheres como um momento de reforçar o movimento feminista contra o capitalismo patriarcal”, que contou com a participação de em torno de 150 mulheres de diferentes países, entre militantes da Marcha e muitas outras. Iniciamos com grande energia, afirmando a solidariedade e união entre os povos. Foram feitos relatos sobre o andamento dos preparativos para a ação em cada continente, sendo um momento de grande integração. Com nosso entusiasmo e palavras de ordem, mostramos que nossa luta é internacional. Juntas, gritávamos “So-so-so, solidarité avec les femmes du monde entier” (Solidariedade com as mulheres de todo o mundo).</p>
<p>Estamos também participando dos debates que acontecem na Casa Brasil, além de uma atividade sobre racismo, uma assembleia da Marcha das Mulheres Negras do Brasil e de um café debate sobre a questão LGBT seguido de uma manifestação pelo campus da Universidade.</p>
<p>As próximas atividades serão “Feministas unem-se e passam à ação” (dia 27) e a atividade de solidariedade às mulheres Saharauis (28). Haverá também a plenária de movimentos sociais.</p>
<p>O Fórum está sendo um grande momento de integração, solidariedade e de socialização das diferentes formas de resistências dos povos pelo mundo.</p>
<p>Seguiremos em marcha até que sejamos livres de todas as formas de violência, defendendo nossos direitos e nossa dignidade de mulheres e dos povos.</p>
<p>*Cláudia Prates, Letícia Vieira e Maria Julia Montero são militantes da Marcha Mundial das Mulheres no Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e São Paulo. </p>
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		<title>Educação Popular e Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS) no FSM 2015</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2015 17:00:42 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Imagens da atividade que envolveu o <a href="http://alice.ces.uc.pt">Projeto ALICE</a> e a <a href="http://www.universidadepopular.org">Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS)</a> que teve como tema &#8220;A educação popular para os tópicos do futuro: refundar o Estado, democratizar a democracia, economias não capitalistas, dignidade e direitos humanos interculturais&#8221;, realizada durante o <a href="https://fsm2015.org/">Fórum Social Mundial (FSM) 2015</a>, em Tunis, na Tunísia</p></blockquote>
<p>Fotos: <a href="https://www.facebook.com/giovanni.allegretti.33?fref=ts">Giovanni Allegretti</a><br />
26 Mar 2015</p>
<p><a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2015/03/upms_tunis_04_.jpg"><img src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2015/03/upms_tunis_04_.jpg" alt="" title="upms_tunis_04_" width="932" height="620" class="aligncenter size-full wp-image-4322" /></a></p>
<p><a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2015/03/upms_tunis_02.jpg"><img src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2015/03/upms_tunis_02.jpg" alt="" title="upms_tunis_02" width="960" height="960" class="aligncenter size-full wp-image-4317" /></a></p>
<p><a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2015/03/upms_tunis_05.jpg"><img src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2015/03/upms_tunis_05.jpg" alt="" title="upms_tunis_05" width="960" height="960" class="aligncenter size-full wp-image-4318" /></a></p>
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		<title>Em fórum na Tunísia, sociólogo pede diálogo de Dilma com movimentos sociais</title>
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		<pubDate>Thu, 26 Mar 2015 10:16:36 +0000</pubDate>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos, diretor do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, defendeu hoje (25), no Fórum Social Mundial (FSM), mais diálogo da presidenta Dilma Rousseff com os movimentos sociais. Boaventura participou de todos os encontros promovidos pelo FSM, desde a sua criação, em 2001, em Porto Alegre.</p></blockquote>
<p><a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/internacional/noticia/2015-03/no-forum-social-sociologo-pede-mais-dialogo-de-dilma-com-movimentos">Agência Brasil/EBC</a><br />
25 Mar 2015<br />
Ana Cristina Campos &#8211; Enviada Especial</p>
<p>“Ela [Dilma] está com tempo para inverter este caminho [de distanciamento] e de rapidamente procurar o apoio dos movimentos sociais. Mas é preciso vontade política”, disse.</p>
<p>Para ele, a situação social e política mudou muito desde o início da década de 2000, quando havia um grande ânimo de transformação social e política e grande participação social. Muitos países da América Latina, segundo ele, atravessam dificuldades, e é preciso aprender com os erros.</p>
<p>“Penso que houve muitos erros que se cometeram ao longo desses anos, alguns deles têm a ver com o fato de a energia da participação social, que foi fundamental na transformação política, de uma certa maneira, se atenuou. Os movimentos sociais não devem esmorecer, devem fazer pressão sobre os governos progressistas que ainda existem para eles não se renderem totalmente”, disse Boaventura, que também é fundador da Universidade Popular dos Movimentos Sociais.</p>
<p>Para a secretária de Cidadania e Diversidade do Ministério da Cultura, Ivana Bentes, é decisivo pensar a participação nas urnas e nas ruas. “Temos visto um Brasil desde 2013 nas ruas com manifestações da esquerda e da direita. Isso é absolutamente legítimo. O que falta, talvez, seja uma integração maior entre os mecanismos da rua com o voto, ou seja, as pessoas querem ser cogestoras das políticas do Estado.”</p>
<p>Segundo Ivana, o Estado e os movimentos sociais têm de reinventar as formas de participação para que haja uma ponte entre as manifestações e as políticas públicas. “O aparato de Estado é lento, ele custa a incorporar as inovações sociais, só que as pessoas estão cada vez mais intolerantes com essa velocidade. Muitas das manifestações que se veem nas ruas refletem o desejo de que o Estado se desengesse e crie uma velocidade nova para atender a um mundo que está online, conectado. Em relação aos movimentos sociais, só manifestação não basta. Tem que ter propostas. A pergunta para os movimentos é: &#8216;o que fazer depois que você sai da rua?&#8217;”.</p>
<p>Boaventura e Ivana integraram, na Casa Brasil, uma mesa de debate sobre participação social. A Casa Brasil é um espaço promovido por organizações que fazem parte da delegação brasileira. O Fórum Social Mundial vai até sábado (28) na Universidade El Manar, na capital tunisiana.</p>
<p>Quanto aos comentários do sociólogo português Boaventura de Sousa Santos sobre Dilma Rousseff e seu governo, a assessoria de imprensa da Secretaria-Geral da Presidência divulgou uma nota em que informa que desde 2003, o Brasil iniciou um ciclo importante de mudanças com conquistas sociais, como a retirada de 36 milhões de pessoas da extrema pobreza, o que contribuiu para o aumento da participação da população não só no acesso às políticas públicas, mas também na formulação delas.</p>
<p>Segundo a nota, o governo brasileiro também ampliou a capilaridade do Estado, por meio de uma estrutura de participação social que se tornou referência em todo o mundo, citando como exemplo os diversos conselhos temáticos, mesas de negociação e diálogo, conferências e a Política Nacional de Participação Social.  “A democracia participativa é um compromisso e um método deste governo. Avançamos muito nesse campo. De 1941 a 2002, por exemplo, foram realizadas apenas 41 conferências temáticas. Já de 2003 a 2014 foram 103, que envolveram mais de 8 milhões de pessoas”, disse o chefe da assessoria internacional da Secretaria-Geral, Jeferson Miola.</p>
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		<title>Fórum Social Mundial começa na Tunísia com mensagem contra o terrorismo</title>
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		<pubDate>Wed, 25 Mar 2015 10:42:34 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Sob o slogan Povos do Mundo Unidos contra o Terrorismo, a tradicional marcha de abertura do Fórum Social Mundial (FSM), que começa hoje (24) em Túnis, capital da Tunísia, quer levar uma mensagem de solidariedade às famílias das vítimas do ataque ao Museu do Bardo, que matou 22 pessoas no dia 18 de março, e de repúdio ao terrorismo. A concentração da marcha acontece na Place Bab Saadoun, com um ato contra o extremismo. O atentado foi reivindicado pelo Estado Islâmico.</p>
<p><a href="http://www.ebc.com.br/noticias/internacional/2015/03/forum-social-mundial-comeca-hoje-na-tunisia-com-mensagem-contra-o">Agência Brasil/EBC</a><br />
Ana Cristina Campos<br />
24 Mar 2015</p>
<p>O antropólogo Alaa Talbi, membro do Fórum Tunisiano de Direitos Econômicos e Sociais e um dos organizadores do comitê local do FSM, informou que todas as delegações confirmaram presença no fórum para reforçar a solidariedade aos tunisianos. “Os povos do mundo são solidários com a sociedade tunisiana e são solidários também com as vítimas da opressão no mundo. É uma mensagem clara da sociedade civil de luta contra o terrorismo”, disse ele, em entrevista à Agência Brasil.</p>
<p>Segundo Talbi, não há preocupação de acontecer outro atentado terrorista porque todas as medidas foram tomadas pelo governo para garantir a segurança na marcha e da Universidade El Manar, onde ocorre o FSM até o dia 28 de março. “Eu não acredito que haverá outro ataque durante o fórum”, disse.</p>
<p>O antropólogo explicou que esta segunda edição do FSM na Tunísia – a primeira foi em 2013 – é muito importante para o país que vive um momento de consolidação da democracia. No evento de dois anos atrás, os debates centraram-se na transição para a democracia por que passava a Tunísia.</p>
<p>“O contexto político tunisiano mudou desde 2013. Hoje temos uma nova Constituição, uma agenda política clara, mas há desafios na situação social, econômica e ambiental. Creio ser importante que o fórum dê energia ao movimento civil tunisiano para debater essas questões. Muitos movimentos sociais surgiram no país a partir do primeiro fórum e ajudaram na transformação da sociedade”, disse Talbi.</p>
<p><strong>Fórum Social Mundial em Túnis</strong><br />
A Tunísia é considerada o berço da Primavera Árabe, a série de levantes populares que derrubou governos autoritários na região. A transição do país para um regime democrático é tida como o único caso de sucesso da onda de contestações, já que países como Síria e Egito estão assolados por conflitos. O país promoveu eleições parlamentares e elegeu seu presidente no ano passado, o líder do partido laico Nidaa Tounès, Beji Caid Essebsi. Foi a primeira vez desde a independência tunisiana do domínio francês, em 1956, que a população escolheu livremente o presidente do país.</p>
<p>O perigo jihadista é apontado como uma ameaça à consolidação das novas instituições já que ataques de grupos radicais ainda são registrados no interior do país. Segundo Talbi, o atentado ao Museu do Bardo foi o primeiro no centro da capital. “O ataque atingiu o símbolo político do Estado que é o Parlamento [que fica ao lado do museu], mas, para mim, isso vai reforçar a consolidação democrática pois hoje estamos unidos para vencer a fase de transição democrática na Tunísia”.</p>
<p>Para o antropólogo, o combate ao terrorismo na Tunísia deve passar por uma mudança nas atuais políticas econômicas que, segundo ele, levam à exclusão social. “O número de desempregados aumentou, sobretudo entre os jovens, a crise social é aguda e o mais grave é que hoje o terrorismo está nos bairros pobres e marginalizados”, destacou. Muitos tunisianos deixaram o país nos últimos anos para se juntar a jihadistas do Estado Islâmico na Síria e no Iraque.</p>
<p>O fórum espera reunir cerca de 60 mil pessoas e tem quase 1,1 mil atividades previstas entre 24 e 28 de março. Mais de 4 mil organizações de 118 países estão inscritas para participar do evento, que terá como lema “Dignidade, direitos e liberdade”.</p>
<p>Para o diretor executivo da Associação Brasileira de Organizações Não Governamentais (Abong) e coordenador da ONG Vida Brasil, Damien Hazard, que é membro do Conselho Internacional do Fórum Social Mundial, o encontro, inaugurado sob o lema “Um outro mundo possível”, em Porto Alegre, em 2001, como contraponto ao Fórum Econômico Mundial, que reúne grandes empresários e políticos em Davos, na Suíça, ainda é atual porque a desigualdade e a exclusão social aumentaram no mundo.</p>
<p>“Não há nenhuma articulação internacional que tenha essa capacidade de mobilizar tantas organizações. O fórum continua sendo o maior encontro planetário da sociedade civil. Resta saber se vai ser capaz de articular esses movimentos que têm convergência das suas pautas e reivindicações para conseguir ter uma maior incidência política em âmbito mundial, inclusive com maior visibilidade. Um desafio do fórum é ter maior visibilidade que não está sendo alcançada por meio da mídia comercial”, disse Hazard.</p>
<p>Segundo Francisco Whitaker, um dos fundadores do fórum e membro da Comissão Brasileira de Justiça e Paz da Conferência Nacional de Bispos do Brasil e do Comitê Internacional do FSM, é preciso mais do que nunca reafirmar que outro mundo é possível. “Se quando foi criado era necessário dizer que há alternativas ao mercado, hoje mais ainda. Os valores do fórum são respeito à diversidade, cooperação e não competição. O fórum é cada vez mais necessário”, disse.</p>
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