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	<title>Alice News &#187; Italy</title>
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		<title>Moviments socials i democràcia. És possible una nova Europa?</title>
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		<pubDate>Wed, 19 Oct 2016 10:59:48 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[Activitat / Conferència / Conversa / Pensament contemporani DO Europa 2016 El Born Centre de Cultura y Memòria 19 Oct 2016 Coïmbra, Portugal, 1940. És doctor en Sociologia del Dret per la Yale...
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Activitat / Conferència / Conversa / Pensament contemporani DO Europa 2016</p></blockquote>
<p><a href="http://elbornculturaimemoria.barcelona.cat/activitat/boaventura-de-sousa-santos/">El Born Centre de Cultura y Memòria</a><br />
19 Oct 2016</p>
<p><a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2016/10/bss_cat.jpg"><img src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2016/10/bss_cat.jpg" alt="" title="bss_cat" width="758" height="307" class="aligncenter size-full wp-image-5938" /></a></p>
<p>Coïmbra, Portugal, 1940. És doctor en Sociologia del Dret per la Yale University i professor catedràtic de Sociologia de la Universidade de Coimbra. Es director del Centre d’Estudis Socials i del Centre de Documentació 25 d’Abril d’aquesta mateixa universitat. A més a més, és professor distingit de l’Institute for Legal Studies de la University of Wisconsin-Madison. Se’l considera un intel·lectual amb reconeixement internacional en l’àrea de les ciències socials, popular al Brasil per la seva participació en diverses edicions del Fòrum Social Mundial. Ha publicat treballs sobre globalització, sociologia del dret, epistemologia, democràcia i drets humans.</p>
<p>Tercera edició del cicle <a href="http://elbornculturaimemoria.barcelona.cat/cicles/d-o-europa-2016/">D.O. Europa</a>, amb converses amb pensadors i intel·lectuals internacionals que busquen comprendre millor aquesta construcció social, econòmica, institucional i d’identitat compartida que és Europa, així com els valors que porta associats.</p>
<p>Com sempre, la periodista Mònica Terribas actuarà com a comissària i conductora.</p>
<p>Dijous, 3 de novembre A les 19 h</p>
<p>Sala Moragues.<br />
El Born CCM El Born Centre Cultural i de Memòria, Plaça Comercial, Barcelona, Espanya</p>
<p>Activitat en català, castellà i anglès.</p>
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		<title>Os perigos da desordem jurídica</title>
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		<pubDate>Thu, 31 Mar 2016 12:11:46 +0000</pubDate>
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<p><a href="https://www.publico.pt/mundo/noticia/os-perigos-da-desordem-juridica-1727197?page=-1">Público</a><br />
Boaventura de Sousa Santos*<br />
26 Mar 2016</p>
<p>Quando, há quase trinta anos, iniciei os estudos sobre o sistema judicial em vários países, a administração da justiça era a dimensão institucional do Estado com menos visibilidade pública. A grande exceção eram os EUA, devido ao papel fulcral do Tribunal Supremo nas definições das mais decisivas políticas públicas. Sendo o único órgão de soberania não eleito, tendo um carácter reativo (não podendo, em geral, mobilizar-se por iniciativa própria) e dependendo de outras instituições do Estado para fazer aplicar as suas decisões (serviços prisionais, administração pública), os tribunais tinham uma função relativamente modesta na vida orgânica da separação de poderes instaurada pelo liberalismo político moderno, e tanto assim que a função judicial era considerada apolítica. Contribuía também para isso o facto de os tribunais só se ocuparem de conflitos individuais e não coletivos. Pouco se sabia como funcionava o sistema judicial, as características dos cidadãos que a ele recorriam e para que objetivos o faziam. Tudo mudou desde então até aos nossos dias. Contribuíram para isso, entre outros fatores, a crise da representação política que atingiu os órgãos de soberania eleitos, a maior consciência dos direitos por parte dos cidadãos e o facto de as elites políticas, confrontadas com alguns impasses políticos em temas controversos, terem começado a ver o recurso seletivo aos tribunais como uma forma de descarregarem o peso político de certas decisões. Por todas estas razões, surgiu um novo tipo de ativismo judiciário que ficou conhecido por judicialização da política e que inevitavelmente conduziu à politização da justiça.</p>
<p>A grande visibilidade pública dos tribunais nas últimas décadas resultou, em boa medida, dos casos judiciais que envolveram membros das elites políticas e económicas. O grande divisor de águas foi o conjunto de processos criminais que atingiu quase toda a classe política e boa parte da elite económica da Itália conhecido por Operação Mãos Limpas. Iniciado em Milão em abril de 1992, consistiu em investigações e prisões de ministros, dirigentes partidários, membros do parlamento (em certo momento estavam a ser investigados cerca de um terço dos deputados), empresários, funcionários públicos, jornalistas, membros dos serviços secretos acusados de crimes de suborno, corrupção, abuso de poder, fraude, falência fraudulenta, contabilidade falsa, financiamento político ilícito. Dois anos mais tarde tinham sido presas 633 pessoas em Nápoles, 623 em Milão e 444 em Roma. Por ter atingido toda a classe política com responsabilidades de governação no passado recente, o processo Mãos Limpas abalou os fundamentos do regime político italiano e esteve na origem da emergência, anos mais tarde, do &#8220;fenómeno&#8221; Berlusconi. O caso mais recente e talvez o mais dramático de todos os que conheço é a Operação Lava-Jato no Brasil.</p>
<p>Iniciada em março de 2014, esta operação judicial e policial de combate à corrupção, em que estão envolvidos mais de uma centena de políticos, empresários e gestores, tem-se vindo a transformar a pouco e pouco no centro da vida política brasileira. Ao entrar na sua 24ª fase, com a implicação do ex-presidente Lula da Silva e com o modo como foi executada, está a provocar uma crise política de proporções semelhantes à que antecedeu o golpe de Estado que em 1964 instaurou a uma odiosa ditadura militar que duraria até 1985. O sistema judicial, que tem a seu cargo a defesa e garantia da ordem jurídica, está transformado num perigoso fator de desordem jurídica. Medidas judiciais flagrantemente ilegais e inconstitucionais, a seletividade grosseira do zelo persecutório, a promiscuidade aberrante com os média ao serviços das elites políticas conservadoras, o hiper-ativismo judicial aparentemente anárquico, traduzido, por exemplo, em 27 providência cautelares visando o mesmo ato político (a nomeação ministerial do Lula), tudo isto conforma uma situação de caos judicial que acentua a insegurança jurídica, aprofunda a polarização social e política e põe a própria democracia brasileira à beira do caos. Com a ordem jurídica transformada em desordem jurídica, com a democracia sequestrada pelo órgão de soberania que não é eleito, a vida política e social brasileira transforma-se num potencial campo de despojos à mercê de aventureiros e abutres políticos.</p>
<p>O sistema judicial português está imune aos perigos da desordem jurídica? A grande visibilidade pública da justiça resulta, em grande medida, dos casos que envolvem a elite política e financeira do país, e que nas últimas semanas atingiram também o poder judicial. Sucederam-se na ribalta mediática os casos Melancia, UGT, Partex, Faturas falsas, JAE, Caixa Económica Açoreana, Universidade Moderna, Freeport, Portucale, Operação Furacão, Submarinos, Face Oculta, Monte Branco, BPN, BPP, BCP, Vistos Gold, BES/Ricardo Salgado e, por último, José Sócrates, todos casos de criminalidade económica (corrupção, lavagem de dinheiro, fuga ao fisco, tráfico de influências). Refiro-me exclusivamente à notoriedade do sistema judicial na área da criminalidade económica mas há que ter em conta que a notoriedade da última década também ocorreu em outras áreas (Casa Pia, Carlos Cruz). Há um inequívoco sinal de perda de impunidade de quem tem poder e dinheiro. E isso é um grande salto democrático. Mas, a ideia de que a justiça chegou aos poderosos significa um combate verdadeiramente sistemático, sem tréguas, à corrupção? Significa que a justiça compreendeu a danosidade para a democracia e para o Estado social dos atos de banditismo sobre os dinheiros públicos e, em geral, da cooptação do Estado por determinados interesses privados? Perante as elites políticas e económicas a justiça é cega ou, pelo modo como opera, faz com que certos processos sejam desenvolvidos mais proactivamente que outros, criando assim a perceção da seletividade?</p>
<p>O caso Sócrates, mais do que a confirmação de um novo padrão do ativismo judiciário, parece indicar uma mudança significativa e por isso merece uma referência especial. Nele, a justiça está a arriscar, mais do que em qualquer outro, a sua legitimação social e política. Não deixa de ser perturbador que a justiça portuguesa, tendo mantido preso preventivamente, por largos meses, um ex-primeiro ministro, não só não tenha cumprido os prazos legais de final do inquérito, como não mostre fortes sinais de se preocupar com isso. A mensagem parece clara: o sistema de justiça português endogeneizou a ineficiência, convive bem com ela e, talvez esteja a desvalorizar o impacto negativo que nela pode ter a combinação explosiva entre ineficiência e seletividade. A mobilização judicial-mediática do caso José Sócrates tem sido de tal ordem que, se o réu não for definitivamente condenado pelos crimes por que está indiciado, os portugueses não poderão deixar de pensar que o circo montado à volta deste caso teve mais a ver com política do que com justiça. Em meu entender, tal percepção, a concretizar-se, pode ser fatal para a legitimidade democrática da justiça. E nesse caso os mais avisados terão presente que, independentemente da culpabilidade que se venha a provar, alguma relação deve haver entre o modo como o processo está a ser tratado e o facto de o réu, quando primeiro-ministro, ter declarado logo no início do seu governo, em 2005, que estava decidido a acabar com dois tipos de situações de privilégio na sociedade portuguesa, a dos magistrados judiciais e a das farmácias. Os mais avisados lembrar-se-ão ainda da guerra que se instalou nos anos seguintes entre o Ministério da Justiça e os órgãos do poder judicial sobre o aparentemente eterno problema do Estatuto dos Magistrados Judiciais.</p>
<p>Nem o juiz Carlos Alexandre é o juiz Sérgio Moro, nem o Correio da Manhã ou a TVI são a Rede Globo, mas as estruturas profundas do caso José Sócrates e da Operação Lava-Jato revelam algumas semelhanças inquietantes. Para nos sossegarmos precisamos de saber mais sobre a qualidade das acusações e das decisões judiciais; sobre as razões de arquivamento de muitos casos, por exemplo, do caso dos submarinos em que os corruptores alemães foram condenados sem que aparentemente houvesse corrompidos portugueses; e ainda sobre a ação do Ministério Público em face dos muitos relatórios do Tribunal de Contas e as suspeições que eles geram sobre altos negócios envolvendo o Estado, designadamente, com as parcerias público-privadas e com as privatizações. Sem tal conhecimento, o fantasma da seletividade política do zelo investigativo e acusatório paira sobre a justiça portuguesa.</p>
<p><em>*Director do Centro de Estudos Sociais, Laboratório Associado, da Universidade de Coimbra</em></p>
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		<title>Vanebix e Luca Cafagna: Cosa resta dell&#8217;Europa?</title>
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		<pubDate>Wed, 15 Jul 2015 18:00:52 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[L&#8217;Eurosummit si chiude con la vendetta della Germania nei confronti di Atene. Dopo la trattativa di questa settimana molte cose non saranno più come prima. Leggi anche Un brutto accordo e il leader...
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			<content:encoded><![CDATA[<p><a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2015/07/eugreece.jpg"><img src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2015/07/eugreece.jpg" alt="" title="eu)greece" width="360" height="244" class="aligncenter size-full wp-image-4626" /></a><br />
<blockquote>L&#8217;Eurosummit si chiude con la vendetta della Germania nei confronti di Atene. Dopo la trattativa di questa settimana molte cose non saranno più come prima. Leggi anche Un brutto accordo e il leader europeista di D. Deliolanes e il nostro Speciale da Atene</p></blockquote>
<p><a href="http://www.dinamopress.it/news/cosa-resta-delleuropa">DinamoPress</a><br />
<a href="https://twitter.com/vanebix">Vanebix</a><br />
<a href="https://twitter.com/lucacafagna">Luca Cafagna</a><br />
15 Jul 2015</p>
<p>Dopo diciassette ore di trattative l’Eurosummit si è chiuso con un accordo che avrà probabilmente conseguenze devastanti. Un pacchetto di aiuti che si aggira tra gli 82 e gli 86 miliardi di euro verrà stanziato per un periodo di tre anni a favore della Grecia, se e solo se in questa settimana la Grecia approverà un pacchetto di riforme enormi. Perciò il parlamento di Atene è chiamato a votare entro il 15 luglio, cioè meno di tre giorni, su: la riforma delle pensioni, del fisco – comprensiva dell’innalzamento dell’IVA – l’autonomizzazione dell’istituto nazionale di statistica e la piena applicazione del Fiscal Compact, che prevede, tra le altre cose, la costituzionalizzazione del pareggio di bilancio. Entro il 22 luglio si dovrà riformare il codice civile e applicare pienamente la direttiva sulle crisi bancarie (Brrd).</p>
<p>Una volta approvate queste riforme e quindi ristabilita “la fiducia” dei creditori nei confronti del governo greco, l’Eurogruppo potrà dare il suo via libera per il Memorandum of Understanding, che dovrà essere votato in seguito, secondo le procedure dei singoli stati, da almeno sei parlamenti nazionali, tra cui – chiaramente – il parlamento tedesco. “Al fine di costituire la base per una conclusione di successo del protocollo d&#8217;intesa, l&#8217;offerta greca di misure di riforma deve essere seriamente rafforzata (…). Il governo greco deve formalmente impegnarsi a rafforzare le proprie proposte in un numero di aree identificate dalle Istituzioni”, con tempi chiari, obiettivi precisi, standard di riferimento e ispirandosi alle buone pratiche europee (traduzione nostra). Cosa bisogna “riformare”? E’ necessaria un’ “ambiziosa” riforma delle pensioni, una piena liberalizzazione del mercato dei beni e servizi (ex: farmacie, traghetti, aperture la domenica…), privatizzazione della compagnia elettrica, “una rigorosa revisione e modernizzazione del mercato del lavoro”, in particolare per ciò che riguarda la contrattazione collettiva e le misure industriali, rafforzare il sistema finanziario, eliminando qualsiasi possibilità di interferenza politica nel sistema bancario.</p>
<p>A queste riforme si aggiunge la costituzione di un fondo di 50 miliardi che si occuperà di gestire un massiccio processo di privatizzazione. Gli assets – o meglio i beni pubblici &#8211; considerati “valuables” verranno trasferiti a questo fondo che si occuperà di “monetizzarli” attraverso la loro vendita al migliore offerente. I fondi così ricavati verranno utilizzati per ripagare una parte del prestito triennale, per ammortizzare una parte del debito pubblico e per investimenti per far “ripartire l’economia”. Il fondo avrà sede in Grecia, e non in Lussemburgo come inizialmente previsto, e verrà gestito dalle istituzioni greche, sotto la supervisione delle Istituzioni europee. Ovviamente sono presenti minacciose clausole di salvaguardia, quali anche noi ben conosciamo.</p>
<p>Durante i negoziati la Grecia aveva costruito la propria linea di difesa attorno a quattro punti principali: il rifiuto della partecipazione dell’FMI al terzo programma di aiuti, l’opposizione al fondo per le privatizzazioni, la ristrutturazione del debito, la garanzia di liquidità alle banche. Soltanto sull’ultimo punto – stando al tenore delle dichiarazioni di queste ore – il governo greco sembra essere riuscito a strappare qualcosa, per il resto – a parte il trasferimento del fondo per le privatizzazioni dal Lussemburgo ad Atene – il governo Tsipras è stato costretto a capitolare. La stessa discussione attorno alla ristrutturazione del debito è presente nel testo dell’accordo in termini molto vaghi.</p>
<p>Durante il negoziato, come riporta questa infografica del Guardian di ieri, lo schieramento dei “falchi” dell’austerity, con a capo la Germania, ha portato fino in fondo il progetto ordoliberale europeo: o la Grexit o la capitolazione della Grecia. In entrambi i casi la Germania avrebbe vinto. I termini in cui si sono svolte le trattative e il contenuto stesso dell’accordo fanno emergere in piena luce un progetto di Europa costruito attorno a un blocco tedesco, forte di una maggioranza schiacciante all’interno dell’Eurosummit. La stessa proposta avanzata negli ultimi giorni dal ministro Schäuble sulla possibilità di una Grexit “a tempo” chiarisce la posizione della Grosse Koalition tedesca sul futuro dell’Europa. Se, come sosteneva Varoufakis nei scorsi giorni, l’eurozona è qualcosa di più di un’area a cambi fissi, ma è qualcosa di meno di uno entità statale, è altrettanto vero che il ricatto tedesco in questi giorni si è basato proprio sulla possibilità della Germania di aggredire i capitali ellenici in caso di uscita della Grecia dall’euro. Un’alternativa tra default e austerity che poteva essere rotta solo attraverso la costituzione di un fronte antitedesco al tavolo del negoziato, con la Francia in prima fila. Tutto ciò non è avvenuto e la scommessa di Tsipras sulla trattativa si è rivelata perdente.</p>
<p>Ora il parlamento greco dovrà votare questo pessimo accordo uscito dall’Eurosummit, lo scenario più probabile è che Syriza si divida e una parte voti contro, aprendo di fatto una crisi di governo cui potrebbe seguire la prospettiva di un governo di unità nazionale o addirittura le elezioni anticipate. In ogni caso, un’eventuale crisi di Syriza rappresenterebbe per la Merkel la ciliegina sulla torta. Diverso effetto, soprattutto in vista di elezioni anticipate e di un ricompattamento della sinistra radicale, potrebbe avere un clamoroso gesto di dimissioni di Tsipras al primo rilancio ricattatorio della trojka.</p>
<p>Di fatto sappiamo chi pagherà: i precari, i disoccupati, i lavoratori e un paese pauperizzato e umiliato. Non possiamo negarlo, questo accordo rappresenta una forte battuta di arresto alla possibilità di ridisegnare lo spazio europeo. Il potere economico tedesco ha utilizzato tutto il suo potere di ricatto, ma il più grande merito del governo greco è stato far emergere con forza esplosiva le contraddizioni dell’UE. La vittoria dell’#Oxi della scorsa domenica è stata innanzitutto l’apertura di uno spazio per riprendere in mano la decisione politica, ed è ancora questa la sfida che abbiamo di fronte: comprendere qual è lo spazio e la scala per poter tornare a decidere. In Grecia sono previste manifestazioni già oggi pomeriggio, mentre mercoledì è stato annunciato uno sciopero del settore pubblico, e sta circolando l&#8217;appello per una mobilitazione europea nei prossimi giorni. Lo spazio di mobilitazione sociale aperto dal referendum non è chiuso e chi ha votato &#8220;no&#8221; vuole rimanere in piedi. Su ciò che resta dell’Europa.</p>
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		<title>The wretched of the sea: an Algerian perspective</title>
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		<pubDate>Wed, 20 May 2015 10:16:39 +0000</pubDate>
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		<description><![CDATA[The securitisation of immigration control has failed to solve the migrant crisis because it ignores the root cause: a global system that puts profits before people. Open Democracy Hamza Hamouchene* 19 May 2015...
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>The securitisation of immigration control has failed to solve the migrant crisis because it ignores the root cause: a global system that puts profits before people.</p></blockquote>
<p><a href="https://www.opendemocracy.net/arab-awakening/hamza-hamouchene/wretched-of-sea-algerian-perspective">Open Democracy</a><br />
<a href="https://www.opendemocracy.net/author/hamza-hamouchene">Hamza Hamouchene*</a><br />
19 May 2015</p>
<p>Every year, thousands of people risk their lives crossing the Mediterranean in fragile boats, fleeing war, poverty, persecution, and misery in order to reach the shores of Europe and the possibility of a better, safer life.</p>
<p>Sadly a significant number of the hopeful perish in their attempts—drowning when their flimsy vessels capsize or sink—or end up in humiliating camps and prisons in southern European countries, waiting to be deported and returned, their dreams shattered.</p>
<p>What sets this year apart in the ongoing tragedy is the sheer scale of migrant deaths. More than 1,500 migrants have drowned so far—50 times more than last year. This explosion in mortality is attributable in part to ongoing conflicts in Syria, Libya, and Mali, which are driving ever greater numbers of Africans, Syrians, and even migrant workers from South Asia, to seek refuge in Europe.</p>
<p>At the same time, Italy has discontinued its Operation Mare Nostrum rescue program due to its cost, and despite its deep culpability in the crisis the European Union has refused to pick up the baton, preferring to let migrants drown—as a deterrent in their view to the unwanted people considering coming to fortress Europe.</p>
<p>The unofficial EU ‘let them drown’ policy was <a href="http://www.theguardian.com/politics/2014/oct/27/uk-mediterranean-migrant-rescue-plan">illustrated</a> by a British minister at the Foreign Office, Lady Anelay, in October 2014: “We do not support planned search and rescue operations in the Mediterranean,” she said, explaining that these generated “an unintended ‘pull factor’, encouraging more migrants to attempt the dangerous sea crossing and thereby leading to more tragic and unnecessary deaths.”</p>
<p>These undesirable migrants come not only from poor and war-torn countries, but also from countries like the North African giant Algeria, which praises itself on being a beacon of stability in the region, and which harbours vast oil and gas reserves.</p>
<p>Despite its wealth and stability, it is nevertheless one of the biggest countries producing what Algerians call <em>Harraga</em>—‘illegal migrants’ in the Maghrebi language.</p>
<p><strong>Fortress Europe</strong><br />
The EU’s enthusiasm for deterring migrants has been apparent for years. Since 2001, carriers that fail to check the validity of travellers’ passports and visas are subject to sanctions and heavy fines.</p>
<p>In September 2007, seven Tunisian fishermen were <a href="http://blog.mondediplo.net/2009-09-27-Migrations-sauvetage-en-mer-et-droits-humains">indicted and jailed</a> and had their boats confiscated by an Italian judge for “support of illegal immigration.” The fishermen had dared to save a boat transporting passengers to Lampedusa (Sicily), preventing it from sinking as stipulated by maritime rules.</p>
<p>Until recently, European countries externalised the protection of their borders to authoritarian regimes in North Africa. For example, according to the 2008 Berlusconi-Gaddafi agreement, Italy could send African immigrants back to Libya without screening them for asylum claims, thus violating international human rights obligations, and in return Libya received sweetheart economic deals.</p>
<p>In fact, Italy agreed to pay Libya a five billion dollar reparations deal over its 1911-43 colonial rule, in the form of Italian investment over 20 years. At a conference in Italy in 2010, the Libyan leader also <a href="http://www.theguardian.com/world/2010/sep/01/eu-muammar-gaddafi-immigration">declared</a> that Europe would “turn black” unless it was more rigorous in turning back immigrants, which according to him would cost €5 billion a year.</p>
<p>Despite the chaos and mayhem caused by the NATO intervention in Libya, the country is still a key transit point for illegal migration from <a href="http://www.theguardian.com/world/africa">Africa</a> to Europe. A significant number of the black Africans living and working in Libya find themselves forced to escape to Europe because of the deep instability as well as the vicious racism they face.</p>
<p>Morocco has also zealously played its role as guardian of fortress Europe. In 2005, <a href="http://www.monitor.upeace.org/archive.cfm?id_article=315">twenty</a> people from sub-Saharan Africa died trying to cross the Spanish-Moroccan border fences at Ceuta and Melilla—some by falling, others by asphyxiation, and still others shot by the Moroccan army. In 2008, 30 people (including four children) drowned off the shore of Al-Hoceima (northeast of Morocco), after law enforcement authorities punched holes in their inflatable boat.</p>
<p>This <a href="http://mondediplo.com/2010/06/12expulsions">delocalisation</a> and militarisation of immigration control is perhaps best epitomised by the European Union agency Frontex, created in 2005 to intercept migrants between African shores and the Canary Islands, as well as in the Sicily canal, regardless of the violation of fundamental rights such as the right to asylum.</p>
<p>Frontex also participates in the return of these individuals from EU member states to third countries in what they call ‘Joint Return Operations,’ which have increased considerably in number (2,152 persons returned in 2013, compared with 428 in 2007).</p>
<p>The agency’s budget is steadily increasing: from €6.3 million in 2005, it rose to nearly €42 million in 2007 and had topped €97 million by 2014. Funds mainly come from the European commission and Schengen associated countries.</p>
<p>Despite its growing budget and military and surveillance equipment, everything indicates that deaths in the sea have not diminished. If anything, these obstacles push the clandestine migrants to take even more dangerous routes.</p>
<p>Frontex is now being put forward as the replacement for the Operation Mare Nostrum rescue program, with European leaders declaring that they need to crack down on smugglers, reinforcing the securitisation and the militarisation narrative rather than looking at the structural causes of the crisis.</p>
<p><strong>Algeria and its <em>harragas</em></strong><br />
Algeria is also playing along with its European neighbours in the ‘war on migrants.’ In 2009, it made ‘illegal immigration’ a punishable offence. The law stipulates that any Algerian leaving the national territory in an illegal way will get a jail sentence of two to six months.</p>
<p>In 2014, 7,842 illegal border-crossings were detected in the western Mediterranean region (areas on the southern Spanish coast and the land borders of Ceuta and Melilla). Most of the migrants were from western Africa (Cameroon and Mali in particular), but Algerians and Moroccans were among the <a href="http://frontex.europa.eu/assets/Publications/Risk_Analysis/Annual_Risk_Analysis_2015.pdf">top ten</a> nationalities, especially at the sea border. Until 2013, Algerians were topping the list through this maritime route (it was second in 2014, after Cameroon).</p>
<p>According to the 2015 Frontex <a href="http://frontex.europa.eu/news/frontex-publishes-annual-risk-analysis-2015-lA1x1g">annual risk analysis</a>, Algeria was ranked amongst the top ten nationalities in detected clandestine entries at border crossing points (BCPs) in 2014. Algeria was also ranked eighth in terms of people exceeding their legal period of stay within the EU.</p>
<p>More strikingly, from November 2010 to March 2011, 11 percent of the 11,808 irregular migrants intercepted in Greece by Frontex were identified as Algerians, behind Pakistanis (16 percent) and Afghans (23 percent). These alarming statistics were even more surprising because the number of Algerian migrants exceeded those of Morocco by a factor of two and were six times greater than Tunisians, despite the unrest in these two countries after <a href="https://www.opendemocracy.net/hamza-hamouchene/algeria-and-arab-spring">the Arab uprisings</a>.</p>
<p>The Algerian <em>Harraga</em> follow numerous maritime routes from Algeria to reach Europe: one from the coasts of Oran (west Algeria) towards continental Spain, one (less developed) links the shores of Dellys (100km east of Algiers) to the island of Palma de Majorca, and another connects the eastern coasts (Annaba and Skikda) towards the Italian island of Sardinia. They also use other routes through Tunisia, Libya and Turkey.</p>
<p><strong><em>Harga</em></strong><strong> and <em>hogra</em></strong><br />
All social classes are touched by the phenomenon of illegal migration: working class people, the unemployed, and university graduates, even doctors and engineers. Algerians leaving the country illegally are mainly unemployed or under-unemployed youth, men as well as women.</p>
<p>The question of why Algeria produces so many young migrants—more so than places with even bleaker economic prospects—is not easy to answer. But I will attempt here to explore it, highlighting the nature of the political system in Algeria as well as some of the socio-economic developments in the last three decades.</p>
<p><em>Harga</em> (the phenomenon of migrating illegally) literally refers to the verb ‘to burn’ in Arabic. Figuratively it means to overcome a restriction, like going through a red light or jumping the queue or, in this case, crossing borders and seas.</p>
<p>In a way <em>harga</em> represents the pursuit of a future that had come to a <a href="http://www.cairn.info/zen.php?ID_ARTICLE=HOMI_1300_0052#no1">dead end</a>in the home country. It is a means to overcome the restrictions on freedom of circulation imposed by the EU to escape the precariousness of unemployment and the hegemony of clientelist and oligarchic networks associated with the ruling regime in Algeria—in a nutshell everything that makes life unsustainable. The aim is to realise a life project that does not seem possible to achieve in the home country given present conditions.</p>
<p>One inhabitant of a marginalised and working class town in eastern Algeria, Sidi Salem in Annaba, reflecting upon his precarious situation and desperate life, said to his <em>Harrag</em> brother: “I lost the keys to my future in a cemetery in Algeria called Sidi Salem.”</p>
<p>Illegal immigration from Algeria is also the logical consequence of more than three decades of economic restructuring and trade liberalisation, which has decimated the productive and job-generating economy, leading to massive unemployment and the perpetuation of a rent-seeking mentality relying on oil and gas exports while importing everything else.</p>
<p>To understand <em>harga</em> it is necessary to couple it with the concept of <em>hogra</em> in Algeria. <em>Hogra</em> means contempt, disdain, exclusion and also describes an attitude that condones and propagates violence against the many, the <em>laissés pour compte</em> (the forgotten and marginalised masses).</p>
<p>Due to the restrictions on freedom of expression and association and also because of the lack of spaces for entertainment, art and creativity, young people feel suffocated, humiliated, without dignity—foreigners in their own country. The only horizon they can see is the one beyond the sea.</p>
<p>‘Civil society’ in Algeria is weak and fragmented, partly due to the traumatic civil war of the 1990s but also because of the ongoing stifling of political expression. Algerians face huge difficulties in setting up organisations or even getting authorisations for meetings and conferences if they are perceived to be critical or political in nature. Moreover, cultural production is still under the oppressive patronage of the official authorities, which always try to co-opt and kill creativity in the bud to avoid any form of subversion.</p>
<p>In that respect, it is an act denouncing authoritarianism, a culture of contestation coming from a social group that feels marginalised and neglected. The powerful message of the youth to the ruling classes in Algeria is “<em>Roma wella antoma</em>”, meaning “Rome rather than you”. They also say, “We’d rather die eaten by fish than eaten by worms.”</p>
<p>Instead of reindustrialising the country and investing in Algerian youths who risk their lives to reach the northern shores of the Mediterranean in order to escape the despair of being marginalised, the Algerian authorities offered financial support to the IMF, the neo-colonial tool of plunder that <a href="http://cadtm.org/Maroc-Algerie-Tunisie-Les">crippled the economy</a> in the first place.</p>
<p>In fact Algeria submitted to the neoliberal prescriptions of the IMF in the form of two structural adjustment programs (1992-1993, 1994-1999). While the brutal civil war was raging, these programs were pursued with all the disastrous consequences they had on the population: huge job losses, a decrease in purchasing power, cuts to public spending, increasing precariousness of salaried workers, opening up of foreign trade, and the privatisation of public companies. This is indeed shock doctrine and disaster capitalism under work.</p>
<p>Despite all the risks taken by clandestine migrants, the appeal of Europe is preserved by the Edenesque aura around it that is maintained by those who reach the other shore. Despite the difficulties, misery, exploitation, and racism Algerians are subjected to in the EU, it is anathema for them to say: we failed. How can they not succeed after all they’ve done to leave their beloved country, a country that has forsaken them and how can they be a disappointment to their dear families?</p>
<p><em>Harga</em> is only a reflection of <a href="http://www.jadaliyya.com/pages/index/14455/is-algeria-an-anti-imperialist-state">what has become of Algeria</a> and other African countries five decades after independence, with anti-national ruling elites only content with enriching themselves, and satisfying foreign capital.</p>
<p>To borrow the eloquent words of the late Latin American writer Eduardo Galeano, it seems that the ruling elite has no interest whatsoever in determining whether patriotism might not prove more profitable than treason, and whether begging is really the only formula for international politics. Sovereignty is being mortgaged by the Algerian regime, which has abdicated to its foreign masters.</p>
<p>People in Algeria and elsewhere in the global south immigrate because their countries economies are failing them, due to the ongoing capitalist exploitation and western imperialist domination that go hand in hand with repressive and corrupt regimes.</p>
<p>The immigration tragedy that we saw last April in the Mediterranean will go on as long as the entrenched authoritarian structures of power and oppression are still in place, as long as the looting of our natural resources is underway by means of unfair trade deals and outside military interventions, as long as the profoundly unjust system we live in continues subjugating our countries and maintaining their subaltern positions as exporters of cheap natural resources and markets for rich countries’ industrialised products.</p>
<p>Tragedies of this scale will continue unless we do away with the domination and exclusion of the wretched of the earth and the damned of the sea. It is necessary and urgent to engage in the struggle for global justice against a system that puts profits before humans.</p>
<p>*<em>Hamza Hamouchene is an activist and President of the Algerian Solidarity Campaign based in London</em></p>
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		<title>Drames des migrants: le choc d’une mondialisation à deux vitesses</title>
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		<pubDate>Sun, 03 May 2015 11:41:58 +0000</pubDate>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Révolté face au manque d’implication des gouvernements concernés par les récents drames de migrants et face à l’attitude opportuniste et inhumaine de l’agence Frontex, un jeune photojournaliste, qui travaille depuis plusieurs mois sur le thème de l’immigration clandestine entre Afrique et Europe, témoigne. Son point de vue a retenu notre attention. Alimentée de notre analyse, nous vous partageons sa vision alternative des causes et responsabilités de ces drames humains qui emportent hommes, femmes et enfants, migrants sans visage, désespérés, livrés aux mains de passeurs mafieux.</p></blockquote>
<p><a href="http://clementburelle.wix.com/french">Clément Burelle</a><br />
<a href="https://mrmondialisation.org/le-choc-dune-mondialisation-a-deux-vitesses/">Mr Mondialisation</a><br />
26 Apr 2015</p>
<p>Suite aux derniers évènements en Italie¹ (800 migrants ont de nouveau trouvé la mort en Méditerranée le dimanche 19 Avril), on constate une nouvelle frénésie autour d’images chocs liées à une « invasion » de migrants venant « en masse » sur les côtés européennes. Nos politiques réitèrent les mêmes discours valables d’année en année « il faut agir maintenant ».</p>
<p>Mais qui s’interroge sur « le pourquoi » de ces tentatives de migrations en masse…?</p>
<div id="attachment_4475" class="wp-caption aligncenter" style="width: 360px"><a href="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2015/05/kadjali.jpg"><img class="size-full wp-image-4475" title="kadjali" src="http://alice.ces.uc.pt/news/wp-content/uploads/2015/05/kadjali.jpg" alt="" width="360" height="222" /></a>
<p class="wp-caption-text">Kadjali, jeune gambien rescapé de deux naufrages à Lampedusa – 2014 © Clément Burelle</p>
</div>
<p><strong>Et si le problème venait du fonctionnement de nos sociétés ?</strong><br />
Outre les mécanismes viciés de la dette, les dogmes du FMI imposent l’ouverture des frontières aux importations, accompagnée de politiques d’ajustement mettant à mal l’autonomie alimentaire locale des pays et le peu de services publics que les indépendances avaient réussi à développer.</p>
<p>Conséquence, un protectionnisme aux arguments bancals favorise systématiquement le Nord : la politique agricole communautaire ou la subvention du coton américain, par exemple, plombent la production africaine. Les monocultures intensives implantées par des grands groupes européens font table rase de l’agriculture vivrière (auto-consommation). L’importation à prix cassé de riz brisé asiatique² supplante le riz autochtone.</p>
<p>« L’impérialisme c’est quoi ? Regardez dans vos assiettes quand vous mangez: les grains de riz, de maïs, de mil importés, c’est ça l’impérialisme. » – Thomas Sankara³, président du Burkina Faso assassiné le 15 octobre 1987</p>
<p>Autre exemple, Au Sénégal, des accords de pêche iniques4 ouvrent la voie au saccage des ressources halieutiques par les bateaux-usines japonais et européens. Citons les rouages corrupteurs de la Françafrique, les guerres du diamant, le pillage du pétrole, de l’or, de l’uranium, du coltan, de la bauxite, accaparement des terres, massacre environnemental du golf du Niger… La responsabilité directe de l’occident dans la situation désespérante de millions d’africains n’est plus à démontrer. Nous sommes d’ailleurs très nombreux à nous indigner devant des reportages où femmes et enfants souffrent d’exploitations alors que les acteurs occidentaux jouent un rôle majeur dans la perpétuation de ces inégalités.</p>
<p>Une question se pose alors : Avant de prétendre contrôler les mouvements migratoires, ne vaudrait-il mieux pas tenter de freiner la mise à sac des mers et des terres africaines ? Mais qui serait assez insolent pour exiger cela d’un système qui se prétend juste et équitable ? Ce serait contraire à « la liberté d’entreprendre » ! Alors pour protéger cette illusion de liberté, on enferme les populations derrière des grilles. Drôle de paradoxe!</p>
<p>« Un peuple prêt à sacrifier un peu de liberté pour un peu de sécurité ne mérite ni l’une ni l’autre, et finira par perdre les deux. » – Benjamin Franklin</p>
<p>Il parait incroyable que la terre de la dite « démocratie » soit contrainte aujourd’hui de construire un mur autour d’elle et que des soldats doivent la défendre par le biais d’une agence nommée Frontex. Une illusion de liberté et de justice que nous vendent nos politiques au quotidien. L’exemple le plus affligeant (après celui de Bush) est certainement celui de Zappatero (chef du gouvernement espagnol de 2004 à 2011) qui affirmait durant un discours au Mexique en 2007 devant les nouvelles barrières installées par les USA : « Il n’y a pas de mur, aussi haut, long et large soit-il, capable de s’opposer au rêve d’une vie meilleure. »</p>
<p>Bien sur, ce jour là, il n’évoquait pas ses contrats signés en 2005 au sujet de la « muraille d’intelligence radicale » (MIR) de l’enclave espagnole de Melilla.</p>
<p>La liste de ces illusions de liberté et justice est longue. La puissance des mots sur « le théâtre des opérations » est primordiale pour convaincre le spectateur et lui donner ce sentiment d’agressé nécessaire pour parvenir à restreindre toujours plus sa propre liberté (plus que jamais d’actualité avec le nouveau projet de loi liberticide sur le renseignement). Il est triste de constater que circuler sans entraves dans le village global est aujourd’hui le privilège des marchandises, des capitaux et des citoyens occidentaux – dont beaucoup malgré les revenus modestes, peuvent aller jouer aux riches dans les pays du Sud, afin de faire travailler l’industrie du tourisme à bas prix (majoritairement européenne).</p>
<p>En 2005 l’immigration clandestine faisait face à un bouleversement et je suppose qu’aujourd’hui, 10 ans plus tard, nous passons à une nouvelle étape avec ces « vagues de bateaux déferlant sur l’Europe. » Sorte de manipulation par la peur mise en place par l’Europe, reprenant les mêmes stratégie qu’en 2005.</p>
<p><strong>Que s’est il passé durant cette année clé ?</strong><br />
De nombreuses agressions avaient eu lieu côté marocain (près des enclaves espagnoles de Melilla et Ceuta). En juin 2005 on découvrait alors ces effroyables images de Ceuta, des vagues de migrants tentant la traversée en masse (plus de 2000 migrants) et passant par dessus les grilles comme un seul homme.</p>
<p>Ces assauts groupés étaient la conséquence directe du harcèlement accru auquel les forces auxiliaires marocaines soumettaient depuis le début de l’année les campements de clandestins installés aux abords des deux villes espagnoles de Melilla et Ceuta.</p>
<p>Ce changement d’attitude interloquait toutes les organisations d’aides aux réfugiés. José Palazon (à la direction de l’association d’aide aux réfugiés PRODEIN de Melilla confiait d’ailleurs au printemps 2005 : « Avant les migrants sautaient le grillage par petits groupes et des que la guardia civil les repérait, ils levaient les bras et retournaient vers le Maroc sans opposer de résistance. Ce sont les raids sur les camps, les refoulements dans le désert et les brutalités policière qui ont provoqué ces expéditions désespérées. »</p>
<p>Du jour au lendemain les médias traitaient ce sujet en boucle ayant pour effet d’alimenter la peur de l’étranger venu nous envahir. Le coupable parfait à la crise restera toujours la différence. Bien sur, sans jamais s’interroger sur les causes qui provoquent, d’une part, l’immigration, d’autre part, ces assauts soudainement groupés qui n’avaient jusque là jamais eu lieu.</p>
<p><strong>Manipulation de l’opinion ?</strong><br />
En 2005, El Pais (revue espagnole) évoquait la thèse d’une éventuelle manipulation des troupes marocaines par le gouvernement espagnol. Après études, 14 ONG demandaient au gouvernement de Zappatero de s’expliquer sur ces accusations (toutes déboutées…). Quelle serait l’intérêt d’une telle manipulation ? Probablement à cause de sa concomitance avec le sommet hispano-marocain organisé à Seville quelques mois plus tard du 28 au 30 septembre 2005.</p>
<p>Selon diverses ONG, le Maroc aurait acculé les clandestins à attaquer la frontière afin d’instrumentaliser l’effroi suscité et de négocier aux côtés de l’Espagne la hausse des aides de l’Union Européenne. Ainsi l’année 2005 aura été une période de réajustement exceptionnelle dans la gestion de la frontière. Les effets immédiats : l’envoi de renforts a accentué la militarisation de la frontière, 700 légionnaires côté espagnol et 1600 membres des forces auxiliaires ce qui portait à un total de 2700 le nombre de garde frontières.</p>
<p>Mais lors de ces sommets, les tractations ne portaient bien sur pas uniquement sur « le problème de l’immigration. » Ainsi la même année, en échange de 160 millions d’euros versés par le FAD-OCDE au Maroc (Organisation de coopération et développement économique), l’Espagne obtint – comme par miracle – quatorze projets d’exploitation de ressources naturelles marocaines (phosphate, fer, argent, or, sable de silice).</p>
<p>A toute vitesse et grâce à l’injection de 20 millions d’euros, L’Europe a continué à surélever ses remparts (passant de 3m50 à 6 mètres) tout en ajoutant une troisième grille entre les deux dite « non agressive » . L’édification de cette muraille fut achevée à l’été 2006. Elle comprend notamment un système de panneaux mobiles, sorte de catapultes permettant d’éjecter les assaillants (dans le vide). Un système d’alarmes et de gaz lacrymogène au piment tous les 100 mètres. Face à cette nouvelle muraille qu’on croirait sortie d’un mauvais film hollywoodien, les trajets se voyaient changer…</p>
<p>Mais loin de disparaitre, les routes clandestines n’ont fait qu’emprunter de nouveaux itinéraires. Selon Reuters (dépêche du 19 mai 2006) de janvier à mai 2006, environ 7000 clandestins débarquèrent aux Canaries, 5 fois plus qu’en 2005 au cours de la même période. Ce nombre d’arrivées auraient ensuite chuté de 70% dés l’entrée en action de l’agence Frontex.</p>
<p><strong>Frontex, la milice privée qui « protège » l’Europe</strong><br />
Frontex c’est quoi ? Une agence européenne pour la coopération opérationnelle aux frontières extérieures des états membres de l’UE. Elle agit pour ainsi dire, comme une sorte de milice privée pour l’Europe. Cette agence est entrée en action 6 mois après les évènements de Ceuta et Melilla (avec les opérations Héra focalisées uniquement sur les Canaries).</p>
<p>Ces périlleuses traversées des eaux atlantiques ayant été multipliées par cinq depuis le verrouillage de Gibraltar, on peut en conclure que la médiatisation des « attaques » de 2005 aurait servi – entre autres – de rampe de lancement à Frontex. En dehors de tout contrôle démocratique, cette agence a été créée par règlement en 2004. Elle est d’ailleurs décrite par Jean Ziegler (homme politique et sociologue suisse , rapporteur spécial auprès de l’ONU) comme « une organisation militaire semi clandestine » (L’empire de la honte aux éditions Fayards).</p>
<p>Sans surprise, dans leur rapport annuel de 2006, L’UE et Frontex n’évoquaient pas le nombre de morts en mers qui aurait augmenté de 50%. C’est ainsi que les trajets se sont trouvés à nouveau bouleversés et qu’en 2008, 30.000 « boats people » ont débarqué sur les côtes italiennes, 10.000 de plus qu’en 2007 (Haut-commissariat des Nations unies pour les réfugiés).</p>
<p>Acculés aux barrières les trajets ne cessent de changer et ne font que s’adapter à la violence de nos frontières.<br />
Ainsi entre 2007 et 2013 Frontex se voyait allouer un budget par l’Europe de 1247 millions d’euros (Frontex, lecture critique de Maud Marie Boliveau). Rien de mieux que la guerre en temps de crise. 900 millions ont servi à la mise en place de « systèmes d’informations à grande échelle » et 62 millions pour la création d’un observatoire des migrations. Il saute aux yeux que Frontex n’a pas pour mission le sauvetage d’individus en mer. Embryon d’armée européenne, sa présence est bien plus que dissuasive mais joue aussi et surtout un rôle dans une aggravation du contexte géopolitique mondial provoquant toujours plus de victimes.</p>
<p>18/19 avril 2015 : 700 morts<br />
15 avril 2015 : 400 morts<br />
15 septembre 2014 : 500 morts<br />
12 octobre 2013 : 50 morts<br />
3 octobre 2013 : 366 morts<br />
8 septembre 2012 : 200 morts<br />
6 avril 2011 : 150 morts<br />
31 mars 2009 : 230 morts<br />
15 août 2007 : 14 morts<br />
21 juin 2003 : 212 morts</p>
<p>Depuis 2000 : 22 400 morts (source OIM)</p>
<p>Ses opérations d’interception menées contre des êtres désarmés ressemblent à de sinistres manœuvres de chasses contre l’humain (en 2014; 75 % des migrants qui sont morts dans le monde ont péri en Méditerranée – Source OIM). Elles ont pour effet principal d’éloigner les routes de l’immigration irrégulière augmentant toujours plus la vulnérabilité des clandestins, les livrant à l’emprise de réseaux de trafiquant toujours plus malsains et de mieux en mieux organisés, sans chercher de réponses aux causes du problème (qui s’avère souvent être rentable).</p>
<p>Ces drames résonnent comme un cri sans écho au cœur de nos assemblées qui enchainent les commémoration face aux caméras du monde répétant constamment « qu’il faut agir maintenant » sans pour autant s’impliquer dans ces changements. En effet, ces changements reviendraient à remettre en question certains fondement d’une mondialisation à sens unique fondée sur les inégalités, et de manière plus profonde, une remise en cause de certains modes de vie qui, sans l’exploitation des ressources des pays émergents, ne seraient pas soutenables et ne le sont déjà pas d’un point de vue écologique.</p>
<p>C’est ainsi, par le refus d’une remise en question systémique du « système » , qu’on en arrive à des catastrophes humanitaires d’une ampleur dramatique. Des drames qui sont le reflets de la violence de nos frontières, de l’hypocrisie de nos gouvernements et de l’opportunisme de l’agence Frontex. La domination de l’argent sur tous les aspects de la vie nous enferme sur nos acquis, nous obligeant à pointer l’Autre du doigt, tout en nous rendant étranger à nous-mêmes et à nos valeurs constituantes : Liberté, Égalité, Fraternité.</p>
<p>« Ne pouvant fortifier la justice, on a justifié la force. » – Blaise Pascal</p>
<p>« On sera riche ensemble, ou on va se noyer tous ensemble » – Fatou Diome</p>
<p><iframe width="460" height="260" src="https://www.youtube.com/embed/BJI9eJYZ9TE" frameborder="0" allowfullscreen></iframe></p>
<p>¹ : Dimanche 12 et lundi 13 avril 2015, environ 6500 migrants sont arrivés sur les côtes italiennes – Voir article du Huffington post du 15 avril 2015</p>
<p>² : Documentaire de 17mn d’Euronews à voir sur le même thème que l’importation du riz : l’Europe plume l’Afrique (importation du poulet d’Europe en Afrique)</p>
<p>³ : Document à voir de TV5 Monde au sujet de Thomas Sankara ici</p>
<p>4 : Le Sénégal a signé, le 25 avril 2014, un accord bilatéral avec l’Union européenne sur la pêche. Cet accord permet à 38 navires de pêcher du thon, pendant cinq ans, dans les eaux sénégalaises. A lire : Sénégal: colère des pêcheurs après la signature d’un accord avec l’UE (RFI)</p>
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		<title>Boaventura de Sousa Santos: La extraña levedad de la historia</title>
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		<pubDate>Thu, 30 Apr 2015 17:50:04 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Hay gente demasiado pequeña para ser humana. Tal vez siempre haya sido así, pero desde que la modernidad occidental se expandió por el mundo gracias al colonialismo y al capitalismo la contradicción entre la igual dignidad de todos los seres humanos y el trato inhumano dado a algunos grupos sociales tomó la forma de una fractura abismal. </p></blockquote>
<p><a href="http://blogs.publico.es/espejos-extranos/2015/04/28/la-extrana-levedad-de-la-historia/">Publico.es</a><br />
28 Apr 2015</p>
<p>Una fractura por la que corrió mucha sangre y se destiló mucha hipocresía. Las zonas de subhumanidad fueron teniendo varias poblaciones (salvajes, indígenas, mujeres, esclavos, negros) pero nunca fueron clausuradas; por el contrario, se renovaron con nuevas poblaciones que ahora sustituyen a las antiguas. La zona más reciente es la de los inmigrantes indocumentados. Por eso, la sangre derramada en el Mediterráneo viene de muy lejos, tanto en el tiempo como en el espacio. Y no es casualidad que hoy se vierta tanto en el extremo norte como en el extremo sur del mismo continente, en Sudáfrica.</p>
<p>Las zonas de subhumanidad son zonas de no ser, donde quien no es verdaderamente humano no puede reclamar ser tratado como tal, es decir, ser sujeto de derechos humanos. A lo sumo, es objeto de discursos de derechos humanos por parte de los que viven en las zonas de humanidad. A estos no les pasa por la cabeza que las zonas donde viven no serían lo que son si no existiesen las zonas donde los “otros” “subviven” y de las que quieren salir desesperadamente movidos por la escandalosa aspiración a una vida digna. Y no les pasa por la cabeza porque la historia no les pesa; por el contrario, les confirma que sólo los emprendedores victoriosos (individuales y colectivos, pasados y presentes) merecen la humanidad de la que disfrutan. La filantropía les hace bien, pero no tienen deudas que saldar con nadie.</p>
<p>Sólo que no hay historia de vencedores sin historia de vencidos y estos, a menudo, no perdieron por ser humanamente menos dignos, sino sólo por no saber o poder defenderse de las atrocidades y saqueos a que fueron sometidos. En la sangre que corre en los dos extremos de África hay mucha injusticia histórica y muchas historias entrelazadas. El colonialismo europeo no terminó con la independencia de muchos de los países de los que huyen los inmigrantes. Continuó bajo la forma de controles militares y económicos, de fomento de rivalidades entre grupos étnicos para garantizar el acceso a las materias primas o para asegurar posiciones en la Guerra Fría. Muchos de los Estados fallidos fueron activamente producidos como fallidos por los poderes occidentales. El caso más reciente y trágico es Libia. ¿No era Libia una de las fronteras más seguras al sur de la Unión Europea? ¿Mereció la pena destruir un país para garantizar más fácil acceso al petróleo y servir a los intereses geoestratégicos de Israel y Estados Unidos?</p>
<p>Pero la historia del colonialismo europeo es mucho más compleja de lo que se puede imaginar y sólo esta complejidad puede ayudar a explicar lo que está sucediendo en Sudáfrica. ¿En qué medida los colonizados aprendieron con los colonizadores la arrogancia de racismo? Formalmente un país independiente, Sudáfrica fue, desde el inicio del siglo XX y hasta 1994, gobernado por una de las formas más crueles de colonialismo interno, el régimen del apartheid. El racismo institucionalizado, mucho más allá de una relación de poder basada en la inferioridad inherente de los negros, se convirtió en una forma general de ser y saber (racismo cognitivo) que insidiosamente se fue liberando de las grandes diferencias del color de la piel para ejercerse. ¿Es por eso que los negros sudafricanos son considerados el pueblo más intolerante de África hacia los extranjeros pobres y negros? ¿Acaso ellos, que se liberaron del apartheid, no se liberaron totalmente del régimen de ser y saber en el que se basaba? ¿Será que, como es propio de la ideología racista, un tono más oscuro de piel corresponde a un grado más bajo de humanidad? ¿Es que la solidaridad de mozambiqueños y zimbabuenses en la lucha contra el apartheid es una parte de la historia que los sudafricanos no quieren recordar para no tener que pagar deudas? ¿O acaso los sudafricanos corren el riesgo de ser europeos fuera de lugar?</p>
<blockquote><p>A estranha leveza da história</p></blockquote>
<p>30 Apr 2015</p>
<p>Há gente demasiado pequena para ser humana. Talvez tenha sido sempre assim, mas desde que a modernidade ocidental se expandiu no mundo graças ao colonialismo e ao capitalismo a contradição entre a igual dignidade de todos os seres humanos e o tratamento desumano dado a alguns grupos sociais tomou a forma de uma fratura abissal. Uma fratura por onde correu muito sangue e se destilou muita hipocrisia. As zonas de sub-humanidade foram tendo várias populações — selvagens, indígenas, mulheres, escravos, negros — mas nunca foram encerradas; pelo contrário, foram sendo renovadas com novas populações que ora se juntaram ora se substituíram às antigas. A zona mais recente é a dos imigrantes indocumentados. Por isso, o sangue vertido no Mediterrâneo vem de muito longe, tanto no tempo como no espaço. E não é por coincidência que seja hoje vertido tanto no extremo norte como no extremo sul do mesmo continente, na África do Sul.</p>
<p>As zonas de sub-humanidade são zonas de não-ser, onde quem não é verdadeiramente humano não pode reclamar ser tratado como humano, isto é, ser sujeito de direitos humanos. Quando muito, é objeto dos discursos de direitos humanos por parte daqueles que vivem nas zonas de humanidade. A estes não passa pela cabeça que as zonas onde vivem não seriam o que são se não existissem as zonas onde os “outros” “sub-vivem” e donde desesperadamente querem sair movidos pela escandalosa aspiração a uma vida digna. E não lhes passa pela cabeça porque a história não lhes pesa; pelo contrário, confirma-lhes que só os empreendedores vitoriosos (individuais e coletivos, passados e presentes) merecem a humanidade de que disfrutam. A filantropia faz-lhes bem mas não têm dívidas a saldar com ninguém.</p>
<p>Só que não há história de vencedores sem história de vencidos e estes, muitas vezes, não perderam por serem humanamente menos dignos, mas apenas por não saberem ou poderem defender-se das atrocidades e dos saques a que foram sujeitos. No sangue que corre nos dois extremos de África há muita injustiça histórica e muitas histórias entrelaçadas. O colonialismo europeu não terminou com a independência de muitos dos países donde fogem os imigrantes. Continuou sob a forma de controlos militares e económicos, de fomento de rivalidades entre grupos étnicos para garantir acesso às matérias-primas ou para garantir posições na Guerra Fria. </p>
<p>Muitos dos Estados falhados foram ativamente produzidos como falhados pelos poderes ocidentais. O caso mais recente e mais trágico é a Líbia. Não era a Líbia uma das fronteiras mais seguras a sul da União Europeia? Mereceu a pena destruir um país para garantir acesso mais fácil ao petróleo e servir os interesses geoestratégicos de Israel e dos EUA? Mas a história do colonialismo europeu é muito mais complexa do que se pode imaginar e só essa complexidade pode ajudar a explicar o que se passa na África do Sul. Em que medida é que os colonizados aprenderam com os colonizadores a arrogância do racismo? Formalmente um país independente, a África do Sul foi, desde o início do séc. XX e até 1994, governada por uma das formas mais cruéis de colonialismo interno, o regime do apartheid. O racismo institucionalizado, muito para além de uma relação de poder assente na inerente inferioridade dos negros, tornou-se uma forma geral de ser e de saber (racismo cognitivo) que insidiosamente se foi libertando das grandes diferenças da cor da pele para se exercer. Será que é por isso que os negros sul-africanos são considerados o povo de África mais intolerante em relação a estrangeiros pobres e negros? Será que aqueles que se libertaram do apartheid não se libertaram totalmente do regime de ser e de saber em que ele assentava? Será que, bem à maneira da ideologia racista, um tom mais escuro de pele corresponde a um grau mais baixo de humanidade? Será que a solidariedade de moçambicanos e zimbabwianos na luta contra o apartheid é uma parte da história que os sul-africanos não querem recordar para não terem de pagar dívidas? Será que os sul-africanos correm o risco de serem europeus fora do lugar?</p>
<blockquote><p>The Strange Lightness of History</p></blockquote>
<p>27 Apr 2015</p>
<p>Some people are just too small to be human, and maybe that has always been the case. But ever since Western modernity grew to span the world thanks to colonialism and capitalism, the contradiction between equal dignity for all human beings and the inhuman treatment of some social groups has taken the shape of an abyssal fracture, into which a lot of blood has been spilled and much hypocrisy distilled. The zones of sub-humanity have been inhabited by a succession of populations – savages, indigenous peoples, women, slaves, blacks – but they never really came to an end; on the contrary, they were renewed by the influx of new populations that either joined or replaced the old ones. The most recent zone is that of undocumented immigrants. This is why the blood shed in the Mediterranean stretches back a long away, both in time and in space. </p>
<p>And it is no coincidence that it is now being shed in the continent’s northernmost parts as well as in its southernmost country, South Africa. The zones of sub-humanity are regions of non-being, where if you are not truly human you cannot claim to be treated as human, that is to say, to be a subject with human rights. You will be, at most, the object of speeches on human rights made by those living in the zones of humanity. As to the latter, it never crosses their minds that the zones where they live would not be what they are if it weren’t for the zones where the “others” “underlive” and which those others desperately want to escape, led by the scandalous yearning for a decent life. And the reason it never crosses their minds is because history does not weigh on their conscience, but rather confirms, in their eyes, that only successful entrepreneurs (both individual and collective, past and present) are deserving of the humanity they have been allotted. Philanthropy is good for them, but they have no outstanding debt to anyone.</p>
<p>The truth is, however, that there is no history of vanquishers without a history of the vanquished, who often lost not because they were humanly less worthy, but merely because they either could not or did not know how to defend themselves from the atrocities and the plundering they were subjected to. The blood now flowing in Africa’s northern and southern tips is filled with historical injustices and many interwoven (hi)stories. European colonialism did not end with the independence of many of the countries those migrants keep fleeing. It went on in the form of military and economic control and of the instigation of rivalries among ethnic groups the better to ensure access to raw materials or achieve a position of advantage in the Cold War. Many failed states were actively produced as failures, to begin with, by the Western powers, the most recent and tragic case being that of Libya. Didn’t Libya use to be one of the safest borders south of the European Union? Was it worth destroying a whole country to make oil more accessible and to accommodate the geostrategic interests of Israel and the US?</p>
<p>But the history of European colonialism is a lot more complex than one might imagine, and this complexity is what helps explain the events in South Africa. To what extent have the colonized learned from the colonizers the arrogance of racism? Although formally an independent country, from the early 20th century up until 1994 South Africa was ruled by one of the cruelest forms of internal colonialism: the apartheid regime. More than just a power relationship based on the inherent inferiority of blacks, institutionalized racism became an overall way of being and knowing (cognitive racism) that gradually and insidiously shed major distinctions in skin colour until it became all-encompassing. Could that be the reason why black South Africans are seen as the most intolerant people towards poor black foreigners in all of Africa? Could it be that those who freed themselves from apartheid did not free themselves entirely from the regime of being and knowing on which it was based? Could it also be that, in typical racist ideology fashion, a darker shade of skin equals a lower degree of humanity? Could it be that the solidarity of Mozambicans and Zimbabweans in the struggle against apartheid is a part of history South Africans do not wish to remember so they don’t have to pay their debts? Are South Africans in danger of becoming misplaced Europeans?</p>
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		<title>Em resposta às tragédias do Mediterrâneo, Europa fecha-se mais</title>
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		<pubDate>Thu, 23 Apr 2015 14:53:16 +0000</pubDate>
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</ol>]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Anteprojeto confidencial da resolução do Conselho Europeu desta quinta-feira, a que o <em>The Guardian</em> teve acesso, revela que a UE apenas aceitará dar refúgio a 5.000 imigrantes, o que equivale a dizer que pelo menos 150 mil serão repatriados. Expetativa de reforço das operações para evitar naufrágios pode ser frustrada.</p></blockquote>
<p><a href="http://www.esquerda.net/artigo/em-resposta-tragedias-do-mediterraneo-europa-fecha-se-mais/36734">Esquerda.Net</a><br />
23 Apr 2015</p>
<p>A maioria dos migrantes que conseguirem atravessar o Mediterrâneo serão repatriados, segundo um rascunho de resolução confidencial a que o diário britânico The Guardian teve acesso e que deverá ser aprovada no Conselho Europeu extraordinário desta quinta-feira.</p>
<p>O documento fala em 5.000 pessoas que terão refúgio no ano, o que significa que pelo menos 150 mil migrantes deverão ser devolvidos aos países de origem, através de um programa de retorno rápido coordenado pela agência de fronteiras da UE, a Frontex.</p>
<p><strong>“Não podemos ter ações proativas de salvamento”</strong><br />
Ainda segundo o <em>The Guardian</em>, as esperanças de que haja uma ampliação das operações de busca e salvamento no Mediterrâneo com o objetivo de evitar novos naufrágios e mortes em massa, podem ver-se frustradas.</p>
<p>O documento apenas confirma a decisão de duplicar o financiamento das operações Triton e Poseidon, que apenas patrulham uma área de 30 milhas da costa italiana. E o chefe do Frontex, Fabrice Leggeri, já veio dizer que estas operações não devem ter principalmente como objetivo salvar vidas: “No nosso plano operacional, não podemos ter provisões para ações proativas de busca e salvamento. Esse não é o mandato do Frontex e isto não cabe, no meu entendimento, no mandato da UE”, disse.</p>
<p><strong>“Destruir embarcações”</strong><br />
Em vez disso, os líderes europeus vão pôr a tónica nos “esforços sistemáticos por identificar, capturar e destruir embarcações antes de serem usadas pelos traficantes”.</p>
<p>Por isso, apesar de o documento afirmar que a prioridade é evitar mais mortes, pretende fazê-lo “reforçando a presença no mar para combater os traficantes, evitando os fluxos de migração ilegal e reforçando a solidariedade interna”. A velha fórmula da Europa fortaleza.</p>
<blockquote><p>Manifestação apela ao fim do &#8220;genocídio no Mediterrâneo&#8221;</p></blockquote>
<p>Esta quinta feira (23) às 18h está marcada uma ação de protesto junto à representação da UE em Lisboa. A deputada bloquista Helena Pinto diz que &#8220;a Europa não pode lamentar mortes no mar e fechar as portas a quem cá quer entrar&#8221;.</p>
<p>As associações <a href="https://www.facebook.com/pages/SOS-Racismo/516243838405051?fref=ts">SOS Racismo</a> e <a href="https://www.facebook.com/renovar.a.mouraria?fref=ts">Renovar a Mouraria</a> convocaram uma ação de protesto para quinta-feira às 18h no Largo Jean Monnet (nas traseiras do Cinema São Jorge, à Av. Liberdade, em Lisboa) para &#8220;exigir uma mudança radical das politicas da Europa fortaleza de fecho de fronteiras, confinamento e criminalização dos migrantes e refugiados&#8221;.</p>
<p>&#8220;O Mediterrâneo transformou-se na maior vala comum do planeta&#8221;, sublinham as associações, que acusam a política de gestão das fronteiras da UE de &#8220;ignorar e violar o direito de asilo, as liberdades e garantias, nomeadamente, a liberdade de circulação e de instalação&#8221;.</p>
<p>À hipocrisia dos dirigentes europeus, que culpam as mafias e os traficantes sem escrúpulos sempre que ocorre uma tragédia como as desta semana, as associações respondem com perguntas: &#8220;porque e como surgiram as máfias e os traficantes? Se houvesse vias regulares, seguras e dignas de entrada na Europa, escolheriam os imigrantes arriscar as suas vidas recorrendo a estas redes?&#8221;.</p>
<p>&#8220;A União Europeia empenha-se em construir muros, arames farpados, comprar navios e dispositivos militares, investindo centenas de milhões de euros em sistemas de repressão contra migrantes desarmados, com a sinistra ilusão de que vai construir uma barreira intransponível contra os migrantes e os refugiados. Ou seja, contra quem arrisca a vida em busca de melhores condições de vida!&#8221;, lamentam os organizadores da concentração &#8220;STOP ao genocídio no Mediterrâneo&#8221;.</p>
<p>Quanto ao programa europeu Triton, que substituiu o Mare Nostrum, as associações dizem que ele &#8220;dispõe de menos meios e está claramente vocacionado para uma vigilância passiva a montante e, obviamente, é cúmplice dos mafiosos por omissão e desresponsabilização&#8221;. Os organizadores exigem ainda o fim do Frontex e de todos os mecanismos de repressão contra os migrantes, mudanças nas políticas de concessão de visto nos países de origem, a revogação do Regulamento de Dublim III, &#8220;contrário ao espírito de solidariedade e do direito de asilo&#8221;, e a liberdade de circulação das pessoas, &#8220;porque enquanto assim não for, as mortes continuarão e serão da responsabilidades das políticas que impedem a sua concretização&#8221;.</p>
<blockquote><p>Tsipras defende plano europeu para enfrentar drama humanitário no Mediterrâneo</p></blockquote>
<p>O primeiro ministro grego apoia a proposta do homólogo italiano para um Conselho Europeu extraordinário sobre a crise humanitária dos refugiados e imigrantes que arriscam a vida na travessia do Mediterrâneo.</p>
<p>Numa declaração divulgada esta segunda-feira, Alexis Tsipras revela que contactou o primeiro-ministro italiano Matteo Renzi para lhe transmitir o apoio à convocação de um Conselho Europeu extraordinário dedicado ao tema do aumento da vaga de refugiados com destino à Europa. &#8220;O Mediterrâneo deve deixar de ser um mar-cemitério (…) e voltar a ser um berço da civilização, de comunicação, de comércio e de humanidade&#8221;, defendeu o líder do governo grego.</p>
<p>Nesta declaração, Tsipras propõe aos países da UE um plano a três níveis: em primeiro lugar, o reforço das estruturas de gestão da imigração e de busca e salvamento no Mediterrâneo; em segundo lugar, o apoio aos países mediterrânicos europeus &#8220;que recebem uma vaga de migrantes e refugiados bem superior às suas cpacidades, com uma repartição justa dos encargos ao nível do apoio económico e do acolhimento&#8221;; e em terceiro lugar, &#8220;iniciativas diplomáticas para a solução pacífica dos conflitos na Síria, no Iraque e na Líbia, bem como para a luta eficaz contra o jiadismo&#8221;.</p>
<p>O primeiro-ministro grego recupera ainda o apelo que lançou para uma Conferência dos dirigentes dos países mediterrânicos da UE, &#8220;para que os países mais afetados por este fenómeno possar coordenar-se melhor ao nível europeu&#8221;.</p>
<p>&#8220;Não há tempo a perder. Cada minuto perdido custa vidas humanas&#8221;, conclui Alexis Tsipras.</p>
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		<title>Fascismo electoral: acoso (y derribo) de la democracia en Italia</title>
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		<pubDate>Tue, 15 Jul 2014 14:04:01 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Asistimos a una forma inédita de destrucción de las instituciones representativas que llamamos fascismo electoral: la apropiación elitista de los fundamentos institucionales del Estado para ponerlos al servicio de intereses plutocráticos, mercantiles y bancarios. “Fascismo” se refiere a una política que establece el orden de una sociedad con poder y violencia contra las necesidades del pueblo y de acuerdo con los poderes dominantes. Se atribuye a Mussolini la afirmación según la cual el fascismo debería llamarse corporativismo, porque representa la fusión del poder estatal con el poder corporativo o económico.</p></blockquote>
<p><a href="http://blogs.publico.es/dominiopublico/10485/fascismo-electoral-acoso-y-derribo-de-la-democracia-en-italia/">Publico.es</a><br />
15 Jul 2014<br />
Antoni Aguiló*<br />
Dino Costantini**</p>
<p>Lo novedoso del fascismo electoral es que no elimina las reglas de juego de la democracia liberal: no prohíbe la pluralidad ni la competencia partidaria, no derogue la libertad de prensa ni las organizaciones sindicales, y tampoco necesita cámaras de gas ni líderes carismáticos. Al contrario: para imponer su voluntad, se inserta en las instituciones representativas ocupando puestos clave e invade la agenda pública mediante el control capilar de los medios de comunicación. Para ello se vale de un Estado empresarial y policial que asegura la hegemonía del capitalismo. El resultado es la corrosión del sentido de la representación política y la dinámica electoral.</p>
<p>Italia es uno de los países donde el fascismo electoral más ha avanzado. El punto de partida simbólico de la reducción y vaciamiento progresivo de las instituciones de la democracia representativa es la reforma electoral de 1994, que consagra un sistema mayoritario promotor del bipartidismo y la bipolarización.</p>
<p>Todos los males de medio siglo de democracia bloqueada (por razones geopolíticas que impidieron que los votos del Partido Comunista Italiano, el mayor en las elecciones de 1981, pudieran utilizarse para formar gobierno) se atribuyen a las ineficiencias del sistema electoral proporcional. Así, en nombre de la gobernabilidad, el pueblo italiano fue inducido a renunciar a cotas importantes de representación política. Poderosos intereses trabajaban para este fin, como lo evidencia el “Manifiesto de los 31” de 1988, suscrito por relevantes personalidades de la sociedad italiana, el primer grupo activamente implicado en el proyecto de reducción del “exceso” democrático del país.</p>
<p>El camino iniciado de las “reformas” se extiende hasta el referéndum Segni de 1999, que impuso definitivamente, mediante un mecanismo refrendario, el sistema mayoritario. El primer referéndum se celebró en 1991, y estableció la preferencia única en la elección de los candidatos a diputados frente a la preferencia múltiple. El paso decisivo tuvo lugar con el referéndum de 1993 que, aboliendo la ley electoral del Senado, abrió el camino a una primera transformación de la ley electoral en sentido mayoritario, aprobada el año siguiente por el Parlamento. Esto significa que, como en la mejor tradición bonapartista, la cancelación de los espacios de representación democrática se realizó con el apoyo de un movimiento formalmente popular.</p>
<p>Entretanto, los partidos tradicionales (ligados a intereses de clase y construidos sobre nítidos perfiles ideológicos) ceden: algunos de golpe, bajo el peso de los escándalos (Democracia Cristiana, Partido Socialista Italiano y todos los partidos de gobierno); otros más lentamente, bajo el peso de la historia (como el PCI, que vive una turbulenta fase de transformaciones sucesivas que lo llevaron a extinguirse para dar lugar al actual Partido Democrático).</p>
<p>El vacío lo llenan rápidamente nuevos partidos, como Forza Italia, que gana por sorpresa las elecciones generales de 1994 y se convierte en un modelo para el resto. Desligados de cualquier vínculo representativo, los nuevos partidos compiten por definirse como posideológicos e interclasistas, abrazando el modelo estadounidense de partido como máquina electoral. Su propósito no es ganar las elecciones para cumplir un determinado programa político: el programa es sólo un pretexto para ganar prestigio y poder.</p>
<p>Y el poder se emplea para reducir más los espacios de representación política. Un ejemplo es la reforma electoral Calderoli de 2005 que, introduciendo el sistema de listas bloqueadas y reconociendo un premio de mayoría a la lista o coalición más votada, otorga a los partidos-máquina un férreo control de la representación parlamentaria. Declarada inconstitucional en enero de 2014, tendrá que ser sustituida antes de las próximas elecciones. Las hipótesis de reforma que maneja el Gobierno de Renzi reproducen la misma lógica “demofóbica”, repitiendo el mismo imperativo de aislamiento y destrucción sistemática de las minorías, y de la imposición de los partidos “atrapalotodo” como única política legítima. El debate actual muestra que el deseo del Gobierno es que el control de las instituciones del país siga estando firmemente en manos de los partidos “posrepresentativos” y los lobbies que financian las costosas campañas electorales.</p>
<p>El vaciamiento de las instituciones representativas ha sido tan intenso que, cuando en 2011 la democracia electoral fue suspendida para entregar el poder a un representante de Goldman Sachs como Mario Monti, el país no tuvo reacción alguna. No sólo eso, sino que, en la línea de lo aprobado por el Parlamento español, el Parlamento italiano se ha plegado a la exigencia de “equilibrio presupuestario” mediante una ley no sometida a referéndum vinculante. Esta medida reafirma el carácter autoritario que el fascismo electoral impone allí donde sus intereses vitales están en juego.</p>
<p>El panorama debe completarse analizando los ataques que la representación también ha sufrido fuera del ámbito político-institucional, donde la extensión de la democracia más allá de la forma electoral ha sido sistemáticamente combatida. El vaciamiento de las instituciones representativas es sólo la punta del iceberg de un proyecto “demofóbico” más amplio que busca silenciar todas las formas de representación organizada de los intereses populares.</p>
<p>Pero el fascismo electoral no es una fatalidad inevitable. Combatirlo exige, entre otras cosas, una nueva cultura política capaz de superar la reducción de la democracia a competencia electoral y de romper los marcos que hacen posible la política oligárquica tradicional con nuevos esquemas y ejercicios participativos.</p>
<p>*Filósofo, político y profesor del Centro de Estudios Sociales de la Universidad de Coímbra<br />
**Filósofo, político y profesor de la Università Ca’ Foscari de Venecia</p>
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		<title>La democrazia di ogni giorno</title>
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		<pubDate>Mon, 06 Jan 2014 13:15:11 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<p>La costruzione di una società democratica è un’azione quotidiana e collettiva. Il Municipio dei beni comuni di Pisa, Scup o il Teatro Valle di Roma, e decine di altre occupazioni, dimostrano che quella costruzione può nascere solo in basso. Un incontro a Roma</p>
<p><a href="http://comune-info.net/2013/12/la-dialettica-del-diritto/">Comune Info</a><br />
11 Dec 2013<br />
Francesco Biagi</p>
<p>Una virtuosa sinergia è nata fra organizzazioni orizzontali dei movimenti sociali e alcuni giuristi che intorno alla categoria di “beni comuni” stanno costruendo un articolato dibattito pubblico, non per assumere una prospettiva in cui tutte le vacche di notte sono nere (come alcuni critici di questo movimento sembrano rimproverare) ma per strappare all’ordine del discorso dominante un logos comune dove ricostruire un proprio racconto autonomo di emancipazione.</p>
<p>Il filosofo francese Jacques Rancière nel testo “Il disaccordo” ricorda come il conflitto politico si giochi sul terreno della contesa delle parole, saper pronunciare la propria lotta è il primo passo verso l’emancipazione. Per l’autore la democrazia non è un’istituzione realizzata, ma un lungo processo di soggettivazione dove i movimenti dal basso (che chiama “i senza parte”) prendono consapevolezza di sé e in nome dell’ingiustizia subita riattivano un’altra verità contrapposta alla produzione ideologica del potere. Se l’uguaglianza o la funzione sociale della proprietà privata è riconosciuta come principio costituzionale, ma in effetti lo Stato esclude una parte dei senza parte dalla piena realizzazione della propria cittadinanza inscritta in questi principi, allora rivendicare un’applicazione più autentica significa intraprendere il conflitto democratico fra chi è privo di diritti e chi li possiede come privilegi e interessi corporativi. La costruzione della democrazia è un’azione quotidiana e collettiva, da sviluppare nella pluralità e nella condivisione delle idee e dei saperi intraprendendo un “disaccordo” che smascheri l’ipocrisia della pretesa di un’ideale democratico già realizzato e raggiunto.</p>
<p>La dialettica che viene a costituirsi dentro il diritto pone di fronte a sé da una parte la mistificazione di un’uguaglianza reale, che occulta la disuguaglianza economica e sociale, e dall’altra la possibilità di iscrivere un’esigenza di eguaglianza, che i senza parte possono far propria e rilanciare in forma conflittuale, facendosi riconoscere come soggetto politico capace di proferire autonomamente parola.</p>
<p>Prendere in mano il testo costituzionale e dichiarare di volerlo applicare dal basso in un momento in cui il nostro Paese sembra attraversare una rivoluzione passiva che sottrae progressivamente gli spazi di democrazia, significa intraprendere un lavoro politico su due binari: da un lato denunciare il neoliberismo e i suoi dispositivi che svuotano di contenuto il senso ultimo della convivenza civile inscritta nell’idea repubblicana del 1948, dall’altro intraprendere una prassi che si legittima nei principi costituzionali contro un’altra produzione di diritto che non è stata armonizzata adeguatamente e che non è tutt’ora capace di essere strumento di difesa democratica per coloro i quali subiscono le condizioni più nefaste della crisi economica.</p>
<p>Se volessimo andare in modo più rapido al nocciolo del problema seguendo il pensiero di Rancière potremmo dire che le nuove occupazioni dell’ultimo anno e mezzo hanno saputo tessere un discorso polemico intorno alla Carta Costituzionale, ne hanno fatto un uso strategico, vero e proprio terreno di contesa per il cambiamento piuttosto che unico strumento di legittimazione della falsa coscienza propria dell’attuale democrazia dispotica, la quale governa il nostro Paese in sintonia con la Banca centrale europea.</p>
<p>1456059_10202659348307786_1298423404_n</p>
<p>L’azione giudiziaria repressiva non è detto che si fermi, o meglio come possiamo vedere a partire dalle vicende del Municipio dei Beni Comuni di Pisa non si è fermata nemmeno di fronte alla rivendicazione di una funzione sociale per il destino della proprietà privata sgomberando immediatamente nella mattinata del 7 dicembre coloro i quali immaginavano una nuova liberazione per l’Ex Colorificio toscano. La sintonia con i principi della Costituzione hanno indotto il Municipio dei Beni Comuni a parlare di “liberazione” – rideclinando un significato proprio della tradizione democratica antifascista – per evidenziare come l’occupazione illegale era esercitata dall’abbandono, dall’incuria dell’immobile pisano di Via Montelungo e dalla rapacità della multinazionale che ne è venuta in possesso.</p>
<p>1402259_322810037856998_1776648868_oUn altro chiaro esempio di questa dinamica politica è l’esperienza di Scup a Roma. Nel quartiere di San Giovanni una comunità di istruttori sportivi, operatori della cultura e cittadini hanno ideato un futuro diverso per l’immobile in via Nola 5. Da più di un anno è stato riconsegnato alla collettività uno spazio abbandonato che originariamente nel Novecento nacque per ospitare i primi tentativi mutualistici di organizzazione sociale e sindacale fra i lavoratori. Oggi, quella tradizione mutualistica degli oppressi – ricorrendo al linguaggio utilizzato da Walter Benjamin – è una ricchezza ripresa dalle vite precarie di giovani e meno giovani che sperimentano un laboratorio di nuovo welfare dal basso attraverso l’autoproduzione di reddito e servizi.</p>
<p>Le ultime vicende giudiziarie a cui ha dovuto far fronte Scup ci parlano di un tribunale che si è accontentato di accertare quella che “sembra” essere la proprietà, cioè la F&#038;F immobiliare, nonostante la rapacità del capitalismo finanziario che oggi fronteggia racconti un’altra storia quasi inascoltata. L’immobile di via Nola era di proprietà pubblica, poi è stato dismesso dalle istituzioni statali senza consultare la comunità di cittadini e cittadine del quartiere. Su di esso sono stati utilizzati i metodi della speculazione finanziaria, i Brokers non si sono sottratti a creare una matrioska, e cercando fra le numerose bambole russe che a poco a poco si aprivano, quelli di Scup sostengono oggi che la vera proprietaria è Unieco, colosso della lega delle cooperative, la quale preferisce la perversa discontinuità offerta dalle leggi del liberismo selvaggio rispetto al solco tracciato dalla storia cooperativa di tanti uomini e tante donne comuni capaci di dare vita alle società operaie di mutuo soccorso.</p>
<p>La commistione fra la complicità della breve memoria storico-politica operaia, un codice civile che risale all’epoca fascista incapace di recepire le novità della costituzione del ’48, e le possibilità predatrici dell’attuale sistema economico-finanziario hanno fatto precipitare Scup nella minaccia di sgombero in attesa dell’ufficiale giudiziario che ritornerà nel nuovo mese di gennaio.</p>
<p>Scup ha convocato un incontro l’11 dicembre a Roma (“Il diritto di tutto, l’arrohanza di pochi”, i particolari nella nota in coda) alla luce della rapidità con cui si sono susseguiti gli eventi sopra descritti, in modo particolare a partire dall’intricato rapporto fra un diritto di epoca fascista, ormai vecchio e superato, capace (solamente) di stringere patti indissolubili con un innovativo neoliberismo selvaggio. Il problema che viene posto è quanto il diritto sia autenticamente ed effettivamente “diritto di tutti”, ovvero strumento di convivenza per una comunità politica democratica, unita da principi di libertà e di uguaglianza, oppure se non rimanga – nonostante la contesa democratica che abbiamo tentato di descrivere – solamente arroganza di pochi.</p>
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		<title>Comunità insorgenti</title>
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		<pubDate>Tue, 12 Nov 2013 20:06:57 +0000</pubDate>
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			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Investitori e speculatori sono liberi di muoversi come uno sciame di insetti. Ma esattamente come le cavallette hanno bisogno ogni tanto di posarsi, di estrarre valore dai territori dove si fermano e di ripartire, lasciando dietro di sé il deserto. Il territorio è l’obiettivo del capitale, ma può essere anche la sua debacle. Se le comunità sapranno trasformarsi da silenti in insorgenti, un nuovo spazio si può aprire davanti a tutti noi. Il #16Nov a Pisa, Napoli, a Gradisca di Isonzo ed in Val di Susa quelle comunità saranno in cammino e chiamano a raccolta chi ha deciso di non stare più a guardare.</p></blockquote>
<p><a href="http://comune-info.net/2013/11/16-novembre-il-momento-delle-comunita-insorgenti/">Comune-Info</a><br />
Alberto Zoratti<br />
11 Nov 2013</p>
<p>Il capitale ed i suoi addentellati sono come uno sciame di cavallette. Percorre migliaia di chilometri su rotte precise, segnate dalla fame di profitto e dall’estrazione del valore come stelle di riferimento, ma spesso ha bisogno di posarsi per ritornare ad avere un contatto con la terra e la realtà concreta. Per quanto la finanza sia immateriale e volatile tanto quanto un software, ha bisogno di legami con l’hardware e con l’operatore che sta dietro la tastiera. Il Leveraged Buy Out estrae valore dalle aziende decotte, facendo leva sul’indebitamento e trattando impresa e lavoratori come variabili dipendenti degli appetiti degli investitori. Il mercato del carbonio, e la speculazione che lo anima, ha bisogno di imprese inquinanti e di molecole di CO2 realmente rilasciate in atmosfera. I grandi fondi di investimento hanno bisogno di imprese che trasformano quelle cifre virtuali in cemento, infrastrutture, investimenti immobiliari.</p>
<p>Come ogni sciame di cavallette, il capitale lasciato libero di muoversi e di ritenersi intoccabili non arricchisce il suolo dove si posa ma lo desertifica, estraendo tutto il valore possibile dalle comunità per poi lasciarli in cerca di altre possibilità.</p>
<p>Il territorio è, soprattutto oggi, uno dei fattori di riproduzione del capitale. Senza un suolo da consumare, una foresta da valorizzare, senza lavoratori da sfruttare soprattutto nei Paesi del Sud del Mondo, tutto l’immenso castello di carte, prima o poi, ricadrebbe su se stesso. Ma il territorio può anche essere il suo limite, l’inizio della sua debacle perchè, come sottolinea John Holloway, “la dominazione è inconcepibile senza resistenza. Lo stesso fatto che pensiamo alla rivolta significa che la dominazione non è totale“. E la resistenza, per avere gambe per camminare e testa per progettare, deve avere i piedi ben piantati per terra, in mezzo ai bisogni ed alle contraddizioni dell’attuale modello di sviluppo. E’ dal quotidiano che comincia l’opposizione reale a questo sistema: dall’insostenibilità dell’ennesima cementificazione delle nostre città e delle nostre campagne; della nuova linea ferroviaria a misura di merce, inutile e costosa; della gestione criminale del ciclo dei rifiuti che per interesse delle imprese normali, e con la collaborazione delle mafie, avvelena ed uccide in nome del profitto immediato.</p>
<p>Il territorio da silente diventa insorgente. Da oggetto di investimento, da usare come merce di scambio attraverso politiche discutibili come l’apertura di aree di libero scambio capaci di derogare su diritti e normative, diventa soggetto di cambiamento, capace fare opposizione a partire dalla creazione di reti sociali concrete, fatte di donne e uomini che dell’economia locale e di relazione e della ricostruzione di una vera socialità hanno fatto il punto di partenza per una possibile emancipazione sociale.</p>
<p>Il 16 novembre quelle comunità insorgenti ritroveranno un filo comune. In Val Susa, dove migliaia di persone si opporranno all’opera più costosa, inutile ed insostenibile degli ultimi decenni, dimostrando che non saranno le minacce a mettere il bavaglio ad un movimento ormai radicato e ben sedimentato. A Napoli e nella Terra dei fuochi, dove i territori violentati dalla ricerca di profitto di quell’economia normale che si serve della mafia hanno scelto di reagire collettivamente ad un ambiente avvelenato e ad un’economia locale in crisi. A Pisa, dove il Municipio dei Beni Comuni e l’ex Colorificio liberato rappresentano la punta avanzata della lotta alla speculazione immobiliare e al consumo di suolo, perchè con l’intoccabilità del concetto di proprietà privata affronta uno degli elementi chiave di tutto il sistema, sottolineando come ogni azioni politica, ogni atto amministrativo si scontrino inevitabilmente con un’interpretazione distorta della proprietà, che dimentica la sua funzione sociale a tutto vantaggio della difesa incontrastata della sua titolarità. O a Gradisca di Isonzo, dove si proverà a mettere la parola fine ad una politica migratoria criminale, che dimostra come alla libertà di movimento permessa alle cavallette della speculazione, non corrisponda un’analoga libertà per chi di quelle cavallette è vittima incolpevole.</p>
<p>Il 16 novembre in Val Susa, a Napoli, a Pisa e a Gradisca di Isonzo si incroceranno conflitti e vertenze tra loro complementari e non necessariamente sovrapponibili. Ma c’è un filo rosso che lega questi appuntamenti ed è la nuova idea di comunità insorgente, un movimento di donne e di uomini che a partire dai territori hanno scelto di bloccare lo sciame impazzito che sta consumando la vita di ognuno di noi. Lo faranno in modo determinato ed a viso scoperto, contrapponendo le relazioni (tra persone, tra comunità e ambiente, tra comunità) al potere atomizzante e distruttivo di un’economia che non ha più limiti.</p>
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