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	<title>Alice News &#187; FSEPop</title>
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		<title>Fórum Social: ocupação de escolas secundaristas é exemplo para a democracia</title>
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		<pubDate>Sat, 23 Jan 2016 12:10:16 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>As ocupações de escolas por estudantes secundaristas – como ocorreu em São Paulo e ocorre, neste momento, em Goiás – foram lembradas nesta sexta-feira (22) no Fórum Social Temático, em Porto Alegre, como um movimento exemplar para a democracia. Em debate sobre educação popular e direitos humanos, o professor Moacir Gadotti, do Instituto Paulo Freire, disse que os jovens envolvidos nas ocupações mostraram como a educação pode ser “libertadora”.</p></blockquote>
<p><a href="http://agenciabrasil.ebc.com.br/geral/noticia/2016-01/forum-social-ocupacao-de-escolas-secundaristas-e-exemplo-para-democracia">Agência Brasil</a><br />
Camila Maciel<br />
22 Jan 2016</p>
<p>“O estudante chega para a gente e fala assim: ‘estamos aqui fazendo a revolução’. É isso que temos que escutar dos estudantes hoje. Eles mostraram aos professores que têm conhecimento, deram aula de educação popular aos gestores”.</p>
<p>A presidenta da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (Ubes), Camila Lanes, acompanhou a mobilização nas escolas paulistas e destacou a necessidade de mudanças no modelo de ensino atual.</p>
<p>“Precisamos mudar a forma como educamos as nossas crianças. Entender sobre capitalismo, feminismo”, citou.</p>
<div id="attachment_5156" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2016/01/nilma_bss_.jpg"><img src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2016/01/nilma_bss_.jpg" alt="" title="nilma_bss_" width="600" height="359" class="size-full wp-image-5156" /></a>
<p class="wp-caption-text">A ministra das Mulheres, da Igualdade Racial e dos Direitos Humanos, Nilma Gomes, ao lado do sociólogo Boaventura de Sousa Santos em debate sobre Educação Popular e Direitos Humanos (Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil)</p>
</div>
<p><strong>Conservadorismo<br />
</strong><br />
A ministra de Ministério das Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos, Nilma Lino Gomes, também participou do debate e falou sobre a reação conservadora aos avanços sociais conquistados no âmbito dos direitos humanos.</p>
<p>“A situação política que temos visto no Brasil hoje, o grau de ódio que tem incidido nas lutas sociais sobre os direitos, sobre as próprias ações dos governos quando atende a direitos sociais. Esse ódio é proporcional a um certo desespero das forças conservadoras diante dos avanços sociais que nós tivemos”, disse.</p>
<p>Segundo a ministra, os direitos conquistados por alguns grupos sociais envolvem mudanças de estruturas e, historicamente, a reação a essas transformações é violenta.</p>
<p>“Nesse aspecto, um dos desafios que os direitos humanos e a educação popular têm é, como nós, enquanto governo, vamos pensar, realizar, concretizar esses direitos humanos considerando que a própria interpretação de direito e de humanidade assume contornos diferentes de acordo com os consensos culturais, históricos e as relações de poder”, apontou.</p>
<p><strong>Conhecimento popular<br />
</strong>O sociólogo português Boaventura de Sousa Santos destacou a importância de <a href="http://www.forumeducacaopopular.org">aproximar a sabedoria popular do conhecimento produzido na Academia</a>. “A educação popular só é necessária porque a outra educação é antipopular. Sempre foi assim, mas não tem que ser assim até o final”, disse.</p>
<p>Boaventura destacou o conhecimento produzido em espaços como as experiências de economia solidária e as comunidades indígenas. “Que se perceba a ideia de que é possível outra economia. É possível outra democracia”.</p>
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		<title>Primeiro dia do FSM-FST2016 tem Marcha e roda sobre saberes populares</title>
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		<pubDate>Wed, 20 Jan 2016 20:30:36 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Uma grande marcha reuniu cerca de 15 mil pessoas em no primeiro dia do Fórum Social Mundial Temático (FSMT) em Porto Alegre, nesta terça-feira (19). Movimentos sociais, ativistas, intelectuais e políticos se reuniram...
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Uma grande marcha reuniu cerca de 15 mil pessoas em no primeiro dia do Fórum Social Mundial Temático (FSMT) em Porto Alegre, nesta terça-feira (19). Movimentos sociais, ativistas, intelectuais e políticos se reuniram no Largo Glênio Peres e seguiram até o Largo Zumbi dos Palmares com cartazes, faixas e bandeiras que indicavam a diversidade de pautas que serão abordadas nas mais de 400 atividades do fórum, desde a luta anti-manicomial até a causa indígena, passando por grupos sindicais e do movimento negro.</p>
<p><a href="http://flacso.org.br/?p=14201">Flacso Brasil</a><br />
Por Marina Baldoni Amaral<br />
20 Jan 2016</p>
<div id="attachment_5118" class="wp-caption aligncenter" style="width: 763px"><a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2016/01/fst2016_01.jpg"><img src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2016/01/fst2016_01.jpg" alt="" title="fst2016_01" width="763" height="499" class="size-full wp-image-5118" /></a>
<p class="wp-caption-text">Marcha de abertura do FST2016 (Foto: Marina Baldoni)</p>
</div>
<p>“Estamos aqui, 15 anos depois do primeiro Fórum Social Mundial, numa marcha que congrega com o mesmo espírito de luta e com o mesmo desejo de mudar esse planeta”, avalia Salete Valesan Camba, diretora da Flacso Brasil. “Fazemos, em especial, um contraponto ao sistema do capital, à Davos. Nossa luta é por um mundo mais justo, mais fraterno, mais humano, com menos guerra e com menos diferença entre as pessoas – sejam elas políticas, sociais ou econômicas”, completou.</p>
<p>A estudante secundarista Amanda Rostand, foi à marcha com “Fora Cunha escrito no ventre. “Preciso mostrar que eu não concordo com o controle do nosso corpo”, disse ela, em referencia ao projeto de lei 5069, de autoria do presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha, que dificulta o acesso legal ao aborto em caso de estupro. A estudante disse que participa do FSMT para “conhecer novos pontos de vista e melhorar, a mim mesma, como pessoa”. Para Pâmela Muniz, da Cáritas, a marcha é um momento de “exercitar a militância e viver um ato político de afirmação”.</p>
<p>Fernanda Kaingang levou uma faixa lembrando o assassinato de Vitor, criança indígena de dois anos que foi degolada em dezembro, em Santa Catarina . No braço ela carregava seu filho, Tenh, um bebê da mesma etnia que Vitor. “Um bebê indígena foi degolado em praça pública e ninguém fala nada. Que Brasil é esse que estamos construindo?”, questionou.</p>
<p>A marcha terminou com um ato político que reuniu representantes da organização do Fórum, políticos e movimentos sociais. O ministro do Trabalho e da Previdência Social, Miguel Rossetto, representando a presidenta Dilma Rousseff, afirmou que em 15 anos de FSM o Brasil mostrou que “é possível construir espaços democráticos”.</p>
<p><strong>Fórum Social da Educação Popular<br />
</strong></p>
<div id="attachment_5119" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2016/01/fsepop_5.jpg"><img src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2016/01/fsepop_5.jpg" alt="" title="fsepop_5" width="600" height="342" class="size-full wp-image-5119" /></a>
<p class="wp-caption-text">Roda de conversa na tenda Paulo Freire (Foto: Marina Baldoni)</p>
</div>
<p>O <a href="http://www.forumeducacaopopular.org">Fórum Social da Educação Popular (FSEPop)</a> realizou, em seu terceiro dia, uma roda de conversa sobre O saber popular na produção do conhecimento, com Oscar Jara, do Conselho de Educação de Adultos da América Latina (Ceaal), Gislei Siqueira Knierim, do Coletivo Nacional de Saúde do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), José Ivo dos Santos Pedrosa, da Associação Brasileira da Saúde Coletiva (Abrasco), Boaventura de Sousa Santos, sociólogo da Universidade de Coimbra e da Universidade Popular dos Movimentos Sociais (CES/UPMS), Gilberto Carvalho, ex-ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República e membro Conselho Nacional de Saúde (CNS) e Wilson Conciani, reitor do Instituto Federal de Brasília (IFB).</p>
<p>Oscar Jara falou sobre o conceito de “sistematização de experiências”, que entende a prática social como fonte de produção de teoria. Ele avalia que a prática tem uma “riqueza muito grande”, e que o conhecimento social pode ser produzido a partir dela, mas precisa ser sistematizado. “Não é automaticamente que aprendemos as lições. Temos que mergulhar na prática, fonte do conhecimento, e desenvolver um processo de construção de conhecimento transformador”, disse.</p>
<p>Para Jara, sistematizar não é só documentar e fazer registros e narrativas. O ponto de partida é a experiência, que deve ser problematizada para permitir um distanciamento e produzir conhecimento crítico, identificando tensões entre o projeto e o processo. Ele defende que a sistematização valoriza as pessoas que são os sujeitos da experiência e tem como objetivo melhorar a experiência, compartilhar aprendizagens, contribuir para a reflexão teórica, incidir em políticas a partir do aprendizado e fortalecer a identidade coletiva</p>
<p>Gilberto Carvalho falou sobre o processo de síntese na luta pela democratização, na década de 1970: “Foi nossa capacidade de refletir a partir da luta que tínhamos naquele momento e de sua síntese progressiva e histórias de outros povos e outras lutas que conseguimos elaborar um projeto que conseguiu ir ao encontro das massas”, falou.</p>
<p>O sociólogo Boaventura de Sousa Santos questionou a necessidade da sistematização, argumentando que “as tecnologias daquilo que fizemos podem nos distrair do que temos que fazer”. “A sistematização é importante exatamente pelo que disseram aqui, temos que saber o que fizemos”, falou. “Mas, terminada a sistematização, temos que ‘dessistematizar’, para não esquecer o que falta”, continuou. Boaventura defendeu que as lutas “são por aquilo que não existe”, e que não se pode sistematizar o que não existe. “A luta é a surpresa daquilo que está por fazer, precisa de muita imaginação política, e isso não se sistematiza”, concluiu.</p>
<p><strong>FSEPop<br />
</strong>O Fórum Social da Educação Popular acontece até o dia 23 de janeiro, em Porto Alegre, no contexto do Fórum Social Mundial Temático 2016. O evento reúne intelectuais da América Latina, África e Europa, organizações e lideranças sociais, movimentos, universidades e governos em um grande debate a educação popular no mundo atual.</p>
<p>A ideia do FSEPop surgiu de um diálogo entre a Flacso Brasil, o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, o <a href="http://alice.ces.uc.pt">projeto Alice</a>, a Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS), o Conselho de Educação de Adultos da América Latina (Ceaal), o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso) e o Conselho para o Desenvolvimento da Pesquisa em Ciências Sociais na África (Codesria).</p>
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		<title>Porto Alegre celebra 15 anos de Fórum Social Mundial</title>
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		<pubDate>Tue, 19 Jan 2016 11:24:04 +0000</pubDate>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Foi num janeiro quente na capital gaúcha que o Fórum Social Mundial armou tenda para enfrentar a reunião do Fórum Econômico de Davos pela primeira vez. Era o ano de 2001, o Brasil estava no segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, a seleção brasileira ainda era tetra e o 11 de setembro não estava riscado do calendário. O mundo era outro.</p></blockquote>
<p><a href="http://forumsocialportoalegre.org.br/2016/01/19/porto-alegre-celebra-15-anos-de-forum-social-mundial/">Assessoria de Imprensa FSMTemático 2016</a><br />
Fernanda Canofre<br />
19 Jan 2016</p>
<p>Quinze anos depois, outra vez em um janeiro quente de Porto Alegre, a partir desta terça-feira (19), uma edição especial do Fórum Social Temático (FST) se prepara para discutir se outro mundo ainda é possível.</p>
<p>Oded Grajew hoje tem alguns fios brancos a mais na barba e no cabelo. Quando <a href="http://www.sul21.com.br/jornal/especial-fsm-2001-o-ano-em-que-o-sul-descobriu-que-um-mundo-novo-era-possivel/">teve a ideia de criar o Fórum Social Mundial</a>, em 2000, o empresário com atuação no Terceiro Setor olhava intrigado para um mundo onde “o neoliberalismo era o caminho definitivo para o bem estar da humanidade”. As sucessivas crises financeiras mundiais mostraram que não era bem assim. “Hoje olho os 15 anos do FSM e sinto a gratificação de estar participando de um processo que contribuiu para promover articulações, formar redes e empoderar a sociedade civil a nível local e regional. Me dá a esperança que Um Outro Mundo é Possível”, conta ele.</p>
<p>Com o evento que começa nesta terça-feira, 19, Oded estará reunido com nomes que fizeram a história do Fórum. Desde os petistas Tarso Genro e Olívio Dutra – respectivamente prefeito de Porto Alegre e governador do Rio Grande do Sul na época – a pensadores como Boaventura de Sousa Santos. Além deles, somam-se ainda sete ministros do governo federal, ativistas e representantes de movimentos sociais de diversos países.</p>
<p>Mais uma vez o debate do Fórum se centra em buscar alternativas ao sistema econômico vigente, mas dando destaque a outra pautas como democracia, economia solidária, mídia livre, educação, direitos e empoderamento das mulheres. </p>
<p>Para Mauri Cruz, um dos organizadores do evento e membro do CAMP (Centro de Assessoria Multiprofissional), o Fórum já não é o mesmo. As transformações especialmente da América Latina ajudaram a mostrar isso.  “O que mudou de lá para cá? Antes tinham ideias, agora tem experiências concretas. Nossos sonhos não são só sonhos mais, são experiências”, explica ele.</p>
<p>Se nas primeiras edições, a programação trazia maioria de homens, brancos, europeus, agora as mesas têm diversidade abrindo espaço para mulheres, representantes LGBT, integrantes do movimento negro e indígenas. ”Agora não é mais só para ‘iluminados’, o Fórum é o espaço dos protagonistas das causas”, analisa Mauri.</p>
<p><strong>Mais de 470 atividades previstas<br />
</strong>O Fórum Social Temático começa  com sua tradicional Marcha de Abertura. Este ano, o evento carrega o lema: “Paz, Democracia, Direitos dos Povos e do Planeta”. A caminhada terá sua concentração no Largo Glênio Peres a partir das 15h, seguindo pela Avenida Borges de Medeiros, e terminando no Largo Zumbi dos Palmares, Cidade Baixa, onde acontecem os shows culturais de abertura. A organização espera 20 mil pessoas participando na Marcha.</p>
<p>As demais atividades do fórum serão realizadas na Redenção (Parque Farroupilha) e no Auditório Araújo Viana, na Assembleia Legislativa e na Casa de Cultura Mário Quintana. Só o Parque da Redenção terá 20 tendas para abrigar atividades. As estruturas começaram a ser montadas na sexta-feira (15). Mesmo dia em que os primeiros participantes do Acampamento da Juventude, também ponto já tradicional dos fóruns, começaram a chegar ao Parque Harmonia.</p>
<p><strong>Transporte em linha circular para participantes<br />
</strong>Para auxiliar no deslocamento dos participantes entre os pontos do FST, a <a href="http://forumsocialportoalegre.org.br/2016/01/16/linha-circular-carris-forum-social-atendera-participantes-com-passe-livre/">Carris irá disponibilizar uma linha circular, com passe livre</a>, durante os cinco dias do evento. A linha começará a funcionar às 8h30, na parada ao lado da Câmara de Vereadores, e seguirá até às 19h, passando pelo Acampamento da Juventude, Largo Zumbi dos Palmares (Primeira Perimetral, dentre mais quatro pontos de embarque e desembarque no denominado Território do Fórum .</p>
<p>Este ano, as atividades autogestionadas estarão espalhadas em 470 atividades, segundo a <a href="http://forumsocialportoalegre.org.br/files/2016/01/PROGRAMACAO-VERSAO-DIA-16-JAN-2016-21-H-1.pdf">última programação divulgada</a>. Alguns convidados esperados para o evento tiveram de suspender agenda de última hora, como é o caso do senador e ex-presidente uruguaio José “Pepe” Mujica e do sociólogo espanhol Manuel Castells. Ainda assim, a organização está trabalhando com média de público entre 8 e 10 mil pessoas por dia, circulando nos diversos pontos do evento. </p>
<p>Para o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos – que diz ter Porto Alegre como sua segunda casa – a conjuntura do momento atual deve marcar o debate. “Há quinze anos estávamos mais otimistas e mais ofensivos nas conquistas que queríamos obter. Hoje  estamos mais na defensiva devido aos ataques cada vez mais agressivos  do neoliberalismo e da direita reacionária um pouco em todo o mundo. Temos de nos juntar para avaliarmos as nossas forças e para aprofundarmos a convicção que nem as vitórias nem as derrotas são irreversíveis”, declara ele. </p>
<p>Boaventura é também um dos organizadores do <a href="http://www.sul21.com.br/jornal/forum-social-de-educacao-popular-debate-educacao-emancipadora-em-porto-alegre/">Fórum Social da Educação Popular</a>, que começou neste domingo (17), como  uma das atividades preparatórias do FSMT 15 anos. Esta será a primeira edição do encontro, que surgiu a partir do seu projeto da <a href="http://www.universidadepopular.org">Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS)</a>. </p>
<p><strong>Temas de ontem são fatos de hoje</strong><br />
Uma das 20 tendas montadas na Redenção servirá como espaço de memória para recordar a história de dez edições do Fórum Social Mundial. Mais do que isso, recordar o passado do FSM serve também para recordar que temas do passado, se tornaram fatos de relevância do presente.</p>
<p>Os temas pautados em 2001, na época do primeiro FSM – questões como meio ambiente, gastos com guerras, a insustentabilidade do capitalismo também para o 1º mundo – agora estão ainda mais em evidência. </p>
<p>“[Naquela época], não era claro as causas e consequências das mudanças climáticas. Hoje sabemos que são produto de ações humanas e sabemos dos enormes riscos que representam para a espécie humana”, recorda Oded Grajew. “O tema ambiental ganhou enorme relevância assumindo com muita força a agenda socioambiental. A lado das tradicionais organizações sociais e sindicais surgiram inúmeras pequenas organizações e redes”. </p>
<p>Na atual conjuntura da América Latina, onde o neoliberalismo volta a apontar, a volta do Fórum a Porto Alegre depois de 15 anos – ainda que em uma edição temática e local – parece ser em boa hora. Como diz Boaventura de Sousa Santos: “O papel do Fórum é defender a democracia nas instituições e nas ruas contra o golpismo da direita reacionária que sempre se habituou a ser democrática só e apenas quando a democracia serve aos seus interesses”.  </p>
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		<title>FSEPop: “É preciso descolonizar, democratizar e despatriarcalizar”</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2016 23:11:53 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Desde a tarde de domingo (17), participantes do <a href="http://www.forumeducacaopopular.org/">Fórum Social da Educação Popular (FSEPop)</a> trabalham em grupos temáticos (veja <a href="https://www.ciranda.net/Grupos-de-Trabalho-no-Forum-da?lang=pt_br">galeria de fotos</a>) para discutir a relação entre Universidade e Educação Popular em quatro eixos: Direitos Humanos; Cultura; Extensão e Saberes populares, saberes acadêmicos e investigação. O trabalho é parte da atividade “Viajando na relação entre Universidade e Educação Popular”.</p></blockquote>
<p><a href="http://flacso.org.br/?p=14170">Flacso Brasil</a><br />
Marina Baldoni Amaral<br />
18 Jan 2016	</p>
<p>Os grupos foram convidados a apresentar os resultados das discussões de forma criativa, e trouxeram para o fórum jograis, cartazes, dinâmicas e um cordel (que pode ser acessado <a href="http://flacso.org.br/files/2016/01/CORDEL.pdf">aqui</a>).</p>
<p>“Não faz mais sentido que Educação Popular e Universidade estejam separados”, disse Salete Valesan Camba, diretora da Flacso Brasil, durante o “Papo Final”, encerrando o segundo dia do FSEPop. Ela usou a metáfora da “educação de corpo inteiro” para defender que, assim como o ser humano não deve ser subdivido em partes, “não faz mais sentido que as escolas continuem dividindo as pessoas, os sujeitos, as mentes e o conhecimento em partes”. “Isolados e fragmentados não somos nada”, concluiu.</p>
<p>Oscar Jara, do Conselho de Educação de Adultos da América Latina (Ceaal), destacou que a educação popular é um fenômeno sócio-político e cultural latino-americano, mas é também uma concepção de educação e deve permear todas as atividades educativas, inclusive as universidades.</p>
<p>Jara defende que a história é uma “construção” e devemos “fazer a história que a gente quer ter”. Ele avalia que os grupos de trabalho do fórum têm identificado os eixos problemáticos da educação e “colocaram uma agenda de trabalho que surge de nossas práticas”.</p>
<p>Em sua fala, Pablo Gentili, secretario-executivo do Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso) discutiu como incorporar novos saberes e transformar, a parti de dentro, as universidades para torna-las críticas e transformadoras. Ele defendeu que, para isso, a universidade precisa incorporar metodologias e práticas de educação popular. “A distinção entre educação pública e educação popular é uma falsa dicotomia”, argumentou. Para ele, “não existe público que não tenha a ver com o comum”. Ele defendeu que as universidade precisam “fortalecer e gerar práticas desinstitucionalizantes para poder questionar uma ordem que parece permanente”.</p>
<p>“Só há educação popular porque a educação formal é anti-popular”, disse o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos (CES/UPMS). “A mais anti-popular é a universidade”, complementou. “Estamos aqui para juntar o que foi separado porque foi separado exatamente para dividir e descaracterizar”, defendeu. O sociólogo argumentou que é necessário trabalhar para superar essa distinção: “Se praticarmos três verbos, democratizar, descolonizar e despatriarcalizar, estaremos superando essa distinção, que será cada vez mais do passado do que do futuro”, concluiu.</p>
<p><strong>FSEPop</strong><br />
O <a href="http://www.forumeducacaopopular.org/">Fórum Social da Educação Popular</a> acontece até o dia 23 de janeiro, em Porto Alegre, no contexto do Fórum Social Mundial Temático 2016. O evento reúne intelectuais da América Latina, África e Europa, organizações e lideranças sociais, movimentos, universidades e governos em um grande debate a educação popular no mundo atual.</p>
<p>A ideia do FSEPop surgiu de um diálogo entre a Flacso Brasil, o <a href="http://www.ces.uc.pt">Centro de Estudos Sociais</a> da Universidade de Coimbra, o <a href="http://alice.ces.uc.pt">projeto Alice</a>, a Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS), o Conselho de Educação de Adultos da América Latina (Ceaal), o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso) e o Conselho para o Desenvolvimento da Pesquisa em Ciências Sociais na África (Codesria).</p>
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		<title>FSEPop: Educação Popular e Universidade estão em uma encruzilhada</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2016 17:19:14 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O <a href="http://www.forumeducacaopopular.org/">Fórum Social da Educação Popular (FSEPop)</a> começou neste domingo levantando o debate sobre a relação entre Educação Popular e Universidade. Na Roda de Conversa que marcou a abertura do evento, o sociólogo português Boaventura de Sousa Santos avaliou o atual momento dessa relação. Ele aponta que ambas, universidade e educação popular, se tronaram mais complexas e se encontram em uma “encruzilhada”.</p></blockquote>
<p><a href="http://flacso.org.br/?p=14159"><br />
Flacso Brasil</a><br />
Marina Baldoni Amaral<br />
17 Jan 2016</p>
<p>Segundo o sociólogo, a Educação Popular surge de uma dupla exclusão das classes populares: a falta de acesso à universidade e o conteúdo de aprendizagem nas universidade, hostis aos interesses desses grupos. Ele avalia que os dois campos estão muito distantes um do outro: “Temos que nos deseducar de muita coisa que aprendemos para nos educar de outra forma. Abrir para outras formas de educação, porque é ai que está o futuro”, defende.</p>
<div id="attachment_5093" class="wp-caption aligncenter" style="width: 470px"><a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2016/01/bss_fsepop_3.jpg"><img src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2016/01/bss_fsepop_3.jpg" alt="" title="bss_fsepop_3" width="470" height="312" class="size-full wp-image-5093" /></a>
<p class="wp-caption-text">(Foto: Ederson Nunes/Câmara Municipal de Porto Alegre)</p>
</div>
<p>Para Boaventura, o conhecimento popular “tomou mais consciência de si” e os movimentos sociais têm assumido uma posição de protagonismo, utilizando conhecimentos e formas de organização interna próprios, tornando mais complexa a ideia de “classes populares”.</p>
<p>Neste mesmo processo, ele aponta também o surgimento das novas classes médias, nos últimos 15 anos, que passaram por um processo de “inclusão dependente”, através do acesso ao consumo mais do que à cidadania. Boaventura também destaca o que chama de “sociologia das ausências”, indicando uma exclusão ainda mais dura dos que não participaram desse processo de inclusão.</p>
<p>O sociólogo apontou ainda grandes transformações na Universidade, principalmente nas instituições públicas, que passam por um processo de democratização e aumento do acesso graças às políticas de ações afirmativas, “permitindo uma aproximação das classes”. Mas ele destaca que este movimento é “relutante”, “inclui gente diferente mas não inclui cosmovisões diferentes”</p>
<p>Ele avalia que é cada vez mais difícil identificar o opressor e o oprimido, mas essa distinção nunca foi tão importante”. Para Boaventura, Universidade e Educação popular estão “em uma encruzilhada”. “Ela pode ser superada de forma progressista e emancipadora”, ele defende que para isso, a “educação popular precisa de uma universidade progressista e a universidade progressista precisa da educação popular”.</p>
<p>Para Boaventura, “educar é construir experiências que representem o mundo como seu”, e ressalta que, para a grande maioria da população mundial “o mundo lhes acontece, eles não fazem acontecer o mundo. E se não fazem acontecer, não podem o transformar”. O sociólogo defende uma inversão no pacto educativo, propondo uma pedagogia de “retaguarda” que “entra nas classes populares a partir de baixo, caminha com os que vão mais devagar”. “Asas com raízes é a metáfora da utopia educativa do nosso tempo”, concluiu.</p>
<p>Compuseram a roda de diálogo Naomar Almeida Filho, reitor da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), Lia del Carmen Córdoba Garrido, da Universidad de los Pueblos (Colômbia), Cláudia Rose, do Museu da Maré (RJ), e Jesus Alejandro Vera Jimenez, reitor da Universidad Autónoma del Estado de Morelos (México), comentaram a apresentação de Boaventura e falaram sobre suas experiências, como a UFSB. A universidade tem compromisso com a “ecologia de saberes”, conceito trabalhado por Boaventura para a relação entre os conhecimentos, e que é eixo estrutural da relação dos estudantes com a instituição. “Estamos buscando construir na prática este enorme complexo de ideias, princípios e conceitos, que são um projeto de universidade”, disse Naomar Filho.</p>
<p>Participaram da mesa de abertura do FSEPop Salete Valesan Camba, diretora da Flacso Brasil, Mauri Cruz, presidente da Abong, Albet Sansano (STEs), Oscar Jara, do Conselho de Educação de Adultos da América Latina (Ceaal), presidente da Câmara Municipal de Vereadores de Porto Alegre, o vereador Cassio Trogildo.</p>
<p><strong>FSEPop</strong><br />
O <a href="http://forumeducacaopopular.org/">Fórum Social da Educação Popular</a> acontece até o dia 23 de janeiro, em Porto Alegre, no contexto do Fórum Social Mundial Temático 2016. O evento reúne intelectuais da América Latina, África e Europa, organizações e lideranças sociais, movimentos, universidades e governos em um grande debate a educação popular no mundo atual.</p>
<p>A ideia do FSEPop surgiu de um diálogo entre a Flacso Brasil, o Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, o projeto Alice, a Universidade Popular dos Movimentos Sociais (UPMS), o Conselho de Educação de Adultos da América Latina (Ceaal), o Conselho Latino-Americano de Ciências Sociais (Clacso) e o Conselho para o Desenvolvimento da Pesquisa em Ciências Sociais na África (Codesria).</p>
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		<title>Boaventura Santos abre debates do Fórum Social de Educação Popular</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2016 17:09:05 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O <a href="http://www.forumeducacaopopular.org/">Fórum Social da Educação Popular</a>, programação preparatória ao Fórum Social Temático, que acontece em Porto Alegre de 19 a 23 de janeiro, foi aberto na manhã deste domingo (17) na Câmara Municipal de Porto Alegre. No Plenário Otávio Rocha, representantes de entidades que trabalham com a educação popular em vários países acompanharam a palestra do professor Boaventura de Sousa Santos, do Centro de Estudos Sociais da Universidade de Coimbra, Portugal, falando sobre a relação entre a universidade e a educação popular</p></blockquote>
<p><a href="http://www2.camarapoa.rs.gov.br/default.php?reg=26031&#038;p_secao=56&#038;di=2016-01-17"><br />
CMPA</a><br />
17 Jan 2016</p>
<div id="attachment_5089" class="wp-caption aligncenter" style="width: 600px"><a href="http://www2.camarapoa.rs.gov.br/default.php?reg=26031&amp;p_secao=56&amp;di=2016-01-17"><img src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2016/01/fseducpop.jpg" alt="" title="fseducpop" width="600" height="399" class="size-full wp-image-5089" /></a>
<p class="wp-caption-text">Abertura do Fórum de Educação aconteceu na Câmara de Porto Alegre | Foto: Ederson Nunes/CMPA</p>
</div>
<p>Na abertura, o presidente da Câmara Municipal, vereador Cassio Trogildo (PTB), saudou a presença de todos os participantes, afirmando que todos os vereadores estarão empenhados em participar e colaborar com o Fórum. Fez referência à vereadora Jussara Cony (PCdoB) e ao vereador Cláudio Janta (SDD) pelo empenho na realização dos encontros na Câmara. Lembrou que, na próxima quarta-feira (20/1), o professor Boaventura Souza Santos “será homenageado aqui, neste Plenário, com o titulo de Cidadão de Porto Alegre”, por sugestão do vereador Engenheiro Comassetto (PT).</p>
<p><strong>Universidade Popular</strong><br />
Boaventura de Sousa Santos abordou vários aspectos sobre o atual momento histórico que envolve o a educação no mundo. Destacou o papel da <a href="http://www.universidadepopular.org">Universidade Popular de Movimentos Sociais (UPMS)</a> e a sua contribuição na universalização da educação. Entende que é preciso deseducar muita coisa que se aprende e iniciar de outra maneira. “É preciso se abrir para outra realidade e outras formas de universidade”, diz ele. Para o sociólogo português, as universidades continuam distantes e inacessíveis às classes populares. “As universidades ainda são redutos das elites que se opõem aos governos populares”, salientou Boaventura.</p>
<p>Ele revela, no entanto, que, nos últimos 30 anos, os movimentos sociais adquiriram um papel importante na mobilização das classes, o que alterou o comportamento em boa parte do planeta. Disse ainda que vivemos num mundo de consumo e não de cidadania, em busca de configuração de novas tecnologias. “Hoje vivemos um movimento complexo da universidade pública, que precisa enfrentar culturas como o capitalismo e o colonialismo”, que, segundo ele, “sufocam mudanças e a emancipação como sempre defendeu Paulo Freire”.</p>
<p>Boaventura acentua que é preciso lutar por alternativas e pensar no que está por vir, não ficando restrito ao que acontece hoje. Ele argumenta que deve haver um processo de “extrativismo” na comunicação popular, como forma de processar a informação em benefício das classes sociais.</p>
<p>O <a href="http://www.forumeducacaopopular.org/">Fórum Social da Educação Popular</a> continua durante a tarde deste domingo com a realização de debates em grupos nas salas 301, 302 e 303 da Câmara, localizadas no 3º andar da Avenida Loureiro da Silva, 255, Centro Histórico.</p>
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		<title>&#8220;Começa um fórum para desaprender&#8221;, diz Boaventura</title>
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		<pubDate>Mon, 18 Jan 2016 16:56:07 +0000</pubDate>
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<p><a href="https://www.ciranda.net/Comeca-um-forum-para-desaprender?lang=pt_br">Ciranda</a><br />
17 Jan 2015</p>
<p>Apontando para a crônica separação entre universidades e o conhecimento produzido pelas classes populares, o sociólogo português Boaventura Souza Santos, da Universidade de Coimbra, abriu o Fórum Mundial de Educação Popular neste domingo, em Porto Alegre, alertando que tudo precisará ser refeito nessa área. Precisamos desaprender as formas de educação empregadas hoje &#8211; afirmou.</p>
<p>Historicamente, como ele mostrou, tem havido uma dupla exclusão das classes populares: por não terem acesso às universidades e por encontrarem, quando conseguem acessar, conteúdos hostis aos seus interesses e aspirações. &#8220;A universidade transmite conhecimentos das elites para reproduzir as elites&#8221;, disse.</p>
<p>Contra esse papel da educação hoje existem algumas experiências que podem indicar caminhos, desde a insurgência da educação emancipadora de Paulo Freire, e atualmente dentro de um contexto em que o conhecimento popular tomou mais consciência de si mesmo &#8211; nas manifestações de rua, na política, no uso das novas tecnologias, nas mídias alternativas. O FMEPop tentou reunir algumas das experiências de transformação pedagógica em universidades tradicionais, de universidades alternativas, e propostas populares de produção do conhecimento, que estarão em discussão nos três dias do FMEPop.</p>
<p>Participaram da primeira mesa aberta por Oscar Jara (CEAAL) e Mauri Cruz (FSM) na manhã, para avaliar o momento histórico da educação, ao lado de Boaventura, ex-reitor da Naomar Almeida Filho, da Universidade Federal da Bahia (UFBA), Lia del Carmen Códoba Garrido (Universidad de los Pueblos), Jesus Alejandro Vera JImenez (México), Claudia Rose (Museu da Maré),</p>
<p>Durante a tarde, participantes se dividem em grupos para aportar suas experiências, questionamentos e expectativas na relação entre educação popular e universidade nos temas de 1) direitos humanos; 2)cultura; 3) saberes populares, acadêmicos e de pesquisa e 4) extensão.</p>
<p><a href="https://www.ciranda.net/Abertura-do-Forum-Social-da">Ver imagens da abertura do FMEPop</a></p>
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