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	<title>Alice News &#187; Poetry</title>
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		<title>Banda lança clipe sobre tragédia no Rio Doce causada pelo rompimento de barragens</title>
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		<pubDate>Thu, 10 Mar 2016 11:39:31 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[“Quanto Vale?” composta pelo Djambê, de Belo Horizonte, aborda a responsabilização das empresas mineradoras. Brasil de Fato Rafael Tatemoto 02 Mar 2016 Após quatro meses do rompimento das barragens da Samarco, que devastou...
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>“Quanto Vale?” composta pelo <a href="http://djambe.tnb.art.br/">Djambê</a>, de Belo Horizonte, aborda a responsabilização das empresas mineradoras.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.brasildefato.com.br/node/34289">Brasil de Fato</a><br />
Rafael Tatemoto<br />
02 Mar 2016</p>
<p>Após quatro meses do rompimento das barragens da Samarco, que devastou diversas cidades ao longo do Rio Doce, a banda mineira Djambê lançou nesta quarta-feira (2) o clipe da música “Quanto Vale?”.</p>
<p><iframe width="460" height="260" src="https://www.youtube.com/embed/U2kwUnA7tpY" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>De acordo com o grupo de Belo Horizonte, o vídeo foi construído de forma coletiva. Amigos foram convidados a participar e, no dia da gravação, cerca de 50 pessoas apareceram para colaborar, ajudando com encenação, preparação de cenário e figurino. “A ideia básica do clipe já havia sido explicada, mas todos ficaram livres para sugerir cenas e trazer outros pontos de vista”, conta Priscilla Glenda, uma das vocalistas do grupo.</p>
<p>Participaram integrantes do Grupo dos Dez de Teatro, do Ballet Jovem, do Teatro do Palácio das Artes, militantes do Levante Popular da Juventude, residentes da Casa Fora do Eixo Minas, fotógrafos, além de pais, mães e irmãos de integrantes da banda.</p>
<p>A produção aborda a relação entre as mineradoras e o mundo da política, por meio do financiamento empresarial de campanha. “O clipe traz a nossa visão diante do ocorrido, com alguns personagens principais como o fio condutor da história: o empresário, o político, a imprensa e as vítimas. A ênfase das imagens está nas pessoas, por isso utilizamos um fundo preto e o plano americano”, explica Priscilla.</p>
<p><strong>Composição</strong><br />
A primeira versão de “Quanto Vale?” foi divulgada dias após a ruptura da barragem da Samarco. O vídeo ganhou grande repercussão nas redes. Com a divulgação da música, a banda foi convidada a tocá-la ao vivo.</p>
<p>“Depois que a gente lançou aquela música, na versão voz e violão, a gente não esperava o alcance que ela ia ter. A gente lançou para ser um grito de denúncias mesmo”, afirma Emílio Dragão, outro vocalista da banda e compositor da canção. Além de contar com outro arranjo, a letra de “Quanto Vale?” também foi complementada.</p>
<p>A primeira apresentação ocorreu na abertura do Festival de Arte Negra, em novembro do ano passado, quando o Grupo dos Dez de Teatro convidou o Djambê para uma apresentação com lama no Memorial Minas Vale, centro cultural mantido pela Vale.</p>
<p>Dias depois, a banda recebeu o convite para tocar em Regência (ES),vila no município de Linhares localizada a 120 km de Vitória, onde se localiza a foz do Rio Doce. O lugar tinha a economia atrelada fortemente à pesca e ao turismo.</p>
<p>“No caminho para lá fomos margeando o rio e presenciamos a destruição e o desespero de algumas famílias ribeirinhas. Além de não ver nenhum vestígio de vida nas proximidades do rio, ficamos devastados com o cenário, que parecia de guerra, com comboios de caminhões de água mineral escoltados pela polícia e filas de moradores esperando para receber doações. E quando, finalmente, chegamos, não acreditamos no que estávamos vendo. A praia estava irreconhecível, mar de lama e areia suja”, lembra Priscilla.</p>
<p>“A motivação do clipe veio dessa viagem, desse impacto que a gente sofreu vendo tudo isso de perto, a gente pensou que a gente tinha que fazer alguma coisa, dar um grito maior ainda. E como a gente faz arte, o jeito de contribuir com isso é fazendo arte”, completa Emílio.</p>
<p>A banda Djambê é composta por Emílio Dragão, voz; Priscilla Glenda, voz e samplers; Júnior Caban, baixo; Mayra Motta, percussão e Letícia Damares, guitarra.</p>
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		<title>Boaventura de Sousa Santos &#8211; Ato Criador, Poema para Rap</title>
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		<pubDate>Tue, 01 Mar 2016 15:30:39 +0000</pubDate>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>No âmbito do encontro “Território sem fronteiras”, promovido pelo Instituto Trocando Ideia e pela UPMS Cultura, e que teve lugar na Casa da Cultura Mario Quintana, Porto Alegre, a 22 de janeiro de 2016, Boaventura de Sousa Santos lê o poema de sua autoria com que encerrou Ciclo Ato Criador, no Rio de Janeiro, a 3 de novembro de 2015. O poema é a segunda parte de uma intervenção em dois tempos. Na primeira parte, é feita uma análise ensaística das diferenças da criação na ciência, na arte e na política. Na segunda parte, o poema desconstrói a argumentação apresentada na primeira parte.</p>
<p>Para visualizar a primeira parte, seguir o link: <a href="https://www.youtube.com/watch?v=ZyzC407YYZM">https://www.youtube.com/watch?v=ZyzC407YYZM</a></p>
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		<title>É proibido falar em Angola</title>
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		<pubDate>Wed, 14 Oct 2015 19:26:40 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[A incrível história dos rappers acusados de tramar um golpe de Estado pelo governo de José Eduardo dos Santos. Um deles corre risco de vida após passar 85 dias na solitária Agência Pública...
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>A incrível história dos rappers acusados de tramar um golpe de Estado pelo governo de José Eduardo dos Santos. Um deles corre risco de vida após passar 85 dias na solitária</p></blockquote>
<p><a href="http://apublica.org/2015/10/proibido-falar-em-angola/">Agência Pública</a><br />
Eliza Capai, Natalia Viana<br />
13 Oct 2015</p>
<p>“Junto com o Luaty, eu estava escrevendo as últimas músicas do meu álbum”, conta o rapper Leonardo Kossengue numa tarde quente e empoeirada de agosto em Luanda, capital de Angola. “Preciso esperar ele sair da cadeia. Não quero terminar sem ele.” Ele falava às repórteres durante um encontro em um local cuidadosamente escolhido para garantir que não seríamos espionados.</p>
<p>Estávamos em Angola fazendo uma investigação sobre a presença brasileira no país, um dos principais parceiros comerciais do Brasil no continente. Em meio à busca de dados e documentos sobre as empresas brasileiras, fomos conversar com jovens locais para entender o contexto mais amplo do sistema político que já foi uma ditadura socialista e agora almeja ser reconhecido como uma democracia plena.</p>
<p>Naquela tarde, muitos rappers falaram com admiração sobre Luaty. “Foi o Luaty que me mostrou o rap”, diz um dos jovens, que pediu que não fosse identificado.</p>
<p><iframe src="https://player.vimeo.com/video/142291530" width="460" height="260" frameborder="0" webkitallowfullscreen mozallowfullscreen allowfullscreen></iframe></p>
<p>Hoje Henrique Luaty da Silva Beirão, de 33 anos, corre risco de vida após completar 23 dias de greve de fome em protesto pela extensiva detenção preventiva sem julgamento. Ele já está preso há 115 dias, o que é ilegal em Angola. Antes disso, passou 85 dias numa cela solitária, com direito a apenas uma hora de sol por dia. “Psicologicamente ele está bem, ainda é a mesma pessoa. Mas fisicamente o corpo está muito cansado”, diz o irmão Pedro Beirão. “Está tomando soro, ou ele não aguentaria mais essa semana.”</p>
<p>Luaty e um grupo de outros 16 jovens, muitos deles rappers, são acusados de um crime inacreditável: conspirar para derrubar o presidente angolano José Eduardo dos Santos, que está no poder há 36 anos.</p>
<p>Catorze deles foram presos em junho, em “flagrante delito”, ao participar de um grupo de estudos aberto numa livraria, onde discutiam o livro <em>Da ditadura à democracia</em>, do pacifista americano Gene Sharp. Um deles foi preso do dia seguinte, e duas jovens foram adicionadas como rés e respondem ao processo em liberdade.</p>
<p><strong>Fazer rap é perigoso em Angola </strong><br />
Filho de um importante aliado do presidente e alto membro do partido governista, o MPLA, Luaty ficou famoso pelo programa de rap que comandava na <em>Rádio LAC</em>. Conhecido como Ikonoclasta, o músico é uma inspiração para dezenas de jovens  insatisfeitos com o regime de José Eduardo dos Santos – ou “Kota Zedu” como dizem, uma deferência de respeito pela idade do presidente, que completou 73 anos. Eles aderem ao rap como forma de protesto e de informação. São rapazes conhecidos por nomes como “Albano Liberdade”, “Mbanza Hanza”, “Cheik Hata” ou “Nicola Radical” e que têm entre seus ídolos os Racionais MCs. Através do rap, tentam chamar atenção para os incomensuráveis problemas de Angola; em shows realizados nos musseques – a versão angolana das favelas – e nas frequências de rádio. Segundo maior exportador de petróleo da África, Angola <a href="http://www.africaneconomicoutlook.org/en/">tem cerca de 36% da população</a> vivendo abaixo da linha da pobreza, e possui a <a href="http://noticias.uol.com.br/saude/ultimas-noticias/redacao/2015/05/06/rica-em-petroleo-angola-tem-a-pior-taxa-de-mortalidade-infantil-do-mundo.htm">pior taxa de mortalidade infantil do mundo</a>.</p>
<p><iframe width="100%" height="150" scrolling="no" frameborder="no" src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/228247180&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;visual=true"></iframe></p>
<p>Um dos jovens entrevistados sugere: “O [presidente] José Eduardo tem que se aposentar. Ele poderia ter um cargo de conselheiro vitalício, ou algo assim. Ele já fez muito pelo país”. É uma postura surpreendente para jovens que se autodenominam “Revus”, diminutivo de revolucionários. Mas Angola é um país que viveu 27 anos de uma guerra civil que até o seu término, em 2002, foi entremeada de massacres que traumatizaram a população. Assim, os meninos repetiram diversas vezes, na entrevista, que não têm nenhuma intenção de pegar em armas. Kota Zedu, <em>precisamos conversar/ Amarra seus cachorros, não deixa eles avançar/ Só queremos conversar</em>, resume uma letra de rap. <a href="https://soundcloud.com/agenciapublica/tirania-em-cena-puppa-kanda">(ouça aqui)</a></p>
<p>Foi Luaty quem capitaneou as primeiras manifestações contra o governo em 2011, no auge da primavera árabe, que todos admiram.</p>
<p>A ideia dos ativistas sempre foi mobilizar a população para uma mudança de regime. Naquele ano, os protestos chegaram a arregimentar centenas de jovens em Luanda, mas foram reduzidos pela pressão e vigilância constante da polícia secreta angolana. Além de episódios de sangrenta repressão. Em março de 2012, por exemplo, quando estavam reunidos na casa do rapper Carbono Casimiro organizando uma manifestação, cerca de 40 rapazes foram atacados por defensores do regime armados de facas e pedaços de paus. Luaty sofreu ferimentos graves na cabeça (foto) e Mbanza Hamza quebrou a omoplata.</p>
<p>Três anos depois, os poucos que seguem indo às ruas para protestar conta o longuíssimo mandato do presidente convivem com repetidas detenções, espancamentos e a pressão das famílias para que parem de falar sobre Angola.</p>
<p><strong>Para as famílias, medo e vigilância </strong><br />
“Nós pedimos pra ele parar porque neste país sabemos que quem vai a favor da democracia, da luta da liberdade pela expressão é visto como uma ameaça. Prendem ele”, diz Marcelina Antônio de Brito, uma das irmãs de Inocêncio Antônio de Brito, o rapper Drux. As irmãs imploraram para o rapaz de 28 anos “parar de ser revolucionário” – o que em Angola significa organizar protestos, grupos de estudo, ou criticar o governo abertamente nas redes sociais. “Isso aperigava a vida dele”, diz Marcelina, que afirma não ter conhecimento da “prática de leitura de livros” pelo irmão. E não é que ela não concordasse com ele. “Eu gosto do rap dele. Ele denunciava que a democracia, em si, é fraca. E praticamente os ricos tornam-se cada vez mais ricos, os pobres cada vez mais pobres.”</p>
<p>Desde agosto, as irmãs, esposas e mães dos 15 ativistas encarcerados têm liderado um movimento para exigir uma definição sobre a situação dos seus familiares – que ainda não foram acusados formalmente por nenhum tribunal, superando o prazo permitido de prisão preventiva, que é de 90 dias. Logo elas se tornaram também alvo das forças de segurança angolanas. “Eu, particularmente, nunca sofri nenhuma ameaça, mas eu sei que estou a ser seguida. Tem SINCE atrás de mim, acompanhando os meus passos”, diz Gertrudes Dala, irmã de Nuno Álvares Dala, referindo-se ao Serviço de Inteligência e Segurança do Estado. “Eles ficam no bairro, em qualquer lugar que você estiver, ele tá lá despercebido como se fosse uma pessoa qualquer, seguindo o que você tá a fazer. Não sei também se eles querem nos prender… Não sei saber.” Quando a polícia chegou à sua casa para fazer uma busca, “prenderam tudo: telefone, diplomas, computador, tudo! Em casa não tem nada! Tô a viver uma situação…”, desabafa Gertrudes, que era sustentada pelo irmão preso.</p>
<p>Algumas das esposas estão em situação ainda mais precária, como Sara João Manuel, dona de casa que era sustentada pelo marido, o mecânico Fernando António Tomás, o “Nicola Radical”. Desde a sua prisão, recebe ajuda dos irmãos e doações para conseguir manter os dois filhos. Durante uma marcha realizada no início de agosto, Sara foi agredida por policiais, que soltaram os cachorros contra as mulheres. “Não fui pro médico porque não tinha dinheiro, não tinha nada nesse momento, estava sozinha. A pessoa que me ajudava é mesmo ele que tá preso, não tenho como”, diz.</p>
<p>“Um golpe de Estado não se faz com livro, com lapiseiras… Eles são civis, nunca foram militares. Um livro, uma lapiseira vai criar um golpe de Estado?”, raciocina Fernando Baptista, pai de Manuel Nito Alves, um jovem de 18 anos que já fora preso durante dois meses em 2013 por mandar fazer camisetas com a estampa “abaixo o ditador”.</p>
<p>Desde a semana passada, com o risco de vida de Luaty, a situação tornou-se ainda mais tensa.</p>
<p>Quatro vigílias foram realizadas diante da Igreja Sagrada Família, em Luanda, reunindo uma centena de pessoas vestidas de branco e segurando velas. No domingo, foram cercados pela Polícia de Intervenção Rápida (PIR), que trazia um caminhão para lançamento de água e cães treinados. Decidiram abandonar o local. Na segunda-feira, dia 12, um cordão policial envolveu outra igreja onde haveria uma missa pela saúde dos presos. No mesmo dia o <a href="http://m.ja.sapo.ao/inicio/politica/acusados_de_rebeliao_aguardam_julgamento">Jornal de Angola</a> acusou aqueles que participam das vigílias de “dar sequência ao plano que os 15 arguidos acusados pelo Ministério Público pretendiam executar”. A TV estatal angolana anunciou também que as vigílias são ilegais.</p>
<p>“Vamos seguir fazendo missas, mas não sei como vai ser”, diz a ativista Laurinda Gouveia, uma das acusadas que responde ao processo em liberdade.</p>
<p>Para Pedro Beirão, irmão de Luaty, a questão essencial é garantir a vida de seu irmão, que está determinado a manter a greve de fome se não houver andamento do processo judicial.</p>
<p>Apesar de o Ministério Público ter formalizado a acusação, ela ainda não foi acatada pela Justiça – e nem se sabe quando isso ocorrerá. Apenas depois disso os advogados poderão pedir que os presos respondam ao processo em liberdade. “Passaram todos os prazos e não temos nenhum pronunciamento oficial. Nós, familiares, estamos sempre na espera de alguma coisa, mas ninguém diz nada. E no caso do Luaty se trata mesmo de um caso de vida ou morte”, diz Pedro Beirão</p>
<p><strong>Quando ler livros é um crime</strong></p>
<p><a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2015/10/Acusacao.jpg"><img src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2015/10/Acusacao.jpg" alt="" title="Acusacao" width="930" height="426" class="aligncenter size-full wp-image-4803" /></a></p>
<p>A Pública obteve com exclusividade o documento de acusação do Ministério Público angolano contra os 17 jovens. <a href="http://apublica.org/wp-content/uploads/2015/10/Acusacao_17_arguidos.compressed.pdf">Clique aqui para baixar e ler na íntegra uma cópia</a>.</p>
<p>Toda a acusação baseia-se na leitura coletiva de um só livro, de autoria do pacifista americano Gene Sharp, que havia sido adaptado pelo professor Domingos da Cruz e era tema de um grupo de estudo que se reunia todo sábado à tarde na livraria Kiazele, num bairro central da capital.</p>
<p>“Essa obra inspirou as chamadas revoluções nos países da Europa do leste, países nórdicos, países africanos, como Tunísia, Borkina Faso, Egipto, Líbia, alguns países da América Latina etc… que derrubaram os respectivos Governos e Presidentes e cujas consequências de tão nefastas deixaram os países atingidos completamente na desgraça, destruídos pelo vandalismo e pelas guerras que se seguiram”, diz o documento.</p>
<p>O documento descreve a seguir as reuniões, que foram assistidas e filmadas por um informante da polícia infiltrado. “Uma vez cumprido o programa que tinha a duração de três meses, partiriam para a ação prática e concreta, pondo em execução os ensinamentos para o derrube do ‘regime’ ou do ‘ditador’, começando com greves, manifestações generalizadas, com violência (…), com a colocação de barricadas e queimando pneus em todas as artérias de Luanda, com realce nas imediações do Aeroporto 4 de Fevereiro, outros marchando em direção ao Palácio Presidencial, com mulheres e crianças levando lenços brancos, esperando serem seguidos por grupos de todo o país, para ‘destituir o ditador’, que para os arguidos é o Presidente da República, José Eduardo dos Santos.”</p>
<p>O Ministério Público argumenta que a Lei de Reunião e Manifestação angolana apenas permite protestos “onde se reivindicam direitos e melhores condições sociais”. Além disso, “a forma de destituição do Presidente da República expressa e claramente prevista na Constituição apenas pode ocorrer em situações de renúncia, autodemissão ou destituição judicial, e não mediante as ditas manifestações pacíficas”.</p>
<p>“Os arguidos agiram livre, deliberada e conscientemente, não obstante saberem que a sua conduta era reprovável, proibida e punida pela lei”, conclui o texto, pedindo a condenação dos 17 jovens por “crime de atos preparatórios para a prática de rebelião” e “atentado contra o Presidente da República ou outros membros de Órgãos de Soberania”.</p>
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		<title>Rádio Afrolis &#8211; Áudio 17 – “Há palavras que nasceram para a porrada”</title>
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		<pubDate>Fri, 08 Aug 2014 17:51:49 +0000</pubDate>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Boaventura de Sousa Santos, sociólogo e diretor do <a href="http://www.ces.uc.pt">Centro de Estudos Sociais</a> da <a href="http://www.uc.pt">Universidade de Coimbra</a> é o nosso convidado. “Há palavras que nasceram para a porrada” (veja a <a href="http://www.ces.uc.pt/eventos/alice_coloquio/Alice_BrochuraRap_final.pdf">brochura</a> e as fotos, <a href="http://alice.ces.uc.pt/news/?p=3663">aqui</a> e <a href="http://alice.ces.uc.pt/news/?p=3724">aqui</a>) é um projeto que junta a academia ao rap, ou seja, uma convergência pouco convencional de formas de conhecimento. Chullage (Nuno Santos), Hezbollah (Jakilson Pereira), LBC (Flávio Almada) e Capicua (Ana Fernandes) são os rappers, ou cantautores, do projeto aqui apresentado pelo sociólogo Boaventura de Sousa Santos.</p></blockquote>
<p><a href="http://radioafrolis.com/2014/08/07/audio-17-ha-palavras-que-nasceram-para-a-porrada/">Rádio Afrolis</a><br />
7 Ago 2014</p>
<p><iframe width="100%" height="450" scrolling="no" frameborder="no" src="https://w.soundcloud.com/player/?url=https%3A//api.soundcloud.com/tracks/162082296&amp;auto_play=false&amp;hide_related=false&amp;show_comments=true&amp;show_user=true&amp;show_reposts=false&amp;visual=true"></iframe></p>
<p>Confira abaixo a íntegra do vídeo do concerto de rap, que fez parte do <a href="http://alice.ces.uc.pt/coloquio_alice">Colóquio Internacional Epistemologias do Sul &#8211; Aprendizagens Globais: Sul-Sul, Sul-Norte e Norte-Sul&#8221;</a>, organizado pelo <a href="http://www.alice.ces.uc.pt">Projeto ALICE</a>.</p>
<p><iframe width="460" height="360" src="//www.youtube.com/embed/ze4mhwhv-84" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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		<title>Boaventura de Sousa Santos: Celebrar la ciencia y la ciudadanía</title>
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		<pubDate>Wed, 30 Jul 2014 15:18:01 +0000</pubDate>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Escribí esta columna para lanzar un mensaje de esperanza a los  jóvenes  científicos sociales que han estado viviendo la pesadilla de no  poder  proseguir con su trabajo al servicio de la ciencia de la  ciudadanía en  la que todavía creen&#8221;, dice el autor.</p></blockquote>
<div id="attachment_3816" class="wp-caption aligncenter" style="width: 1024px"><a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2014/07/Coloquio.jpg"><img class="size-large wp-image-3816" title="Lançamento da exposição - Semeando Espelhos no Escuro da Perspectiva de Mário Vitória." src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2014/07/Coloquio-1024x679.jpg" alt="" width="1024" height="679" /></a>
<p class="wp-caption-text">&quot;Em movimento&quot; (acrílico sobre tela, 2014), obra de Mário Vitória que formó parte de la exposición &quot;Sembrando espejos en la oscuridad de la perspectiva. Alicia en la ciudad&quot;, en el ámbito del Coloquio Internacional Epistemologías del Sur.</p>
</div>
<p>Autor: <a href="http://alice.ces.uc.pt/en/index.php/about/boaventura-de-sousa-santos/" target="_blank">Boaventura de Sousa Santos</a>.</p>
<p>Fuente: <a href="http://blogs.publico.es/espejos-extranos/2014/07/27/celebrar-la-ciencia-y-la-ciudadania/" target="_blank">Blog Espejos extraños</a>, Público.es / 27 de julio, 2014</p>
<p>La versión del artículo en português puede leerse en <a href="http://alice.ces.uc.pt/news/?p=3737" target="_blank">ALICE News</a>.</p>
<p>Junio y julio han sido meses de celebración de la ciencia y la  ciudadanía globales en la Universidad de Coimbra. Entre muchas  iniciativas, menciono las que vi de cerca porque fueron organizadas por  el centro de investigación que dirijo, el Centro de Estudios Sociales.  Pero podría mencionar muchas más de otras universidades, todas ellas  reveladoras de la pujanza de la comunidad científica portuguesa, del  respeto mundial que adquirió y de las responsabilidades y expectativas  globales que creó en los últimos 20 años.</p>
<p>Estuvo entre nosotros, durante una semana intensa de trabajo, la  mayor delegación de líderes de pueblos indígenas brasileños que en los  últimos 514 años visitó Portugal. Vinieron a debatir con nosotros  cómo el modelo de desarrollo socialmente injusto y ecológicamente  insostenible en curso en Brasil está expulsándoles de sus tierras,  destruyendo sus bosques y contaminando el agua de sus ríos. Poderosos  grupos capitalistas nacionales y globales alargan sin límite la frontera  agrícola, inician proyectos de minería y planean diques sin consultar a  las poblaciones y sin estudios creíbles de impacto ambiental. En toda  la Amazonía están registradas 52.974 zonas de interés minero. La  pulverización aérea de los campos con productos agrotóxicos causa que en  zonas rurales del nordeste haya tasas de cáncer superiores a las de las  grandes ciudades.</p>
<p>Escogieron nuestro centro porque conocen el trabajo que hemos  realizado para llamar la atención internacional hacia esta calamidad y  conocen nuestra intervención en favor de sus territorios ancestrales,  especialmente, en el caso de la reserva Raposa Serra do Sol. Sabios  lectores de la complejidad del mundo, los líderes indígenas no tuvieron  problema en visitar la universidad (de donde salieron los misioneros y  administradores que primero los transformaron en “obstáculos al  desarrollo”) para buscar el refuerzo de las alianzas en contra del  colonialismo —que aún perdura— y a favor de la lucha por alternativas  que, defendiendo a los pueblos indígenas, protejan a la humanidad en su  conjunto de una catástrofe ecológica.</p>
<p>Después <em>ocupó</em> la Curia un apasionante grupo de 49 jóvenes de  16 países distintos que frecuentaron nuestro curso de verano, atraídos  por el aliciente de aprender a entendernos, respetar y celebrar la  diversidad social, cultural y política del mundo, orientados por  profesores de África del Sur, Argentina, Brasil, Colombia, EEUU, Italia,  India, Mozambique, Portugal y Zimbabue. Lo importante fue que tanto  estudiantes como profesores se sintieron atraídos por las propuestas  innovadoras de interculturalidad y de debates sobre los distintos temas  que habíamos propuesto.</p>
<p>Muchos de ellos continuaron con nosotros en los días siguientes, en  los que 685 congresistas venidos de 30 países se reunieron en Coimbra  para dar visibilidad a las buenas prácticas y a las innovaciones  sociales, políticas y económicas que en todo el mundo buscan disminuir  la injusticia social, aumentar la cohesión social, eliminar la  discriminación étnico-racial y sexual, fortalecer la democracia y el  Estado social, promover la dignidad humana, incluir entre los Derechos  Humanos los derechos de la naturaleza, luchar por la paz y la  autodeterminación, crear sistemas económicos solidarios pautados por la  cooperación, por la reprocidad y por el respeto por la naturaleza. O  sea, prácticas reales, concretas, en las antípodas de lo que hoy impera  como pensamiento único en una Europa decadente, en peligrosa espiral  descendiente, sin otras soluciones que no sean las dictadas por quienes  causan los problemas que la afligen y que de ellos se benefician. La  pregunta que dominó este coloquio fue la de saber si Europa está  en condiciones de aprender con esta excitante experiencia del mundo  después de haber sido designada profesora del mundo durante siglos.</p>
<p>El rayo de esperanza vino de la alegría de los encuentros, tanto  entre personas como de ideas, entre ciencias plurales y la música de  António Pinho Vargas, la pintura de Mário Vitória y el rap de Capicua,  Chullage, Hezbó MC y LBC Soldjah.</p>
<p>Escribí esta columna para lanzar un mensaje de esperanza a los  jóvenes científicos sociales que han estado viviendo la pesadilla de no  poder proseguir con su trabajo al servicio de la ciencia de la  ciudadanía en la que todavía creen.</p>
<p>Boaventura de Sousa Santos es director del <a href="http://alice.ces.uc.pt/en/?lang=pt" target="_blank">Proyecto ALICE</a>.</p>
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</ol>]]></content:encoded>
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		<title>Boaventura de Sousa Santos: Celebrar a Ciência e a Cidadania</title>
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		<pubDate>Thu, 24 Jul 2014 12:07:59 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Junho e Julho foram meses de celebração da ciência e da cidadania globais na Universidade de Coimbra. Entre muitas iniciativas, menciono as que acompanhei de perto porque foram organizadas pelo centro de investigação de que sou diretor, o Centro de Estudos Sociais.</p></blockquote>
<p>Visão<br />
24 Jul 2014</p>
<p>Mas podia mencionar muitas mais em outras universidades, todas elas reveladoras da pujança da comunidade científica portuguesa, do respeito mundial que granjeou e das responsabilidades e expectativas globais que criou nos últimos vinte anos. Esteve entre nós, para uma semana intensa de trabalho, a maior delegação de líderes de povos indígenas brasileiros que nos últimos 514 anos visitou Portugal! Vieram discutir connosco o modo como o modelo de desenvolvimento socialmente injusto e ecologicamente insustentável em curso no Brasil está a expulsá-los das suas terras, a destruir as suas florestas e a contaminar as águas dos seus rios. Poderosos grupos capitalistas nacionais e globais alargam sem limite a fronteira agrícola, iniciam projetos de mineração e planeiam barragens sem consultar as populações e sem estudos credíveis de impacto ambiental. Em toda a Amazónia estão registadas 52974 zonas de interesse minerário. A pulverização aérea dos campos com produtos agrotóxicos faz com que em zonas rurais do Nordeste haja taxas de cancro superiores às das grandes cidades. Escolheram o nosso centro porque conhecem o trabalho que temos realizado para chamar a atenção internacional para esta calamidade, como sabem da intervenção que tivemos no reconhecimento dos seus territórios ancestrais, nomeadamente no caso da reserva Raposa Serra do Sol. Sábios leitores da complexidade do mundo, os líderes indígenas não tiveram problemas em visitar a universidade donde saíram os missionários e administradores que primeiro os transformaram em &#8220;obstáculos ao desenvolvimento&#8221;, para buscar aqui o reforço das alianças contra o colonialismo que perdura e em favor da luta por alternativas que, defendendo os povos indígenas, protegem a humanidade no seu conjunto de uma catástrofe ecológica.</p>
<p>Logo depois &#8220;ocupou&#8221; a Curia um grupo vibrante de 49 jovens de 16 países que vieram frequentar o nosso curso de verão, atraídos pelo tema aliciante de aprendermos a entender, respeitar e celebrar a diversidade social, cultural e política do mundo, orientados por professores da África do Sul, Argentina, Brasil, Colômbia, EUA, Itália, Índia, Moçambique, Portugal e Zimbabué. O importante foi que, tanto estudantes quanto professores, se sentiram atraídos pelas propostas inovadoras de interculturalidade e de diálogos entre saberes que temos vindo a propor. Muitos deles continuaram connosco nos dias seguintes, em que 685 congressistas vindos de 30 países se reuniram em Coimbra para dar visibilidade às boas práticas e às inovações sociais, políticas e económicas que por esse mundo fora procuram diminuir a injustiça social, aumentar a coesão social, eliminar a discriminação étnico-racial e sexual, fortalecer a democracia e o Estado social, promover a dignidade humana, incluir entre os direitos humanos os direitos da natureza, lutar pela paz e pela autodeterminação, criar sistemas económicos solidários, pautados pela cooperação, pela reciprocidade e pelo respeito pela natureza. Ou seja, práticas reais, concretas, nos antípodas do que hoje vigora, como pensamento único, numa Europa decadente, em perigosa espiral descendente, sem outras soluções que não sejam as ditadas pelos que causam os problemas que a afligem e deles se beneficiam. A pergunta que dominou este colóquio foi a de saber se a Europa tem condições de aprender com esta excitante experiência do mundo depois de durante tantos séculos ter sido a autodesignada professora do mundo. A réstia de esperança veio da alegria dos encontros, tanto entre pessoas como entre ideias, entre ciências plurais e a música do António Pinho Vargas, a pintura do Mário Vitória e o rap da Capicua, Chullage, Hezbó MC e LBC Soldjah.</p>
<p>Escrevi esta crónica para dar uma mensagem de esperança aos jovens cientistas sociais que têm vindo a viver o pesadelo de não poderem prosseguir o seu trabalho ao serviço da ciência cidadã em que continuam a acreditar.</p>
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</ol>]]></content:encoded>
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		<title>Transgrafias #120 &#8211; Há palavras que nasceram para a porrada</title>
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		<pubDate>Mon, 21 Jul 2014 11:42:28 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Coimbra, 13 de junho de 2014. Porque a linguagem das &#8220;Epistemologias do Sul&#8221;, pronunciada ao ritmo do rap, compromete as palavras com uma luta (Veja a <a href="http://www.ces.uc.pt/eventos/alice_coloquio/Alice_BrochuraRap_final.pdf">brochura</a> e o <a href="http://alice.ces.uc.pt/news/?p=3663">álbum</a> do concerto de rap &#8220;Há palavras que nasceram para a porrada&#8221;, que fez parte do programa do <a href="http://alice.ces.uc.pt/coloquio_alice">Colóquio Internacional do Projeto ALICE</a>).</p></blockquote>
<p><a href="http://transgrafias.blogspot.pt/2014/07/120-ha-palavras-que-nasceram-para.html?spref=fb">Transgrafias</a><br />
21 Jul de 2014<br />
Carlos Nolasco</p>
<p>Não desesperes nem esperes sereno<br />
Por um insulto mais pequeno.<br />
Canta como se fosses<br />
Outra emancipação<br />
Sê irmão e irmanece!<br />
Somos remotos,<br />
Mas de vez em quando somos terramotos&#8230;<br />
E quando faltar um futuro, escreve no muro &#8220;é a minha vez!&#8221;.<br />
Há palavras que nasceram para a porrada!</p>
<p>Capicua<br />
<a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2014/07/capicua.jpg"><img src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2014/07/capicua.jpg" alt="" title="capicua" width="765" height="502" class="aligncenter size-full wp-image-3725" /></a></p>
<p>M7<br />
<a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2014/07/m7.jpg"><img src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2014/07/m7.jpg" alt="" title="m7" width="765" height="512" class="aligncenter size-full wp-image-3727" /></a></p>
<p>LBC Soldjah<br />
<a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2014/07/lbc_soldjah.jpg"><img src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2014/07/lbc_soldjah.jpg" alt="" title="lbc_soldjah" width="765" height="502" class="aligncenter size-full wp-image-3728" /></a></p>
<p>Hezbo MC<br />
<a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2014/07/hezbo_mc.jpg"><img src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2014/07/hezbo_mc.jpg" alt="" title="hezbo_mc" width="765" height="512" class="aligncenter size-full wp-image-3729" /></a></p>
<p>Chullage<br />
<a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2014/07/chullage.jpg"><img src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2014/07/chullage.jpg" alt="" title="chullage" width="765" height="512" class="aligncenter size-full wp-image-3730" /></a></p>
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		<title>Álbum &#8211; Há palavras que nasceram para a porrada</title>
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		<pubDate>Thu, 17 Jul 2014 02:20:26 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>Imagens do concerto de RAP &#8220;Há palavras que nasceram para a porrada&#8221;, na Praça do Comércio, em Coimbra, com <a href="https://www.facebook.com/pages/Boaventura-de-Sousa-Santos/126230480754230?fref=pb&#038;hc_location=profile_browser">Boaventura de Sousa Santos</a>, <a href="https://www.facebook.com/capicuarap?fref=pb&#038;hc_location=profile_browser">Capicua</a>, <a href="https://www.facebook.com/marta.bateira?fref=pb&#038;hc_location=profile_browser">Marta Bateira</a>, <a href="https://www.facebook.com/lbcsoldjah">Lbc Soldjah</a>, <a href="https://www.facebook.com/chullageoficial?fref=pb&#038;hc_location=profile_browser">Chullage Oficial</a>, <a href="https://www.facebook.com/chullageoficial?fref=pb&#038;hc_location=profile_browser">Hezbó MC</a>, como parte do <a href="http://alice.ces.uc.pt/coloquio_alice">Colóquio Internacional Epistemologias do Sul</a>.<br />
(Fotógrafos: Eduardo Bastos e Rodrigo Reis)</p>
<p>Mais sobre o concerto <a href="http://www.ces.uc.pt/eventos/alice_coloquio/Alice_BrochuraRap_final.pdf">aqui</a>.</p>
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		<title>Rap di Protesto: novo videoclipe de artista que participará do Colóquio ALICE</title>
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		<pubDate>Wed, 02 Apr 2014 19:14:00 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[O rapper Hezbo MC, que participará do Colóquio Internacional ALICE, entre 10 a 12 de julho de 2014, acaba de lançar novo videoclipe &#8220;Rap di Protesto&#8221; &#8211; também disponível em Guerrilla Republik.
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>O rapper Hezbo MC, que participará do <a href="http://alice.ces.uc.pt/coloquio_alice/?lang=pt">Colóquio Internacional ALICE</a>, entre 10 a 12 de julho de 2014, acaba de lançar novo videoclipe &#8220;Rap di Protesto&#8221; &#8211; também disponível em <a href="http://guerrillarepublik.org/">Guerrilla Republik</a>. </p></blockquote>
<p><iframe width="460" height="260" src="//www.youtube.com/embed/l4_VZdX5c4Y" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
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</ol>]]></content:encoded>
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		<title>Mais fotos e conteúdos relacionados ao lançamento da Ópera Rap Global</title>
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		<pubDate>Mon, 16 Sep 2013 14:51:02 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Ópera Rap Global, baseada em obra de Boaventura de Souza Santos, propõe misturar erudito e popular Sul 21 15 Ago 2013 Milton Ribeiro Parecia um evento simples, mais um entre tantos, mas não...
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Ópera Rap Global, baseada em obra de Boaventura de Souza Santos, propõe misturar erudito e popular</p></blockquote>
<p><a href="http://www.sul21.com.br/jornal/todas-as-noticias/cultura/emopera-rap-globalem-baseada-em-obra-de-boaventura-de-souza-santos-propoe-misturar-erudito-e-popular/">Sul 21</a><br />
15 Ago 2013<br />
Milton Ribeiro</p>
<p>Parecia um evento simples, mais um entre tantos, mas não era. Nesta sexta-feira (13), a imprensa foi convidada para assistir, no Museu Júlio de Castilhos, ao lançamento do Projeto Ópera Rap Global. No programa, a apresentação da abertura do espetáculo com dança solo acompanhada de percussão, leitura cênica do prólogo da ópera e apresentação de um dos temas musicais, executado pelo compositor Pedro Dom ao piano, mais flauta, trompete, trompa e percussão. Tudo isso além da fala do professor Boaventura de Sousa Santos, sociólogo e escritor português. Foi menos de meia hora, mas foi muito satisfatório.</p>
<div id="attachment_2611" class="wp-caption aligncenter" style="width: 460px"><a href="http://www.flickr.com/photos/instituto_tri/"><img class="size-full wp-image-2611" title="opera_rap_global" src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2013/09/opera_rap_global.png" alt="" width="460" height="308" /></a>
<p class="wp-caption-text">Confira álbum de fotos publicado no Flickr pelo Instituto Trocando Ideia (Fotos: Fabiana Menine)</p>
</div>
<p>Já na entrada recebemos um pequeno caderno que demonstrava que o grupo sabia muito do assunto “cultura popular x cultura erudita”. Na contracapa de um folder com uma gravura de arte popular, podia ser vista uma fotografia de James Joyce. A presença do genial irlandês é tudo, menos casual. Anos depois de usar carradas de cultura popular em seus poucos e notáveis livros, o escritor têm sido abraçado pelo cinema, rock, operetas, romances gráficos e, principalmente, pelo teatro.</p>
<p>Porém, a dois parágrafos atrás, alguns leitores do Sul21 podem ter ficado surpresos com o nome do professor Boaventura, mas pensemos um pouco. Boaventura de Sousa Santos (1940) é doutor em sociologia do direito pela Universidade de Yale, professor catedrático da Faculdade de Economia da Universidade de Coimbra, Distinguished Legal Scholar da Faculdade de Direito da Universidade de Wisconsin-Madison e Global Legal Scholar da Universidade de Warwick. É também diretor dos Centro de Estudos Sociais e do Centro de Documentação 25 de Abril e Coordenador Científico do Observatório Permanente da Justiça Portuguesa — todos da Universidade de Coimbra.</p>
<p>Alguém com esta bagagem, sabe que esse negócio de elitismo, essa conversa de alta e baixa cultura, é relativamente recente e nunca existiu para figuras como o citado Joyce. O que há são produtos culturais bons ou ruins dentro das culturas erudita e popular. Poderia passar a palavra ao compositor norte-americano Steve Reich?</p>
<p>Todos os músicos do passado, começando na Idade Média, estavam interessados na música popular. A música de Béla Bartók se fez inteiramente com fontes de música tradicional húngara. E Igor Stravinsky, ainda que gostasse de nos enganar, utilizou toda a sorte de fontes russas para seus primeiros balés. A grande obra-prima Ópera dos Três Vinténs, de Kurt Weill, utiliza o estilo de cabaret da República de Weimar. Arnold Schoenberg e seus seguidores criaram um muro artificial, que nunca existiu antes. Minha geração atirou o muro abaixo e agora estamos novamente numa situação normal. Por exemplo, se Brian Eno ou David Bowie recorrem a mim e se músicos populares reutilizam minha música, como The Orb ou DJ Spooky, é uma coisa boa. Este é um procedimento histórico habitual, normal, natural.</p>
<p>E Boaventura falou brilhantemente. Explicou o tema da ópera, falou em Occupy Opera, em apagar fronteiras e apresentou o personagem fictício Queni N.S.L. Oeste, de sua criação por ele e que inspirou o projeto. Este acaba de ser aprovado na Lei Rouanet e passa agora para a fase de captação de recursos.</p>
<p>A ópera é baseada no livro Rap Global, de autoria do próprio Boaventura, que nele utiliza o heterônimo do citado Queni N.S.L. Oeste — alusão irônica ao rapper americano Kanye West. São 100 páginas de poesia rimada, Boaventura deixa clara sua raiva e insatisfação diante da situação mundial e, para que o livro pusesse tornar-se ópera, foi necessária a presença de Renan Inquérito, poeta, rapper e geógrafo que criou o roteiro.</p>
<p>Resumidamente, pode-se dizer que a Ópera Rap Global é efetivamente um projeto inovador que reúne o erudito e o popular, a linguagem sofisticada e o coloquial das ruas. Dizem os organizadores: “Não se trata de igualar e sim de identificar formas de intervenção de uma arte sobre outra”.</p>
<p>Para Renan Inquérito, o que representa a obra é o personagem Queni N.S.L. Oeste o qual representa “um grito contra todos os outros gritos que até agora deram em nada. Ele representa os palestinos na faixa de gaza, os camponeses expulsos do campo, os imigrantes ilegais em busca de uma vida melhor em algum país do primeiro mundo. O Queni representa negros, mulheres e todos aqueles que de alguma forma são oprimidos pelo sistema vigente”.</p>
<p>O pequeno trecho mostrado deu mostras da excelente qualidade do grupo instrumental formado por Pedro Dom, Leandro Rodrigues, Joca Ribeiro, John Silva e Ianes Gil Coelho, assim como do rapper e roteirista Renan Inquérito.</p>
<p>Ficamos no aguardo.</p>
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